No dia 21 de novembro de 2022, duas seleções estarão correndo atrás da bola no estádio Al Bayt, na cidade de Al Khor.
Uma delas será a qatariana, por ser a anfitriã e cabeça de chave do Grupo A.
A outra será definida em sorteio em abril do próximo ano, em Doha, e não será a seleção brasileira, já que o Brasil será um dos cabeças de chave e, consequentemente, não fará companhia ao Qatar na fase de grupos.
A 364 dias do pontapé inicial do Mundial, o técnico Tite tem uma base consolidada para levar ao país do Oriente Médio.
Das 23 vagas (três goleiros e 20 jogadores de linha), se não houver problema de lesão ou disciplinar, 17 estão, teoricamente, definidas: os três goleiros, três zagueiros, dois laterais, três volantes, um meia e cinco atacantes.
A seguir, o panorama atual, setor por setor. Entre parênteses, o número de jogos em que o atleta foi titular após o encerramento da Copa na Rússia, em 2018 –o Brasil disputou 42 partidas desde então.
Goleiros (3)
Favoritos: Alisson (Liverpool), 29 anos, Ederson (Manchester City), 28, e Weverton (Palmeiras), 33.
Minha análise: O Brasil está muito bem servido de goleiros. Alisson (19 jogos) deve ser o titular pela segunda Copa seguida, sendo Ederson (16 jogos) o reserva imediato e Weverton (6 jogos), campeão olímpico na Rio-2016, o outro suplente. Neto (1 jogo), 32, do Barcelona, Everson (zero jogo), 31, do Atlético-MG, e Santos (zero jogo), 31, do Athletico-PR, campeão olímpico em Tóquio-2020, ficam em “stand by”.
Laterais (4)
Favoritos: Danilo (Juventus), 30 anos, Daniel Alves (Barcelona), 38, Alex Sandro (Juventus), 30, e Renan Lodi (Atlético de Madrid), 23. Guilherme Arana (Atlético-MG), 24, está no páreo.
Minha análise: Bom marcador, Danilo (25 jogos) é o titular na direita, porém, se Daniel Alves (11 jogos) estiver bem à época da convocação para a Copa, Tite pode escalá-lo, devido à maior técnica e, principalmente, experiência. Emerson (2 jogos), 22, do Tottenham, tem sido chamado e tenta entrar na briga. Na esquerda, Alex Sandro (21 jogos) aparece na frente na luta pela titularidade. Pelas ótimas apresentações pelo Atlético-MG, Guilherme Arana (1 jogo) ameaça Lodi (11 jogos), marcado negativamente pela falha contra a Argentina na final da Copa América deste ano.
Zagueiros (4)
Favoritos: Marquinhos (PSG), 27 anos, Éder Militão (Real Madrid), 23, e Thiago Silva (Chelsea), 37. Há disputa entre Lucas Veríssimo (Benfica), 26, Felipe (Atlético de Madrid), 32, Diego Carlos (Sevilla), 28, e Gabriel Magalhães (Arsenal), 23, pela vaga restante.
Volantes (4)
Favoritos: Casemiro (Real Madrid), 29 anos, Fred (Manchester United), 28, Fabinho (Liverpool), 28. A quarta vaga está aberta, com chance para Gerson (Olympique de Marselha), 24, Douglas Luiz (Aston Villa), 23, e Bruno Guimarães (Lyon), 24.
Meias (2)
Favoritos: Lucas Paquetá (Lyon), 24 anos, e Éverton Ribeiro (Flamengo), 32. Philippe Coutinho (Barcelona), 29, corre por fora.
Atacantes (6)
Favoritos: Neymar (PSG), 29 anos, Gabriel Jesus (Manchester City), 24, Roberto Firmino (Liverpool), 30, Richarlison (Everton), 24, e Gabigol (Flamengo), 25. Com chance: Raphinha (Leeds), 24, Vinicius Júnior (Real Madrid), 21, Antony (Ajax), 21, Matheus Cunha (Atlético de Madrid), 22, e Éverton Cebolinha (Benfica), 25.
Feitas essas ponderações, creio que os 23 de Tite seriam: Alisson, Ederson, Weverton, Danilo, Daniel Alves, Alex Sandro, Renan Lodi, Marquinhos, Éder Militão, Thiago Silva, Lucas Veríssimo, Casemiro, Fred, Fabinho, Gerson, Lucas Paquetá, Éverton Ribeiro, Neymar, Gabriel Jesus, Roberto Firmino, Richarlison, Gabibol e Raphinha.
O time titular seria, em um 4-3-1-2: Allison; Danilo, Marquinhos, Militão e Alex Sandro; Casemiro, Fred e Paquetá; Neymar; Gabriel Jesus e Richarlison. Neymar atuaria como falso centroavante.
Se eu fosse o técnico, manteria os três goleiros. Na lateral, trocaria Lodi por Guilherme Arana. No meio, Fred (que considero um jogador comum) por Bruno Guimarães. Na zaga, Veríssimo por Diego Carlos. No meio, Éverton por Claudinho. No ataque, Jesus e Firmino por Vini Jr. e Pedro (zero jogo), 24, que não tem sido chamado por Tite –o flamenguista seria o único centroavante de ofício no elenco.
Meu time titular, em um 4-3-1-2: Alisson; Daniel Alves, Marquinhos, Thiago Silva e Guilherme Arana; Casemiro, Gerson e Paquetá; Neymar; Raphinha e Vini Jr. Essa formação privilegia um meio-campo e uma lateral esquerda mais ofensivos, com Gerson e Arana, e um ataque mais veloz e driblador, com os “ponteiros” Vini Jr. e Raphinha. A falta de um centroavante clássico, que joga centralizado e perto do gol (Pedro seria reserva), exige que Neymar ou Paquetá estejam sempre perto da área para finalizar as jogadas armadas pelas laterais.
Em tempo: A próxima convocação, para jogos das Eliminatórias no fim de janeiro, deve dar uma forte indicação da lista final de Tite. Faltando dez meses para a Copa de 2018, dos 23 convocados por Tite, 19 foram à Rússia. Só perderam a vaga Daniel Alves (por lesão), Rodrigo Caio, Giuliano e Luan.
]]>A sugestão partiu, em maio, da federação da Arábia Saudita, uma das mais ricas entre as 211 associadas à entidade máxima do futebol, e foi recebida com ótimos olhos pelo presidente Gianni Infantino.
Desde então, ficou a cargo de Arsène Wenger, ex-treinador do Arsenal, hoje funcionário da Fifa (é chefe do Departamento Global de Desenvolvimento do Futebol) e um entusiasta da ideia, disseminá-la.
A Fifa declara contar com a simpatia de ex-jogadores famosos, que já disputaram Copa(s) do Mundo.
Ronaldo Fenômeno, Lothar Matthäus (Alemanha), Javier Mascherano (Argentina), Michael Owen (Inglaterra), Marco van Basten (Holanda), Didier Drogba (Costa do Marfim), entre muitos outros, estiveram com Wenger em reunião em Doha (Qatar) neste mês.
Há poucos dias, a entidade publicou em seu site um texto intitulado “A maioria dos torcedores é a favor de Copas do Mundo masculinas mais frequentes”.
Diz a Fifa ter realizado pesquisa global online que levou a esse entendimento, trazendo as seguintes conclusões: a maioria dos fãs gostaria de ver a Copa do Mundo masculina em menor intervalo de tempo; a preferência da frequência é bienal; os mais jovens são mais abertos a mudanças que os mais velhos.
Feito isso, anunciou nesta semana que começará as conversações sobre o tema com os clubes, com as ligas que organizam as competições (tantos as de clubes como as de seleções) e com os sindicatos de futebolistas.
Haverá quem apoie, haverá quem condene, e é cedo para saber se a proposta vai ou não vingar.
O certo é que, caso vingue, haverá uma espécie de overdose de Copa do Mundo –a masculina é o foco aqui. E o consumo excessivo dela pode trazer efeitos maléficos.
O que mais me preocupa, como analista e aficionado do esporte, é a banalização do principal evento futebolístico que existe.
Com o hiato de quatro anos, a Copa do Mundo é um torneio valorizadíssimo em termos esportivos.
Todos que adoram futebol –e até quem não gosta tanto– esperam avidamente por ela, e é essa distância de uma edição para outra que a torna tão aguardada e enaltecida.
Pelo menos um jogador em atividade concorda: Gareth Bale, capitão e craque do País de Gales, cuja seleção disputou uma única Copa, a de 1958, quando foi vítima do Brasil de Pelé nas quartas de final (1 a 0, gol do rei do futebol).
“Gosto da tradição dos quatro anos. Traz prestígio [à Copa do Mundo]. Como os Jogos Olímpicos acontecendo a cada quatro anos, há o sentimento de que é mais especial.”
Em quase um século, ocorreram 21 Copas do Mundo. A 22ª será no final do ano que vem, no Qatar.
Os verdadeiros amantes do futebol sabem de cabeça todos os campeões, na ordem cronológica, desde o Uruguai em 1930 (venceram também a Itália, a Alemanha, o Brasil, a Inglaterra, a Argentina, a França e a Espanha), bem como todos os países-sedes.
Sendo ela de dois em dois anos, a tendência é aumentar o número de vencedores (pois haverá um número maior de tentativas), e será necessário mais espaço na memória para guardar todas as seleções vencedoras e todas as nações anfitriãs.
Justamente por não ser algo trivial, a Copa do Mundo atrai e empolga –qualquer um que não queira torná-la comum deve se opor a ampliar o número de edições.
Aliás, a Fifa já tomou uma decisão ruim para a Copa, que foi a de ampliar o número de participantes. A partir de 2026, não serão mais 32, mas 48.
Com o intuito de ampliar o interesse global no futebol, será implantado um formato esdrúxulo (com 16 grupos de três seleções na fase inicial) e haverá o risco considerável de reduzir o nível técnico da competição.
Voltando à possibilidade da Copa bienal, há resistência forte dos maiores clubes europeus, que são os mais endinheirados do futebol.
Eles teriam que ceder seus astros (ou mesmo os não astros), muito bem remunerados, a suas respectivas seleções por um período a mais –de cerca de dois meses– e sujeitá-los a cansaço físico e lesões.
Outra questão a ser exposta é se os próprios jogadores terão tanta vontade de vestir a camisa da seleção se a Copa for realizada em um intervalo menor.
Atualmente, a chance de triunfar é pequena. Um futebolista de alto nível consegue participar de uma a três Copas em sua carreira, alguns poucos em quatro –mais que isso é exceção.
“Bienalizando” o Mundial, a oportunidade de atuar no evento cresce, bem como a de ser campeão.
Atualmente, o atleta enxerga a Copa como uma chance rara de tentar chegar ao título mais significativo que existe.
Se ela for banalizada, não será surpresa alguns abdicarem de uma edição para, por exemplo, tirar férias com a família. “Fico fora desta, logo, logo já tem outra.”
Até porque, com a Copa do Mundo nesse modelo, a lógica indica que seria nos (poucos) anos em que ela não é realizada que teriam de ocorrer a Eurocopa e a Copa América, entre outras disputas continentais.
Uefa e Conmebol, as confederações europeia e sul-americana, correriam risco de ver seus torneios esvaziados e com cartaz reduzido.
Ademais, como se encaixaria no calendário, de forma a oferecer visibilidade, a Copa do Mundo feminina? E o Mundial de Clubes ampliado, já anunciado pela própria Fifa? Como fica? Ou melhor: quando fica?
“Devem ser realizadas apenas as competições relevantes. Que as outras sejam descartadas”, declarou Wenger, o missionário da Fifa, à rede de TV BeIN Sports. “Essa é a razão pela qual devemos realizar a Copa do Mundo a cada dois anos.”
Indo ao ponto: importante mesmo para a Fifa é a Copa do Mundo. A masculina. O resto é o resto, e o resto é irrelevante e desprezível.
Afinal, como enfatizou em entrevista pré-jogo o respeitado Jürgen Klopp, alemão que treina o inglês Liverpool, é nesse evento que está o dinheiro.
“Todos nós sabemos o que está acontecendo. Por mais que digam que se trata de dar oportunidades a diferentes países, no final tudo se resume a dinheiro. É assim que funciona.”
Com mais edições de Copa, a Fifa ganhará mais em patrocínio, em direitos de transmissão, em venda de ingressos, em comercialização de produtos.
A Copa de 2018, na Rússia, que teve audiência mundial de 3,752 bilhões de pessoas, rendeu à entidade uma receita recorde de US$ 5,357 bilhões (na conversão pelo câmbio atual, R$ 28,41 bilhões).
]]>Duas questões fizeram as agremiações, amparadas por suas respectivas ligas, confrontar a entidade máxima do futebol: a pandemia de coronavírus e, no caso da América do Sul, a rodada tripla.
Na Inglaterra, a Premier League já avisou que os times não irão liberar os jogadores porque o Brasil está na “lista vermelha” do governo britânico.
Assim, os atletas que viajarem ao Brasil precisarão na volta à Inglaterra cumprir uma quarentena, ficando dez dias confinados em um hotel, para evitar risco de disseminação do coronavírus.
Isso faria com que eles desfalcassem suas respectivas equipes mais longamente do que elas gostariam, em competições nacionais e internacionais.
Na América do Sul, a Conmebol (confederação sul-americana) corre para terminar seu qualificatório, atrasado devido à não realização de partidas no pico da pandemia, a tempo do sorteio dos grupos para a Copa do Qatar.
Para isso, foi marcada rodada tripla (e não dupla, como é praxe) para setembro. O Brasil jogará nos dias 2 (Chile), 5 (Argentina) e 9 (Peru).
A ocorrência de mais duas rodadas neste ano (outra tripla, em outubro, e uma dupla, em novembro) deixa ainda mais insatisfeitos os clubes europeus, que teriam de liberar seus craques novamente em um curto intervalo de tempo.
A Associação de Clubes Europeus (ECA, na sigla em inglês) expôs sua discordância: “A ECA não aceitará que um órgão governante como a Fifa abuse de sua função reguladora para colocar seus interesses comerciais e os de suas associações acima do bem-estar físico dos jogadores e dos interesses esportivos dos clubes”.
O que é certo neste momento é que os times ingleses não liberarão seus atletas, o que deixa a seleção brasileira sem nove dos listados por Tite na convocação: Alisson, Fabinho e Firmino (Liverpool); Ederson e Gabriel Jesus (Manchester City); Thiago Silva (Chelsea), Richarlison (Everton), Fred (Manchester United) e Raphinha (Leeds).
Em relação a este último, a ausência será especialmente sentida –pelo próprio. Segundo o departamento de comunicação do Leeds, o atacante de 24 anos está “desesperado” para defender pela primeira vez a seleção.
Na Espanha, LaLiga, a organizadora do campeonato nacional, posicionou-se a favor dos clubes que decidirem não fornecer seus atletas para as partidas do qualificatório sul-americano.
LaLiga comprometeu-se inclusive a agir juridicamente, se necessário, em possível embate com a Fifa.
De acordo com o Código Disciplinar da Fifa, clubes que não cederem seus jogadores estão sujeitos a punições, como multa, suspensão de atletas, perda de pontos no campeonato e até rebaixamento de divisão.
A decisão do Real Madrid afetará a seleção brasileira, já que Casemiro e Éder Militão estão convocados, assim como a do Atlético de Madrid, que acaba de contratar Matheus Cunha.
Os outros jogadores chamados por Tite que defendem equipes europeias são: Marquinhos e Neymar (PSG/França); Bruno Guimarães e Lucas Paquetá (Lyon/França); Danilo e Alex Sandro (Juventus/Itália); Lucas Veríssimo (Benfica/Portugal); e Claudinho (Zenit/Rússia).
Caso nenhum deles tenha permissão para vir ao Brasil, restam a Tite cinco atletas da lista divulgada no dia 13: o goleiro Weverton (Palmeiras), os laterais Daniel Alves (São Paulo) e Guilherme Arana (Atlético-MG), o meia Éverton Ribeiro (Flamengo) e o atacante Gabigol (Flamengo).
Ainda deve haver negociações e ações nos bastidores nos próximos dias para que pelo menos parte dos “europeus” possa servir a seleção, mas Tite certamente já elabora uma relação de jogadores que atuam no Brasil para substituir os que não poderão vir.
Nesse cenário de abertura de vagas, nomes em evidência no Brasileiro e/ou na Libertadores ou na Copa Sul-Americana, como Hulk (Atlético-MG), Bruno Henrique (Flamengo), Gustavo Scarpa (Palmeiras), Santos (Athletico-PR), Edenílson (Internacional) e Léo Ortiz (Bragantino), entre outros, têm chance de atuar pelo Brasil nesta rodada das Eliminatórias.
]]>Ex-Vitória e ex-Botafogo, o jogador de 30 anos (maranhense de Coelho Neto), que está no país asiático desde 2013, tornou-se neste mês o maior goleador da história da Super Liga (o Campeonato Chinês), com 103 gols.
Ele defende o Guangzhou Evergrande, um dos principais times chineses – venceu de 2011 a 2017, sendo o recordista de títulos –, para o qual retornou em julho, com a atual temporada em andamento.
Elkeson atuou no Guangzhou de 2013 a 2015 e depois pelo Shangai SIPG, de 2016 até este ano, ajudando-o a ganhar a Super Liga de 2018.
Seu desempenho consistente e o aguçado faro de gol – na Super Liga, foi o artilheiro em 2013 e 2014, esteve entre os principais goleadores em 2016 e 2017 e já marcou 15 gols em 22 jogos em 2019 – lhe renderam nesta semana a convocação para defender a China.
Caso o provável aconteça e Elkeson entre em campo nas eliminatórias asiáticas para o Mundial de 2022, que começam para a China no dia 10 de setembro, ele se tornará o primeiro atleta sem ascendência chinesa a atuar pela seleção do país, comandada pelo italiano Marcello Lippi – campeão com a Itália na Copa de 2006.
Elkeson, que nunca esteve nos planos de Dunga ou de Tite, os mais recentes técnicos da seleção brasileira, terá assim a oportunidade de tentar disputar uma Copa do Mundo – no caso, a daqui a três anos, no Qatar.
Se isso acontecer, ele engordará a lista dos jogadores nascidos no Brasil a ir a um Mundial por outra nação.
São 24 até hoje, expostos a seguir.
Dez paulistas, três maranhenses, três fluminenses, dois alagoanos, dois paranaenses, dois baianos, um sergipano e um potiguar.
Quatro defenderam a Itália, três a Espanha, três o Japão, três Portugal, dois a Croácia, dois a Tunísia, um a Alemanha, um a Bélgica, um os EUA, um o México, um a Polônia, um a Rússia e um a Costa Rica.
Doze atacantes, cinco meias, quatro zagueiros, dois volantes e um lateral-direito.
Diego Costa (3), Deco, Liedson, Pepe, Sinha, Cacau e Mário Fernandes (1 cada um) fizeram gol.
Elkeson teve a possibilidade de se naturalizar chinês devido ao tempo de permanência (mínimo de cinco anos) no país.
Nesse processo, ele abre mão de ser cidadão brasileiro, já que a China não aceita dupla nacionalidade. Deverá inclusive mudar de nome, passando a se chamar, conforme publicou o diário Lance!, Ai Jisen.
Em tempo: A China participou de uma única Copa do Mundo, a de 2002, sediada por Coreia do Sul e Japão. Caiu na primeira fase, com três derrotas e sem fazer nenhum gol (2 a 0 para a Costa Rica, 4 a 0 para o Brasil e 3 a 0 para a Turquia).
]]>Na noite desta segunda (12), ela veio para José Luis Brown, aos 62 anos, vítima de Alzheimer, uma doença degenerativa.
Quem nasceu há mais de 40 anos e é muito fã de futebol está de luto. Eu me incluo nesse rol.
Triste noticia: falleció el “Tata” José Luis Brown. Gloria de #EDLP y Campeón del Mundo con @Argentina metiendo un gol en la final. QEPD. pic.twitter.com/UAdK3kz1xV
— Roberto Jesús Ortiz (@roberjesusortiz) August 13, 2019
Lembro-me vivamente de Brown por ter formado com Ruggieri a zaga da Argentina na Copa do Mundo de 1986, no México.
Foi a segunda Copa que acompanhei atentamente, depois da de 1982, na Espanha.
Aos 13 anos, torci pelo Brasil intensamente – o time de Telê Santana era muito bom, com Sócrates, Júnior, Careca, o capitão Edinho, Müller, Alemão e o surpreendente Josimar – até a injusta queda nas quartas de final, nos pênaltis, para a França.
Superada a decepção, a simpatia passou a ser pela Argentina, por ser o sul-americano vivo na competição e por ter o genial Diego Maradona, que brilhava fazendo até gol de mão – o famigerado VAR (árbitro assistente de vídeo) era um recurso impensável à época.
Na final, Argentina x Alemanha Ocidental, no lendário estádio Azteca, mesmo palco de Brasil 4 x 1 Itália na decisão da Copa de 1970, eu só não vesti a camisa alviceleste porque não tinha uma.
E vibrei quando ele, o zagueirão Brown, camisa 5 às costas, depois de uma saída bisonha do goleiro Schumacher em falta batida por Burruchaga, antecipou-se a Maradona (meio que atropelou El Diez, que caiu) e cabeceou firme para as redes, fazendo 1 a 0.
Correu para o canto esquerdo do campo, ajoelhou-se, ergueu as mãos e levou-as ao rosto antes de ser festejado pelos companheiros. Ainda beijou a bola, levada até ele pelo lateral Cuciuffo (que a pegou dentro do gol alemão), para depois retornar para sua posição.
O primeiro a abraçar Brown depois do gol, o volante Batista, soube da notícia da morte de Brown ao vivo, durante um programa esportivo, e não conteve as lágrimas, em cena emocionante. Abalado, teve que deixar a mesa de debates.
Maradona, que passou por recente cirurgia no joelho direito e está em recuperação, registrou suas condolências em uma rede social.
“Sentiremos muito sua falta, Tata [apelido de Brown]. Não sabe o quanto eu lamento, irmão. Nós, que desfrutamos sua amizade, nunca vamos esquecer. Fez um gol na final de um Mundial, jogou com o ombro deslocado, e sabe o quanto significa uma Copa. Descanse em paz.”
No segundo tempo da final contra a Alemanha, em um choque com Norbert Eder na área argentina, Brown levou a pior e deslocou o ombro direito.
Isso aos 4 minutos do segundo tempo, com muito jogo pela frente. O médico examinou-o e queria que ele fosse substituído, mas o zagueiro se recusou.
“O bíceps, a articulação, era uma dor insuportável. Mas eu disse ao doutor: nem pense em me tirar, ou te mato”, declarou Brown em mais de uma entrevista.
Ele fez um furo com os dentes na frente da camisa, colocou o polegar nele, improvisando uma espécie de tipoia para o braço, e prosseguiu até o fim do confronto, dificílimo, vencido pela Argentina por 3 a 2.
“Pasé por un millón de cosas difíciles, ¿y qué? ¿Iba a dejar de jugar una final del mundo por un golpe en el hombro? Ni loco”.
El Tata Brown y su final en México ‘86. Enorme. pic.twitter.com/4oRjR49Wkt— Ataque Futbolero (@AtaqueFutbolero) December 9, 2018
Ídolo do Estudiantes de La Plata, pelo qual foi campeão em 1982 (Campeonato Metropolitano) e em 1983 (Campeonato Nacional), Brown era visto com desconfiança pela imprensa de seu país no início da Copa, quando foi incumbido pelo técnico Carlos Bilardo de substituir o consagrado Daniel Passarella, afastado devido a uma úlcera no estômago.
Jogou todos os minutos de todos os jogos, tendo encerrado a final, afora o ombro estropiado, manquitolando devido a uma pancada na canela.
A Argentina, invicta (seis vitórias e um empate), sagrou-se bicampeã mundial, e Brown tornou-se aos 29 anos um dos heróis da história das Copas do Mundo, sendo o primeiro dos dois únicos zagueiros a fazer gol na final – o outro é o italiano Marco Materazzi, em 2006.
Foi seu único gol pela Argentina. Solitário, porém eterno.
]]>A equipe dirigida pelo técnico Vadão contou com um dia inspirado de outra veterana de seleção, a atacante Cristiane, de 34 anos. Foram dela todos os gols.
O hat-trick de Cristiane é o primeiro da seleção brasileira em um Mundial desde 1999.
Naquela edição, sediada pelos EUA, o Brasil, que terminaria em terceiro lugar, estreou goleando o México por 7 a 1, e duas jogadoras marcaram três gols, a atacante Pretinha e a meia Sissi, esta o grande nome do futebol nacional antes do surgimento de Marta.
Esses tinham sido os únicos hat-tricks do Brasil em Copa do Mundo até o deste domingo (9) – Marta balançou as redes duas vezes na mesma partida em cinco ocasiões, a primeira em 2003, a última em 2011.
Nunca uma jogadora brasileira anotou mais que três gols em um jogo de Mundial.
A recordista é a americana Michelle Akers, que na primeira Copa feminina, em 1991, na China, balançou as redes cinco vezes na goleada por 7 a 0 sobre Taiwan nas quartas de final.
]]>Formiga, que jogou sua primeira Copa na Suécia, em 1995 – ou seja, no século passado –, tem hoje 41 anos e 75 dias.
A atual recordista é a americana Christie Pearce (à época Rampone, antes de se separar do marido), zagueira que no Mundial de 2015, no Canadá, participou da final contra o Japão com 40 anos e 11 dias.
Será um feito para Formiga (apelido de Miraildes Maciel Mota), em sua sétima Copa, superar a marca de Christie, porém ela ainda estará atrás de alguns homens na lista geral dos mais velhos em Mundiais.
Aliás, será muito difícil ultrapassar o recordista, que passou a ocupar essa posição há menos de um ano, no Mundial da Rússia.
Nascido em janeiro de 1973, o goleiro egípcio Essam El-Hadary, aos 45 anos, 5 meses e 10 dias, atuou como titular contra a Arábia Saudita no jogo final da seleção de seu país na fase de grupos.
El-Hadary, que ainda está em atividade, foi o capitão do time na derrota por 2 a 1 na cidade de Volgogrado.
Outro goleiro, o colombiano Faryd Mondragón, entrou em campo em uma Copa do Mundo com idade superior à de Formiga.
No Mundial do Brasil, em 2014, substituiu Ospina aos 40 minutos do segundo tempo na goleada por 4 a 1 sobre o Japão, em Cuiabá, na fase de grupos. Tinha 43 anos e 3 dias.
Somente mais um jogador, e esse de linha, supera a volante brasileira.
O atacante camaronês Roger Milla estava com 42 anos, 1 mês e 8 dias quando enfrentou a Rússia na Copa de 1994, nos EUA.
Milla entrou no intervalo e logo no primeiro minuto fez um gol histórico. Que foi, entretanto, muito pouco para Camarões, humilhado em Stanford (Califórnia) pelo placar de 6 a 1.
Nesse confronto, o russo Salenko marcou cinco gols, até hoje o recorde em um único jogo de Mundial masculino.
Em Copa feminina, uma jogadora também anotou cinco gols em uma partida, a americana Michelle Akers, contra Taiwan, na China-1991.
Formiga, que divide com a japonesa Homare Sawa o recorde de atleta (homem ou mulher) com mais participações em Copas do Mundo – seis, marca a ser batida em breve pela baiana de Salvador –, é detentora do recorde de mais velha a fazer um gol em um Mundial.
A brasileira vazou a Coreia do Sul há quase quatro anos, em Montréal, na estreia do Brasil na Copa canadense, aos 37 anos e 98 dias.
O mais velho, homem ou mulher, a balançar as redes em uma Copa é o camaronês Milla.
]]>Muito longe de ser considerada favorita, a seleção qatariana ganhou todos os seis jogos que fez, os três da primeira fase, o das oitavas de final, o das quartas de final e a semifinal.
Derrubou, nesta ordem, Líbano (2 a 0), Coreia do Norte (6 a 0), Arábia Saudita (2 a 0), Iraque (1 a 0), Coreia do Sul (1 a 0) e Emirados Árabes Unidos (4 a 0), país anfitrião do torneio.
Sauditas e sul-coreranos, ressalte-se, estiveram na Copa do Mundo da Rússia, no ano passado.
A passagem à decisão é uma façanha. Jamais o Qatar tinha ido além do quinto lugar (em 1984 e em 1988) em suas nove participações na mais importante competição do continente.
Mais que isso, detém o melhor ataque (16 gols marcados) e a melhor defesa (nenhum gol sofrido).
Pelo que fez até agora, chegará à final desta sexta (1º), ao meio-dia no horário de Brasília, não como azarão, mas em condições de fazer uma partida de igual para igual com o Japão, nação mais vezes campeã da Copa da Ásia, quatro vezes (1992, 2000, 2004 e 2011).
Na semifinal, diante da seleção local, os qatarianos tiveram mais problemas com a ira da torcida (38.646 torcedores estiveram no estádio Mohammed Bin Sayed) do que com o oponente.
Houve sonora vaia ao hino do Qatar, antes do início da partida desta terça (29), em Abu Dhabi. Motivo: os países não têm boas relações diplomáticas. Desde 2017, os Emirados Árabes boicotam comercialmente o Qatar, acusado de dar suporte a ações terroristas.
Os visitantes, entretanto, não se abalaram e abriram 2 a 0 no primeiro tempo, gols de Boualem Khoukhi, em falha do goleiro Khalid Eisa, e do artilheiro Almoez Ali (seu oitavo na competição).
Na celebração, Ali se dirigiu à torcida emiradense e fez um gesto pedindo silêncio. Relato da agência de notícias Reuters diz que houve uma chuva de sandálias na direção dele, atiradas pelos revoltados torcedores.
O lançamento de objetos no gramado (além de calçados, garrafas e copos), com intuito de atingir os atletas do Qatar, repetiu-se no segundo tempo, depois dos gols do capitão Hassan Al-Haydos, aos 35 minutos, e de Hamid Ismail, nos acréscimos – ambos festejaram batendo no peito e exibindo o escudo da seleção.
Uma imagem mostra o volante Salem Al Hajri no chão, depois de ter sido supostamente atingido por uma garrafa.
A provocação dos jogadores do Qatar, especialmente a de Ali, aos torcedores adversários não é elogiável, mas as atitudes desprezíveis, de tentativa de agressão (lembraram-me de jogos no interior de São Paulo e na Vila Belmiro, em Santos, no início dos anos 1980, quando eram arremessados chinelos e radinhos de pilha no campo) são bem mais censuráveis.
O caso deve ser analisado pela Confederação Asiática de Futebol, e os Emirados Árabes provavelmente sofrerão alguma sanção.
Voltando à bola, os qatarianos fazem, volto a salientar, uma campanha digna de registro.
O resultado ante os Emirados Árabes levou centenas de pessoas à noite às ruas de Doha, capital do país, para festejar a classificação à final, como se fosse um título.
A verdade é que o Qatar, mesmo que não supere o Japão (que é o outro convidado da Copa América, que começa em junho), a não ser que sofra uma goleada vexatória, algo improvável, sairá muito por cima da Copa da Ásia.
Pois até o vice-campeonato será considerado o melhor resultado da história da seleção de futebol do país, cujas maiores conquistas são três Copas do Golfo (1992, 2004 e 2014), torneio de relevância limitada disputado pelos países do Golfo Pérsico.
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Em tempo: O Qatar tem como técnico desde 2017 o espanhol Félix Sánchez Bas, de 43 anos, que treinou as categorias de base do Barcelona antes de se aventurar no país do Oriente Médio, em 2006. Lá, ingressou em programa de desenvolvimento do futebol qatariano e, a partir de 2013, comandou a seleção sub-19, a seleção sub-20 e a seleção sub-23 do país até ser convidado para dirigir a equipe principal.
]]>A frase em tom de campanha, dita nesta semana em evento em Dubai (Emirados Árabes Unidos), é de Gianni Infantino, o presidente da Fifa.
O suíço com cidadania italiana conseguiu, no início de 2017, que o conselho da entidade aprovasse o inchaço, para 48 seleções, a partir de 2026, da competição realizada desde 1930.
O atual modelo, com 32 países, vigora desde 1998, quando a França foi a sede.
Na minha opinião, é o formato adequado. Fácil de entender, com oito grupos de quatro times cada um, passando os dois primeiros para as oitavas de final, e com um número de jogos que cabe, sem grandes apertos, no período de um mês reservado ao torneio.
Infantino, contudo, pensa diferente, e o mundo do futebol, ou ao menos a grande maioria dos 211 filiados à Fifa, está com ele.
A razão é óbvia. A Copa do Mundo dá status a quem dela participa, estar nela significa estar entre os melhores do esporte. O participante atrai as atenções não só das pessoas mas dos patrocinadores (donos do grosso da grana). Assim, quem está fora (a maioria) quer participar e vota pela ampliação do número de vagas.
Considero saudável pensar em inclusão, em dar oportunidades a quem não as tem (não só no futebol), porém nesse caso, além da facilidade de montar (e de compreender) a tabela e da conveniência de não sufocar o calendário, não vejo como o nível técnico não despencar com a inserção de mais 16 seleções.
O regulamento do Mundial, que formaria na fase inicial grupos com três seleções, também é inadequado, causando risco alto de jogos sem validade ou “de compadres”, conforme expus anteriormente.
Infantino, ao defender a antecipação na ampliação da Copa, ao menos está ciente dos problemas organizacionais.
O Qatar, país mais rico do mundo considerando o PIB anual per capita (€ 109.425, conforme dados do FMI divulgados em setembro de 2018), tem dinheiro de sobra para construir e/ou entregar estádio modernos, e está fazendo isso – serão oito para a Copa de 2022.
É uma nação, porém, considerada pequena em área: 11.571 km², ou pouco mais que a metade da de Sergipe, o menor estado brasileiro.
Isso limita as possibilidades de viabilizar mais locais para jogos, e um Mundial inchado exigiria, idealmente, mais arenas para abrigar mais partidas, além de mais locais convenientes para treinamento das seleções e hospedagem das delegações.
Infantino tem sua solução. Expandir a Copa para países vizinhos, realizando alguns jogos além das fronteiras do Qatar. Os mais próximos são Arábia Saudita, Emirados Árabes, Bahrein, Omã, Iêmen, Irã, Kuait e Iraque.
Nem todos, entretanto, mantêm boas relações com o Qatar. Desde junho de 2017, Arábia, Emirados e Bahrein, além do Egito (outra opção próxima), fazem um boicote comercial aos qatarianos, a quem acusam de apoiar o terrorismo – o governo local nega.
Enfim, tratam-se de questões mais políticas e diplomáticas do que esportivas, as quais Infantino pretende equalizar até março, quando haverá o sorteio dos grupos para as eliminatórias da Copa de 2022.
“Se pudermos ampliar a Copa para 48 times e fazer o mundo feliz, tentaremos”, sentenciou o dirigente de 48 anos.
É possível acontecer? Não duvido, e considero até provável. Porém torcerei contra, para que o formato de Mundial que se mostrou bem-sucedido não seja enterrado já.
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Em tempo: Não sejamos tolos. Infantino não quer fazer o mundo feliz, mas deixar felizes, mesmo à custa de uma Copa do Mundo melhor, aqueles que podem prolongar sua estadia no comando da máxima entidade do futebol, a riquíssima e poderosa Fifa.
]]>A França mostrou eficácia no Mundial na Rússia e faturou, na final contra a surpreendente e valente Croácia, o bicampeonato (o primeiro título francês, de triste lembrança para o Brasil, derrotado por 3 a 0 na decisão, foi 20 anos atrás).
Falando de Brasil, a seleção de Tite, uma das grandes favoritas ao título, parou na Bélgica nas quartas de final. Faltou inspiração ao ataque: Neymar, Gabriel Jesus, Willian e Philippe Coutinho, todos na Copa jogaram menos do que sabiam, podiam e deviam.
Mas além da Copa houve outros assuntos de grande interesse, acontecimentos inusitados, histórias marcantes, para o bem ou para o mal.
Sem pensar muito, cito a final da Libertadores.
O maior encontro da história entre Boca Juniors e River Plate, protagonistas de uma das maiores rivalidades do esporte, acabou marcado pela violência, pela desordem, pela conclusão de que na América do Sul ainda é preciso evoluir muito no terreno futebolístico.
Impossibilitado de ser realizado na Argentina, o jogo decisivo, vencido de virada pelo River, aconteceu ironicamente na Espanha, país de conquistadores da América.
Na Europa, a final da Champions League, a qual pude assistir no estádio, em Kiev (Ucrânia), manteve no topo do continente o Real Madrid, que superou o Liverpool e faturou a Orelhuda (apelido da taça) pela quarta vez em cinco anos.
O nome do jogo não foi Cristiano Ronaldo, que depois se transferiria para a Juventus, mas o galês Bale, que saiu da reserva para marcar dois gols, um deles em uma linda bicicleta, o outro em falha grotesca do goleiro Karius – o Liverpool posteriormente contratou o brasileiro Alisson para substituí-lo.
O Real ainda faturou, também pela quarta vez em cinco anos, o Mundial de Clubes da Fifa.
A Copa da Rússia não teve um destaque individual daquele a ser lembrado para a eternidade. Faltou aquele brilho cegante, e não só na França, mas em todas as seleções. Os campeões Mbappé, Griezmann e Pogba, de quem se esperava maravilhas, tiveram momentos bons, mas nenhum deles mostrou constância. Os franceses triunfaram muito mais pelo conjunto.
Eleito o melhor da Copa, o croata Modric, um meia faz-tudo-bem (cria, marca, organiza, bate falta, passa, cruza, dá carrinho, cobra escanteio…, mas que quase não faz gols, por finalizar pouco), levou os prêmios de melhor do mundo (The Best e Bola de Ouro), desbancando o reinado de dez anos da dupla Messi-Cristiano Ronaldo.
Isso no masculino. No feminino, triunfou no prêmio da Fifa a fenomenal brasileira Marta – seis vezes a melhor, a única nesse patamar (entre homens ou mulheres).
Esses foram alguns destaques, é possível escrever linhas e mais linhas com outros.
Prefiro fazer como em anos anteriores e apresentar um texto que publiquei, a cada mês, e que considero valer a leitura (ou a releitura) do amante do futebol – certamente você está nesse rol.
47 a 0: humilhação ou aprendizado? – Quarenta e sete gols para um time, nenhum para o outro. Goleadas não são uma anomalia no futebol, mas uma assim é atípica, se não for inédita. Aconteceu na Espanha.
Jovens, talentosos e aquém do estrelato – Para o jornal francês L’Équipe, esses garotos são “os melhores de sua geração”. Mas naquele momento eles estavam longe de cumprir o que se espera deles.
Quem inventou a bicicleta, jogada que hoje consagra Cristiano Ronaldo? – O português pintou um dos seus mais belos quadros ao pedalar em Turim. Não foi Leônidas, porém, como muitos pensam, o criador da plástica e dificílima jogada.
O VAR é como um jogador grosso, está sempre atrasado no lance – Hoje parece que todo o mundo já se acostumou com o árbitro de vídeo. Mas em Mainz x Freiburg ele, ou melhor, ela (pois era uma videoárbitra) causou.
Sir Alex Ferguson, lenda do futebol britânico, escanteia a morte – Quem torce para o Manchester United sabe como dá saudade ter o escocês no comando. Por muito pouco Sir Alex não deixou de estar entre nós.
Alemanha deixa a Copa vivendo o seu dia de 7 a 1 – O inesperado, o inacreditável, o incrível aconteceu. A fria e insensível Alemanha, algoz do Brasil em 2014, decepcionou e saiu de forma precoce do Mundial da Rússia.
Fica, Tite! – Mesmo com a eliminação nas quartas de final da Copa, é questionável o quanto de culpa teve o treinador – ele não entra em campo para acertar a bola no gol. Tite ainda é o melhor entre os que temos.
Denunciado, técnico brasileiro que fez história na Ucrânia deixa o cargo – A história do técnico Gilmar Tadeu, brasileiro, negro, que precisou se afastar do FC Lviv, time da primeira divisão do Campeonato Ucraniano.
Stephanie Labbé, a mulher que quis jogar com os homens – Bronze na Olimpíada do Rio-2016, a goleira se propôs o desafio de conseguir uma vaga em uma equipe masculina. Conseguiu – para em seguida ser barrada.
De Bruyne, Martial, Wijnaldum, Fejsa, Szczesny… como se fala o nome deles? – Os narradores, os comentaristas, os repórteres… quase todos erram a pronúncia de jogadores. Não se inclua entre eles.
Árbitro troca moedinha por jokenpô e é suspenso por 3 semanas – Em jogo da elite do futebol feminino na Inglaterra, David McNamara decidiu inovar na disputa entre as capitãs para decidir o “campo ou bola”. A originalidade não pegou bem.
Artilheiro alemão revela que sua mulher treinava no lugar dele – Stefan Kiessling nunca foi um fã dos treinamentos de pré-temporada. Com uma solução caseira, deu um jeito de enganar os preparadores físicos do Bayer Leverkusen.
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Em tempo: Copa América no Brasil (a primeira desde 1989), reta final da estreante Liga das Nações (Portugal, Inglaterra, Holanda e Suíça semifinalistas), Copa do Mundo feminina (com Marta!), primeira final da Libertadores em jogo único (no Chile). Essas são algumas atrações do novo ano. Que ele venha com tudo. Feliz 2019!
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