Retrospectiva 2018 – Posts recomendados para ler ou reler

Em ano de Copa do Mundo, é quase impossível não eleger como a grande notícia do futebol internacional o campeão mundial.

A França mostrou eficácia no Mundial na Rússia e faturou, na final contra a surpreendente e valente Croácia, o bicampeonato (o primeiro título francês, de triste lembrança para o Brasil, derrotado por 3 a 0 na decisão, foi 20 anos atrás).

Falando de Brasil, a seleção de Tite, uma das grandes favoritas ao título, parou na Bélgica nas quartas de final. Faltou inspiração ao ataque: Neymar, Gabriel Jesus, Willian e Philippe Coutinho, todos na Copa jogaram menos do que sabiam, podiam e deviam.

Mas além da Copa houve outros assuntos de grande interesse, acontecimentos inusitados, histórias marcantes, para o bem ou para o mal.

Sem pensar muito, cito a final da Libertadores.

O maior encontro da história entre Boca Juniors e River Plate, protagonistas de uma das maiores rivalidades do esporte, acabou marcado pela violência, pela desordem, pela conclusão de que na América do Sul ainda é preciso evoluir muito no terreno futebolístico.

Impossibilitado de ser realizado na Argentina, o jogo decisivo, vencido de virada pelo River, aconteceu ironicamente na Espanha, país de conquistadores da América.

Na Europa, a final da Champions League, a qual pude assistir no estádio, em Kiev (Ucrânia), manteve no topo do continente o Real Madrid, que superou o Liverpool e faturou a Orelhuda (apelido da taça) pela quarta vez em cinco anos.

O nome do jogo não foi Cristiano Ronaldo, que depois se transferiria para a Juventus, mas o galês Bale, que saiu da reserva para marcar dois gols, um deles em uma linda bicicleta, o outro em falha grotesca do goleiro Karius – o Liverpool posteriormente contratou o brasileiro Alisson para substituí-lo.

O Real ainda faturou, também pela quarta vez em cinco anos, o Mundial de Clubes da Fifa.

A Copa da Rússia não teve um destaque individual daquele a ser lembrado para a eternidade. Faltou aquele brilho cegante, e não só na França, mas em todas as seleções. Os campeões Mbappé, Griezmann e Pogba, de quem se esperavam maravilhas, tiveram momentos bons, mas nenhum deles mostrou constância. Os franceses triunfaram muito mais pelo conjunto.

Eleito o melhor da Copa, o croata Modric, um meia faz-tudo-bem (cria, marca, organiza, bate falta, passa, cruza, dá carrinho, cobra escanteio…, mas que quase não faz gols, por finalizar pouco), levou os prêmios de melhor do mundo (The Best e Bola de Ouro), desbancando o reinado de dez anos da dupla Messi-Cristiano Ronaldo.

Isso no masculino. No feminino, triunfou no prêmio da Fifa a fenomenal brasileira Martaseis vezes a melhor, a única nesse patamar (entre homens ou mulheres).

Esses foram alguns destaques, é possível escrever linhas e mais linhas com outros.

Prefiro fazer como em anos anteriores e apresentar um texto que publiquei, a cada mês, e que considero valer a leitura (ou a releitura) do amante do futebol – certamente você está nesse rol.

47 a 0: humilhação ou aprendizado? – Quarenta e sete gols para um time, nenhum para o outro. Goleadas não são uma anomalia no futebol, mas uma assim é atípica, se não for inédita. Aconteceu na Espanha.

Jovens, talentosos e aquém do estrelato – Para o jornal francês L’Équipe, esses garotos são “os melhores de sua geração”. Mas naquele momento eles estavam longe de cumprir o que se espera deles.

Quem inventou a bicicleta, jogada que hoje consagra Cristiano Ronaldo? – O português pintou um dos seus mais belos quadros ao pedalar em Turim. Não foi Leônidas, porém, como muitos pensam, o criador da plástica e dificílima jogada.

O VAR é como um jogador grosso, está sempre atrasado no lance – Hoje parece que todo o mundo já se acostumou com o árbitro de vídeo. Mas em Mainz x Freiburg ele, ou melhor, ela (pois era uma videoárbitra) causou.

Sir Alex Ferguson, lenda do futebol britânico, escanteia a morte – Quem torce para o Manchester United sabe como dá saudade ter o escocês no comando. Por muito pouco Sir Alex não deixou de estar entre nós.

Alemanha deixa a Copa vivendo o seu dia de 7 a 1 – O inesperado, o inacreditável, o incrível aconteceu. A fria e insensível Alemanha, algoz do Brasil em 2014, decepcionou e saiu de forma precoce do Mundial da Rússia.

Fica, Tite! – Mesmo com a eliminação nas quartas de final da Copa, é questionável o quanto de culpa teve o treinador – ele não entra em campo para acertar a bola no gol. Tite ainda é o melhor entre os que temos.

Denunciado, técnico brasileiro que fez história na Ucrânia deixa o cargo – A história do técnico Gilmar Tadeu, brasileiro, negro, que precisou se afastar do FC Lviv, time da primeira divisão do Campeonato Ucraniano.

Stephanie Labbé, a mulher que quis jogar com os homens – Bronze na Olimpíada do Rio-2016, a goleira se propôs o desafio de conseguir uma vaga em uma equipe masculina. Conseguiu – para em seguida ser barrada.

De Bruyne, Martial, Wijnaldum, Fejsa, Szczesny… como se fala o nome deles? – Os narradores, os comentaristas, os repórteres… quase todos erram a pronúncia de jogadores. Não se inclua entre eles.

Árbitro troca moedinha por jokenpô e é suspenso por 3 semanas – Em jogo da elite do futebol feminino na Inglaterra, David McNamara decidiu inovar na disputa entre as capitãs para decidir o “campo ou bola”. A originalidade não pegou bem.

Artilheiro alemão revela que sua mulher treinava no lugar dele – Stefan Kiessling nunca foi um fã dos treinamentos de pré-temporada. Com uma solução caseira, deu um jeito de enganar os preparadores físicos do Bayer Leverkusen.

Kiessling não gostava de treinar nas férias, então sua esposa se passava por ele (Alex Domanski – 3.mar.2012/Reuters)

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Em tempo: Copa América no Brasil (a primeira desde 1989), reta final da estreante Liga das Nações (Portugal, Inglaterra, Holanda e Suíça semifinalistas), Copa do Mundo feminina (com Marta!), primeira final da Libertadores em jogo único (no Chile). Essas são algumas atrações do novo ano. Que ele venha com tudo. Feliz 2019!