O Mundo é uma Bola https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br Thu, 13 Jan 2022 14:51:57 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Descontente, Mbappé confirma que chamou Neymar de vagabundo https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/2021/10/06/descontente-mbappe-confirma-que-chamou-neymar-de-vagabundo/ https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/2021/10/06/descontente-mbappe-confirma-que-chamou-neymar-de-vagabundo/#respond Wed, 06 Oct 2021 08:15:13 +0000 https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/files/2021/10/Mbappe-5-320x213.png https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/?p=22420 “Aquele vagabundo não passa a bola pra mim.”

Palavras de Mbappé, captadas por uma câmera de TV, em Paris Saint-Germain x Montpellier, 11 dias atrás, no estádio Parque dos Príncipes, na capital da França.

Direcionadas, todos tinham certeza, a Neymar, mas longe dele, não na cara dele, quando o craque francês de 22 anos, campeão do mundo na Copa da Rússia, já tinha sido substituído. Ele desabafava, no banco, com o companheiro Gueye.

No lance seguinte à saída de Mbappé de campo, Neymar passou a bola para o alemão Draxler, que acabara de entrar, fazer o segundo gol do PSG no triunfo por 2 a 0 no Campeonato Francês.

A certeza de todos foi confirmada pelo camisa 7, integrante há pouco tempo do trio MNM (Messi-Neymar-Mbappé), do qual se esperam jogadas maravilhosas, tabelas, gols.

Só que dois terços da trinca parecem ter problemas de relacionamento. De acordo com o “M” final, nada que preocupe em relação ao “N”. Será mesmo?

“Sim, sim, eu disse isso [vagabundo]. São coisas que acontecem direto no futebol. Só não podem perdurar”, afirmou Mbappé ao L’Équipe. “Já conversei com ele [Neymar], não há ressentimento porque respeito o homem e o jogador, e o admiro pelo que ele é.”

A realidade é que Neymar pode ter defeitos, mas um deles não é ser vagabundo, no sentido de preguiçoso ou desocupado.

Não há notícias de que tenha faltado a treinos ou se empenhado pouco nos mesmos, e nas partidas ele quase sempre parece disposto a dar o máximo –se não consegue, pode ser por cansaço, nunca por desinteresse.

Um outro sinônimo para vagabundo é “canalha”, “malandro”, “desprovido de honestidade”.

Neymar também não se encaixa nesses adjetivos. Ele até tem malandragem, em campo, normal para um jogador que busca ludibriar as defesas rivais.

No banco, após ser substituído em PSG x Montpellier, Mbappé desabafa e chama Neymar de vagabundo (Reprodução)

Assim, um entendimento possível é o de Mbappé ter soltado essas palavras não só porque não se sente acionado pelo colega, mas por carregar a frustração de não ter sido negociado com o Real Madrid, time pelo qual torcia na adolescência, na mais recente janela de transferência.

“Pensei que minha aventura [com o PSG] tinha terminado. Estava na liga francesa havia seis ou sete anos. Não vou ser hipócrita, minha ambição era clara, queria sair”, afirmou na entrevista ao jornal francês.

Mas Mbappé tem razão em afirmar que Neymar não lhe dá a bola em condições de fazer gol tanto quanto dá a outros colegas?

Fiz um levantamento que considera as partidas que os dois jogaram juntos na temporada atual, em andamento, e na passada, incluindo Campeonato Francês, Copa da França, Supercopa da França e Champions League.

Eles estiveram em campo simultaneamente, seja o jogo todo ou não, em 30 jogos, ou pouco mais da metade dos 58 disputados por Mbappé –o brasileiro esteve parte do tempo contundido.

Nesses 30 jogos, Mbappé marcou 21 gols, sendo 15 deles depois de receber um passe de um companheiro. Quantos passes foram de Neymar? Só dois.

O camisa 10 do PSG e da seleção brasileira, considerado um bom passador, somou ao todo dez assistências (passes que resultam em gol) pelo clube francês, em 38 partidas, no período analisado (média de 0,26 por jogo). Ou seja, dessas dez, só duas (20%) para Mbappé.

Não há uma estatística que mostre quantas vezes Neymar deixou Mbappé em condições de marcar e o colega não conseguiu. Assim, o brasileiro pode ter dado vários bons passes e a conclusão ter sido imperfeita, mas não é essa a sensação que o francês tem.

E do outro lado? Neymar pode se sentir insatisfeito em relação ao companheiro?

Nas 30 partidas juntos, ele marcou 15 gols. Seis deles, depois de um passe de um colega –os outros saíram de jogada individual, de falta ou, principalmente, de pênalti.

Metade dos gols de Neymar que tiveram assistência (três de seis) foram de Mbappé.

No intervalo da pesquisa, Mbappé registrou 16 passes para gol, em 58 partidas. Mesmo sem ter a fama de assistente de Neymar, sua média (0,28) é ligeiramente superior à dele.

Leia também: Neymar deve aprender com Mbappé como lidar com as críticas

Leia também: Criticado outrora por não fazer gols, Mbappé é mais goleador que Neymar

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Neymar deve aprender com Mbappé como lidar com as críticas https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/2021/09/16/neymar-deve-aprender-com-mbappe-como-lidar-com-as-criticas/ https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/2021/09/16/neymar-deve-aprender-com-mbappe-como-lidar-com-as-criticas/#respond Thu, 16 Sep 2021 07:30:46 +0000 https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/files/2021/09/The-players-320x213.png https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/?p=22239 Neymar é um dos melhores jogadores brasileiros em atividade, isso já faz mais de uma década.

Um dos melhores, não. O melhor.

É o futebolista do país mais conhecido e mais badalado, dono da camisa 10 da seleção brasileira e do Paris Saint-Germain, um dos mais fortes clubes do planeta.

Veloz, habilidoso, inteligente, criativo, artilheiro. Em forma, é quase impossível anulá-lo.

Brilhou no Santos (vencendo a Libertadores), brilhou no Barcelona (vencendo a Champions League como coartilheiro e o Mundial de Clubes). Ainda busca o brilho máximo no PSG (falta a Champions e, caso ela venha, o Mundial) e na seleção (é ouro olímpico, mas faltam Copa América e Copa do Mundo).

Um dos grandes problemas de Neymar, além da fama de cai-cai (justificada, porém também apanha bastante) e de perder a calma em algumas partidas (o que lhe rende cartões), é não lidar bem com as críticas a ele direcionadas pela mídia.

Claramente “Ney” se incomoda quando o noticiário não é favorável.

Na semana passada, depois de publicações darem conta de que ele estaria acima do peso, Neymar irritou-se a ponto de, em entrevista à Globo depois da vitória sobre o Peru nas Eliminatórias, desabafar, em um misto de irritação e inconformismo.

“Não sei mais o que eu faço com esta camisa [da seleção] para a galera respeitar o Neymar. Isso é de vocês, repórteres, comentaristas, e outros também. Às vezes eu nem gosto mais de falar em entrevistas.”

Questionado a respeito do que causava incômodo, foi evasivo e afirmou: “Deixo para a galera pensar um pouco aí”.

O árbitro colombiano Wilmar Roldán mostra cartão amarelo a Neymar em Brasil x Peru, pelas Eliminatórias da Copa de 2022, na Arena Pernambuco (Ricardo Moraes – 9.set.2021/Reuters)

O que Neymar não entende é que o jogador de futebol (e qualquer pessoa que exerça atividade vista por milhares de pessoas) está sujeito, sempre, a elogios ou críticas, seja dos meios de comunicação, seja dos espectadores. Faz parte, é algo indissociável da profissão que ele exerce.

Eu mesmo já o elogiei, ao redigir os textos “Recuperado, Neymar troca a firula pela objetividade”, “Onde CR7 e Messi travam e Neymar é melhor que eles” e “Agora meia-atacante, Neymar começa temporada com dez gols em dez jogos”, e o critiquei, como em “Neymar e o sangue de barata”, “Há futebol além de Neymar” e “Neymar ruma para cinco anos sem momento de glória no futebol”.

Conforme citou com propriedade no fim de semana, na rádio Transamérica, o apresentador e comentarista José Calil, para calar os críticos o jogador deve responder em campo; caso jogue bem, faça gols e/ou dê assistências, ninguém vai se importar se está “gordo”.

Como Neymar, mesmo tendo quase 30 anos, insiste em não compreender essa realidade, talvez um colega seu de clube, mais jovem, possa lhe ensinar.

Kylian Mbappé, francês de 22 anos, já campeão de Copa do Mundo, exemplo em combinar ambição e humildade, abordou o assunto no documentário “The Players” (Os Jogadores), da Uefa, a entidade que comanda o futebol na Europa.

“Os jogadores-chave estão sempre gerando grandes expectativas, e eu nunca me esquivei disso. Claro que, quando as coisas não dão certo, você tem que encarar as críticas. Sabendo que faz parte do trabalho, você não leva para o lado pessoal.”

Mbappé gesticula próximo a Neymar e Messi (30) na partida do PSG contra o Club Brugge, na Bélgica, pela Liga dos Campeões da Europa (Kenzo Tribouillard – 15.set.2021/AFP)

Mbappé ficou na berlinda na Eurocopa deste ano. No dia 28 de junho, em Bucareste, perdeu o pênalti decisivo na disputa com a Suíça, e a França, uma das favoritas, caiu precocemente, nas oitavas de final.

E antes que alguém viesse a escrever ou falar algo negativo, ele se antecipou em rede social, logo depois da eliminação, fazendo uma autocrítica.

“Muito difícil virar a página. A tristeza é imensa após essa eliminação, não conseguimos atingir nosso objetivo. Sinto muito por esse pênalti. Queria ajudar a equipe, mas não consegui. Será difícil dormir, mas são os perigos desse esporte que eu tanto amo.”

Eis como se pode, até se deve, fazer.

Em vez de reclamar ou choramingar quando há um momento ruim, quando a fase não ajuda, quando uma atuação é aquém do esperado ou quando um erro determina o fracasso, o atleta ponderado aceita, levanta a cabeça e segue.

Fica a dica para Neymar.

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Neymar ruma para 5 anos sem momento de glória no futebol https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/2021/04/06/neymar-ruma-para-5-anos-sem-momento-de-gloria-no-futebol/ https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/2021/04/06/neymar-ruma-para-5-anos-sem-momento-de-gloria-no-futebol/#respond Tue, 06 Apr 2021 04:10:37 +0000 https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/files/2021/04/Neymar-cai-320x213.png https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/?p=21270 Eu estava no Maracanã, lotado, naquele sábado, 20 de agosto de 2016.

O time olímpico do Brasil enfrentava o da Alemanha na decisão da medalha de ouro do futebol nos Jogos do Rio de Janeiro.

E naquela tarde/noite Neymar brilhou.

Aos 24 anos, então uma das estrelas do Barcelona, o capitão da equipe dirigida por Rogério Micale abriu o placar, em magistral cobrança de falta.

No segundo tempo, a Alemanha empatou, com Meyer, e endureceu o jogo. Ninguém mais balançou as redes, nem na prorrogação, e a disputa de pênaltis definiria o campeão.

Neymar era o último a bater pelo Brasil. Como só a Alemanha desperdiçara uma cobrança (Petersen), se ele fosse bem-sucedido, daria pela primeira vez o ouro ao país em uma Olimpíada.

E ele foi. Bem ao seu estilo, partiu em direção à bola, desacelerou, retomou a passada e mandou a redonda à esquerda de Timo Horn, que saltou para o lado errado.

Neymar ajoelhou-se no gramado, chorou entre os companheiros, celebrou efusivamente o triunfo. Foi decisivo, foi herói.

E a carreira do mais incensado jogador brasileiro da última dúzia de anos teve ali, em um dos maiores templos do futebol, seu mais recente momento de glória. Faz quase cinco anos.

Pois, no nível de nível de Neymar, glória mesmo é ganhar a Copa do Mundo, ou a Copa América, ou a Olimpíada (com a seleção); é ganhar a Champions League ou o Mundial de Clubes (com o clube); é ser eleito o melhor futebolista do mundo.

Depois do ouro olímpico, Neymar não conseguiu nada disso –suas conquistas restringiram-se ao âmbito caseiro na França.

Viveu uma série de desventuras e, rumo aos 30 anos, parece cada vez mais longe de chegar aos pés do português Cristiano Ronaldo ou do argentino Messi, os ícones máximos da atual geração de craques.

Em 2017, cansado de viver à sombra de Messi em Barcelona e sem ter conquistado o Campeonato Espanhol ou a Champions, decidiu tomar um novo rumo.

Na condição de jogador mais caro do planeta (o PSG pagou € 222 milhões ao Barcelona, marca não superada), partiu para a França, para o Paris Saint-Germain, com a missão de dar o título da Liga dos Campeões da Europa ao badalado clube da Cidade Luz.

Falhou seguidamente.

É verdade que teve lesões que o impediram de atuar em jogos decisivos da Champions em 2018 e em 2019, nos quais viu o PSG ser eliminado.

Porém também é verdade que quando estava em campo, na decisão da competição de 2020 contra o Bayern de Munique, naufragou. Teve uma ótima chance para marcar no primeiro tempo e a desperdiçou. Ademais, pouco fez. Deu Bayern, 1 a 0.

Sem a taça, Neymar ficou também sem o prêmio de melhor do mundo da Fifa, que provavelmente seria dele. Deu Lewandowski, goleador do Bayern.

Neymar à frente do troféu da Champions League, o qual não conseguiu conquistar com o PSG na final de 2020 contra o Bayern de Munique (Matthew Childs – 24.ago.2020/AFP)

Em 2018, a seleção brasileira esperava que seu camisa 10 liderasse a equipe na Copa do Mundo da Rússia para o título que não vinha desde 2002, quando Ronaldo Fenômeno foi o cara.

Neymar teve participação medíocre no Mundial russo, sendo mais lembrado pelo teatro que fazia ao sofrer faltas. Deixou o torneio eliminado nas quartas de final e com a fama de cai-cai potencializada.

Em 2019, além de enfrentar um escândalo na vida pessoal que envolveu a modelo Najila Trindade, voltou a ter uma contusão, que o tirou da Copa América no Brasil.

Sem ele, o Brasil ganhou invicto a competição, tendo no ataque Philippe Coutinho, Gabriel Jesus, Roberto Firmino e Everton Cebolinha (ou Richarlison) e com um futebol na maior parte do tempo convincente.

Neste 2021, Neymar, com o PSG vivo na Liga dos Campeões, tem mais uma chance de reviver o tempo de glória –antes da Rio-2016, ganhara com o Barcelona a Champions (sendo um dos artilheiros) e o Mundial de Clubes, em 2015, e com o Santos a Libertadores, em 2011.

Nas quartas de final, a partir desta quarta (7), o clube parisiense reedita com o Bayern a final do ano passado –nas oitavas, sem o atacante brasileiro, lesionado, eliminou o Barcelona de Messi.

A saber, se Neymar será um fator positivo de desequilíbrio, já que recentemente voltou a exibir sua faceta negativa de desequilíbrio.

No sábado (3), em partida importantíssima contra o Lille no Campeonato Francês –valia a liderança–, Neymar não só não brilhou na derrota por 1 a 0 como, nos acréscimos do segundo tempo, arranjou encrenca com um adversário e foi expulso.

Foi a quarta expulsão do camisa 10 com a camisa do PSG, em três temporadas e meia de clube. Com mais uma, igualará as cinco de sua era de cinco anos como profissional no Santos. Em quatro temporadas no Barcelona, recebeu só um cartão vermelho.

Neymar com a cabeça no lugar e em forma é tecnicamente, inquestionavelmente, um dos melhores no futebol. Sem, volta-se a questionar a sua importância, a sua valia, e o reencontro com os dias de glória, ainda uma dúvida, ganha um tom crescente e fortalecido de incerteza.

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Criticado outrora por não fazer gols, Mbappé é mais goleador que Neymar https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/2021/03/28/criticado-outrora-por-nao-fazer-gols-mbappe-e-mais-goleador-que-neymar/ https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/2021/03/28/criticado-outrora-por-nao-fazer-gols-mbappe-e-mais-goleador-que-neymar/#respond Sun, 28 Mar 2021 05:01:00 +0000 https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/files/2021/03/Mbappe-1-320x213.png https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/?p=21222 Jogador do Paris Saint-Germain e da seleção francesa, campeão na Copa do Mundo de 2018, Kylian Mbappé é atualmente um dos dois jovens atacantes mais badalados e valorizados do futebol –o outro é o norueguês Erling Haaland, do Borussia Dortmund.

Mbappé brilha no PSG com suas arrancadas, com seus dribles e, já há algum tempo, com seus gols –atualmente é mais goleador que Neymar, por quem o clube parisiense pagou ao Barcelona € 222 milhões em 2017, até hoje um recorde nas negociações futebolísticas.

O craque francês de 22 anos declarou, entretanto, que nem sempre teve uma faceta artilheira.

Ele revelou, em entrevista à Uefa, que foi alvo de muitos comentários negativos, quando mais jovem, por fazer poucos gols. E também por ser, na opinião dos que o viam jogar, exibicionista e firulento.

“Por muito tempo, nas categorias de base, fui criticado por não marcar gols o suficiente, por querer me exibir, dar show. No futebol atual, você precisa fazer gols. E para isso você tem que treinar, praticar isso nos treinamentos.”

Antes de chegar ao PSG, em 2018, Mbappé atuou pelo AS Bondy, dos 6 anos até os 14, e pelo Monaco, dos 14 até os 18 anos.

A a dedicação e o esforço dele nos treinos têm dado certo, rendido frutos, em termos de artilharia.

Na temporada 2020/21, o camisa 7 do atual campeão francês lidera com folga a tábua de goleadores da Ligue 1. Em 25 partidas, anotou 20 gols, média de 0,8 por partida.

Ele já foi o artilheiro da competição em 2019 e em 2020.

Mbappé comemora ao fazer gol pelo PSG diante do Lyon; atacante de 22 anos é o artilheiro do Francês, com 20 gols (Eric Gaillard – 21.mar.2021/Reuters)

Neymar, que com problemas de contusão só pôde participar de 12 jogos do Francês, tem até agora seis gols. A média (0,5) é bem inferior à do colega de equipe, com quem, ao menos até agora, tem um bom relacionamento.

Mesmo somando as outras competições que o PSG disputa ou disputou nesta temporada (Champions League, Copa da França e Supercopa da França), Mbappé leva boa vantagem para o brasileiro: 30 gols em 36 jogos (média de 0,83) contra 13 em 19 (0,68).

No número absoluto de gols pelo clube, Mbappé também se situa bem à frente de Neymar. São 125 do francês (em 166 jogos, média de 0,75) ante 86 do brasileiro (em 106 jogos, média de 0,81). Ambos chegaram ao PSG na metade de 2017.

No ritmo atual, já que Mbappé está acima da média histórica e tem mostrado recente fome de gols (12 nas dez partidas mais recentes do clube), é provável que em não muito tempo ultrapasse Neymar nesse quesito.

Vale registrar que, na comparação com o companheiro, o camisa 10 teve, e tem, a vantagem de ser o batedor oficial de pênaltis do PSG.

Leia também: Mbappé traça como meta ganhar tudo; conheça o jovem craque

Leia também: Pelé afirma que Mbappé pode chegar aos mil gols; é factível?

Em tempo 1: Mbappé (€ 180 milhões, ou R$ 1,23 bilhão), o mais jovem após Pelé ao fazer gol em uma final de Copa do Mundo, também já vale mais que Neymar (€ 125 milhões, ou R$ 851 milhões), segundo o Transfermarkt, site especializado na avaliação do valor de mercado dos jogadores.

Em tempo 2: O contrato de Mbappé com o PSG vai até o meio do ano que vem. Seu atual salário, por ano, é de US$ 20 milhões (R$ 115 milhões), de acordo com a revista Forbes. O PSG deverá oferecer pelo menos o dobro disso para convencer o artilheiro a permanecer em Paris. Real Madrid –time pelo qual o atleta torcia na adolescência– e Barcelona têm interesse em contratá-lo.

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Menino de 8 anos assina contrato com a Nike e supera Neymar https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/2021/01/29/menino-de-8-anos-assina-contrato-com-a-nike-e-supera-neymar/ https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/2021/01/29/menino-de-8-anos-assina-contrato-com-a-nike-e-supera-neymar/#respond Fri, 29 Jan 2021 06:01:31 +0000 https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/files/2021/01/Kauan-4-320x213.png https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/?p=20963 Neymar, o melhor jogador de futebol do Brasil nos últimos anos, chamou a atenção da Nike, gigante de material esportivo, aos 13 anos. Era um adolescente.

Foi quando a empresa ofereceu seu primeiro contrato ao então jogador da base do Santos, que depois venceria a Libertadores pelo clube e a Champions League pelo Barcelona.

Rodrygo, outro ex-santista, atacante que tenta se firmar no Real Madrid, superou o hoje camisa 10 do Paris Saint-Germain: assinou com a Nike quando tinha 11 anos. Era um pré-adolescente.

Parece incrível que alguém aposte tão cedo em um garoto que pode ser um sucesso no futebol, mas que pode igualmente, com o passar dos anos, estagnar e não se tornar um astro do esporte.

E mais incrível é que o incrível parece não ter limites. Há dez dias, a marca de Rodrygo foi batida.

Kauan Basile joga futsal no Santos. Tem 8 anos. E já colocou sua assinatura em um contrato da Nike. É um menino.

Kauan assinou ao 8 anos contrato com a Nike; Neymar fechou com a empresa aos 13 anos (Reprodução/Instagram de Kauan Basile)

Kauan, que já veste a camisa 10, geralmente a usada pelo craque de cada time, cederá sua imagem à Nike pelos próximos três anos, com opção de renovação por mais dois.

Em rede social, ele escreveu: “Um dia muito especial pra mim e pra minha família. Assinei meu primeiro contrato com a Nike aos 8 anos de idade, que felicidade imensa. Só tenho que agradecer a Deus por tudo que vem fazendo em minha vida”.

Não foi divulgado que benefícios o aspirante a craque receberá –se terá uma gratificação mensal, por exemplo. Mas em sua casa já há dezenas de produtos da sua patrocinadora, entre chuteiras, chinelos, meias e camisetas.

Kauan com produtos da sua patrocinadora (Reprodução/Instagram de Kauan Basile)

Kauan tem futebol em seu DNA. É filho do ex-meia Andrezinho, que atuou pelo Corinthians –sem grande sucesso, diga-se–, no começo do século.

Para brilhar no futebol, terá de ser muito melhor que o pai. Mas pode-se dizer que o começo, com incentivo relevante concretizado precocemente, é promissor.

A Nike patrocina atualmente, entre outros atletas de ponta, Cristiano Ronaldo, LeBron James (basquete) e Rafael Nadal (tênis).

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PSG e Neymar dão a técnico em 11 dias o que ele não conseguiu em 11 anos https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/2021/01/14/psg-e-neymar-dao-a-tecnico-em-11-dias-o-que-ele-nao-conseguiu-em-11-anos/ https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/2021/01/14/psg-e-neymar-dao-a-tecnico-em-11-dias-o-que-ele-nao-conseguiu-em-11-anos/#respond Thu, 14 Jan 2021 05:25:27 +0000 https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/files/2021/01/Pochettino-1-320x213.png https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/?p=20839 Afamado e valorizado por conduzir o Tottenham à final da Liga dos Campeões da Europa de 2019, Mauricio Pochettino tem uma carreira de 11 anos como treinador de futebol.

O ex-zagueiro da seleção argentina, hoje com 48 anos, começou no ofício em 2009, à frente do Espanyol, seu último clube como jogador. Ficou lá até 2012.

Número de títulos relevantes: zero.

Em 2013/2014, treinou o Southampton, da Inglaterra. Seu trabalho com um elenco modesto –terminou o Campeonato Inglês em oitavo– foi elogiado, o que lhe rendeu a ida para o Tottenham.

Número de títulos relevantes: zero.

OK, Espanyol e Southampton são equipes médias que raramente estão na disputa por troféus.

Só que o Tottenham tem outro nível. É um dos clubes grandes de Londres, com rivalidade acirrada com Arsenal (uma das maiores na Inglaterra) e Chelsea.

Pochettino fez o Tottenham crescer, voltar a ser um candidato a títulos e a ser novamente respeitado pelos maiores adversários.

O desgaste com jogadores, diretoria e parte da torcida, entretanto, encerrou sua trajetória nos Spurs, em novembro de 2019.

Número de títulos relevantes: zero.

Aqui valem dois apartes, a fim de evitar achincalhamentos.

No começo do segundo semestre de 2018, o Tottenham de Pochettino foi declarado vencedor da International Champions Cup, um torneio amistoso de pré-temporada de pouca tradição (existe desde 2015), com sedes espalhadas pelos continentes. Nem status de oficial tem.

Também no começo de um segundo semestre, o de 2011, o Espanyol ganhou a Copa da Catalunha ao superar o Barcelona. Essa competição, uma disputa regionalizada na Espanha, tem expressividade mínima e é usada por várias equipes para dar quilometragem a garotos da base.

Assim, a falta de uma conquista respeitável para o respeitado técnico se prolongou, e em 2020, ano em que tirou um período sabático, o cenário não mudou.

No começo deste 2021, precisamente no dia 2 de janeiro, o Paris Saint-Germain anunciou a contratação de Pochettino, que chegou para substituir o alemão Thomas Tuchel, vice-campeão europeu com o time francês em 2020.

Marquinhos, capitão do Paris Saint-Germain, ergue o troféu da Supercopa da França em Lens; Pochettino está atrás dele, com o braço direito levantado (Pascal Rossignol – 13.jan.2021/Reuters)

E nesta quarta (13), com somente 11 dias de atuação no PSG, o clube lhe deu um título, oficial, o de campeão da Supercopa da França, que realizou sua 46ª edição.

É um jogo único, que costuma simbolizar a abertura da temporada (desta vez não simbolizou, pois a pandemia de Covid bagunçou o calendário), no qual o vencedor do Campeonato Francês (Ligue 1) duela com o campeão da Copa da França.

Como o PSG tinha ganhado as duas competições, o adversário da partida em Lens foi o Olympique de Marselha, vice-campeão da Ligue 1.

Icardi, compatriota de Pochettino, abriu o placar no primeiro tempo, e Neymar, voltando de lesão que o afastou dos jogos por um mês, dando-lhe tempo para polemizar no Réveillon, entrou no segundo tempo e ampliou em cobrança de pênalti. Payet descontou perto do final.

Neymar, do PSG, recebe orientação de Pochettino antes de entrar na Supercopa da França, contra o Olympique de Marselha (Denis Charlet – 13.jan.2021/AFP)

Para o PSG, uma rotina –o clube faturou a taça pela oitava vez seguida. Para Neymar, uma rotina –foi seu nono título desde a chegada ao time, em 2017.

Para o novo treinador do PSG, cujo contrato vai até a metade de 2022, uma novidade. Pochettino mudou de patamar. Saiu do traço.

Número de títulos relevantes: um.

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Uma proposta para acabar com as ‘entradas criminosas’ no futebol https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/2020/12/15/uma-proposta-para-acabar-com-as-entradas-criminosas-no-futebol/ https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/2020/12/15/uma-proposta-para-acabar-com-as-entradas-criminosas-no-futebol/#respond Tue, 15 Dec 2020 06:15:20 +0000 https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/files/2020/12/Falta-1-320x213.png https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/?p=20576 Pela imagem, imaginava-se algo bem pior para Neymar.

No final do jogo entre Paris Saint-Germain e Lyon, pelo Campeonato Francês, no domingo (13), em Paris, o camisa 10 tentava criar algo que pudesse evitar a derrota do atual campeão quando o compatriota Thiago Mendes violentamente o atingiu.

O volante de 28 anos, que teve passagem pelo São Paulo, aplicou uma tesoura, com as pernas, no atacante, também de 28 anos, do PSG. Uma falta duríssima, chamada popularmente de “entrada criminosa”.

Neymar não mais conseguiu se levantar e deixou o campo de maca, com muita dor, chorando. Thiago Mendes recebera o cartão amarelo. Era pouco.

O lance foi revisto pelo VAR (árbitro de vídeo), e o árbitro de campo então aplicou o cartão vermelho, expulsando o camisa 23. Era mesmo o correto a ser feito.

No dia seguinte, o autor do descarado ato de violência desculpou-se em um vídeo: “Espero que ele [Neymar] esteja bem. Em hipótese nenhuma tive a intenção de machucá-lo”.

Todos têm o direito de se arrepender, porém pedir desculpa depois do acontecido é cômodo. Supondo que Thiago Mendes não tenha sido maldoso, foi no mínimo descuidado.

E as desculpas não resolvem uma questão muito séria: a lesão de um colega de profissão.

Ao assistir ao lance, e depois saber que o problema era no tornozelo, pensei que haveria possibilidade de Neymar ficar um bom tempo afastado do futebol.

Felizmente, os exames realizados indicaram que ele deve retornar em janeiro. Menos ruim, mas, mesmo assim, ruim.

Por isso, não é de hoje que engendro uma proposta para que haja, pela implantação de uma regra, a redução das “entradas criminosas” (que, para mim, aproximam-se de agressões).

Ei-la: se um jogador, propositalmente ou por imprudência, comete uma falta que afastará por determinado período um outro jogador do futebol, ficará o infrator, pelo mesmo período, também afastado do futebol.

Esse intervalo pode ser de uma semana, de um mês, de um ano. Exatamente o mesmo tempo.

Mais: o agressor terá seu salário reduzido, digamos, a um terço do total, com os outros dois terços sendo destinados ao tratamento do agredido e, havendo sobra, a instituições de caridade.

Pois, além da sanção esportiva, é necessário que ele sinta também no bolso o prejuízo que causou ao colega-adversário.

O período fora de competição servirá para reflexão do futebolista violento, e não só dele, mas de todos, que saberão o risco que correm caso machuquem um oponente.

Chorando, Neymar é levado em uma maca para fora do campo depois da lesão em seu tornozelo esquerdo provocada pela ‘tesoura’ de Thiago Mendes (Franck Fife – 13.dez.2020/AFP)

Claro que há casos e casos. Futebol é jogo de contato, e um jogador pode involuntariamente lesionar o rival, em uma jogada aérea ou terrestre.

A minha proposta vale para a jogada em que fique comprovado, pela obviedade, que havia elevado perigo de resultar em contusão.

Geralmente, o carrinho é uma jogada assim, com chance significativa de atingir não só a bola, mas o adversário. O movimento de Thiago Mendes, idem –até pior.

Neymar, pode-se afirmar, deu sorte, pois o tornozelo atingido foi o esquerdo.

Se tivesse sido o direito, o qual lesionou (ruptura de ligamento), sozinho, em amistoso da seleção brasileira em junho do ano passado, a situação poderia ser bem mais grave.

Enfim, pela proposta apresentada, se Neymar ficar um mês sem jogar, Thiago Mendes ficaria também um mês sem jogar. Parece-me justo.

Que alguma autoridade futebolística possa encampar essa ideia, ou que apresente uma similar.

Aposto que depois de pouco tempo em vigor, e algumas punições executadas, as “entradas criminosas” desapareceriam por completo do futebol.

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Os jogadores mais bem pagos dão retorno pelo que recebem? https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/2020/09/17/os-jogadores-mais-bem-pagos-dao-retorno-pelo-que-recebem/ https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/2020/09/17/os-jogadores-mais-bem-pagos-dao-retorno-pelo-que-recebem/#respond Thu, 17 Sep 2020 18:15:20 +0000 https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/files/2020/09/mosaico-1-320x213.png https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/?p=20090 No início desta semana a conceituada revista Forbes, de economia e negócios, divulgou sua mais recente lista dos futebolistas mais bem pagos, chamada de “The World’s Highest Paid Soccer Players 2020”.

Não houve novidades no pódio. A exemplo de 2019, Messi, Cristiano Ronaldo e Neymar, nessa ordem, situam-se lá.

Somando salários e contratos publicitários, o argentino do Barcelona amealhou, no intervalo de um ano, US$ 126 milhões (665 milhões), o português da Juventus, US$ 117 milhões (R$ 617 milhões), e o brasileiro do Paris Saint-Germain, US$ 96 milhões (R$ 506,5 milhões).

Na sequência, no levantamento da publicação norte-americana, aparecem o francês Mbappé, colega de Neymar no PSG (US$ 42 milhões), o egípcio Salah, do Liverpool (US$ 37 milhões), o francês Pogba, do Manchester United (US$ 34 milhões), o francês Griezmann, do Barcelona (US$ 33 milhões), o galês Bale, do Real Madrid (US$ 29 milhões), e o polonês Lewandowski, do Bayern de Munique (US$ 28 milhões).

Todos os citados são atacantes, menos Pogba, que joga no meio de campo. Três deles (Pogba, Mbappé e Griezmann) foram titulares de sua seleção na conquista da Copa do Mundo de 2018.

Chama a atenção o ganho de Cristiano Ronaldo com patrocínio: US$ 47 milhões, ou 40% do seu total.

Cristiano Ronaldo é o jogador de futebol que mais ganha no mundo com contratos publicitários (Jonathan Nackstrand – 8.set.2020/AFP)

Isso exposto, o que significa? A resposta imediata é: muito dinheiro. (Para mim é; posso trabalhar até me aposentar, que sejam mais uns 20 anos, e não chegarei nem perto de acumular meio milhão de dólares.)

Indo além do óbvio: cada um vale o que recebe? Certamente, na visão de clubes e patrocinadores –pelo menos na hora em que se combinou a quantia a ser paga.

Só que hoje deve ter equipe e empresa arrependidas de investir tanto financeiramente para um retorno claramente pífio.

Isso com base em uma comparação simples e objetiva, que relaciona o ganho financeiro de cada jogador com sua produtividade. Por produtividade, leia-se gol ou assistência (passe que resulta em gol). No caso deste cálculo, por campeonato nacional (Inglês, Espanhol, Francês etc.) ou continental (Liga dos Campeões e Liga Europa).

Pogba e Bale são os grandes fiascos. Tiveram uma temporada péssima (influenciada por contusões e/ou atuações abaixo do esperado), que em nada enaltece seus currículos.

Boa parte do tempo lesionado, o francês fez um único gol e deu meras três assistências. Ou seja, faturou US$ 8,5 milhões (quase R$ 45 milhões) por lance indubitavelmente produtivo.

Paul Pogba, do Manchester United, é o sexto jogador mais bem remunerado do mundo, na contabilização de salários mais patrocínios da Forbes (Sascha Steinbach – 9.ago.2020/Reuters)

Bale, envolto com contusões, com a cabeça em seu passatempo favorito (o golfe) e desprestigiado com o treinador Zidane, também jogou pouco, e o resultado foram míseros dois gols e duas assistências. Cada um deles, caso precificados, valeu US$ 7,3 milhões.

O mais produtivo da lista da Forbes, com folga, é Lewandowski, do campeão europeu Bayern, que só não levará neste ano a Bola de Ouro (prêmio de melhor jogador do mundo) porque o evento foi cancelado por causa da pandemia de coronavírus.

O polonês recebeu “só” US$ 600 mil por gol (foram 37) ou assistência (foram 12) na temporada 2019/20.

Os outros com bom “custo-benefício” são Salah, US$ 1,1 milhão (23 gols, 12 assistências), e Mbappé, US$ 1,3 milhão (23 gols, 10 assistências).

O jovem francês de 21 anos, muito provavelmente o melhor jogador da década vindoura, possivelmente teria números muitíssimo melhores, pois perdeu parte dos jogos do PSG por contusão.

Eis a conta dos demais: Griezmann, US$ 2,2 milhões por lance decisivo (11 gols, 4 assistências); Messi, US$ 2,4 milhões (28 gols, 24 assistências); Cristiano Ronaldo, US$ 2,9 milhões (35 gols, 5 assistências); e Neymar, US$ 3,7 milhões (16 gols, 10 assistências).

Vale ressaltar que, a exemplo de Mbappé, Pogba e Bale, o melhor jogador do Brasil em atividade teve problemas físicos que o afastaram temporariamente dos gramados.

O não jogar também faz parte do jogo, e logicamente afeta o desempenho de cada atleta. Mas deve ser penoso para clube e patrocinador investirem tanto em determinado “ativo” e não vê-lo ter o rendimento supostamente esperado. Fica esta impressão: “Estou gastando muito e recebendo pouco”.

Lionel Messi antes de amistoso de pré-temporada do Barcelona; argentino recebeu no período de um ano US$ 126 milhões (Albert Gea – 12.set.2020/Reuters)

O que leva-se a questionar se Messi (39 jogos computados para este relato) e Cristiano Ronaldo (41 jogos), considerados os melhores do planeta há mais de uma década, não ganharam demais, tanto na função principal (futebolista) como na extra (garoto-propaganda).

Na comparação com “Lewa” (43 jogos), Salah (41 jogos) e Griezmann (38 jogos), e não sendo eu especialista em marketing –e por isso levando em conta somente o retorno da produção esportiva–, a resposta tem três letras: sim.

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Em tempo: Matemáticos de plantão podem questionar a metodologia usada no cálculo, já que o número de jogos difere de um jogador para outro. Tomarei então Neymar como exemplo. Supondo que ele tivesse jogado o dobro de partidas (42, e não 21), dobrando também seus gols e assistências, ainda assim estaria em desvantagem na análise “remuneração x produtividade” em relação a Lewandowski e Salah.

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‘Definido’ após a final da Champions, melhor de 2020 pode ficar sem troféu https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/2020/08/23/definido-apos-a-final-da-champions-melhor-de-2020-pode-ficar-sem-trofeu/ https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/2020/08/23/definido-apos-a-final-da-champions-melhor-de-2020-pode-ficar-sem-trofeu/#respond Sun, 23 Aug 2020 21:25:10 +0000 https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/files/2020/08/Champions-1-320x213.png https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/?p=19967 Esperava-se que a decisão da Liga dos Campeões da Europa, Paris Saint-Germain x Bayern de Munique, definisse, entre Neymar e Lewandowski, o melhor do mundo de 2020.

Sim, porque, mesmo ainda faltando pouco mais de quatro meses para o término do ano, é praxe que no meio dele –quando se encerram os campeonatos europeus e a Champions League, e Eurocopa, Copa do Mundo e Copa América (nos anos em que esses três acontecem)– já estejam definidos os candidatos aos prêmios.

Sendo assim, o correto é que os organizadores das premiações passassem a eleger não “o melhor do ano” (de janeiro a dezembro), mas “o melhor da temporada”, de agosto de um ano até julho do ano seguinte –em 2020, com a pandemia de coronavírus, a temporada se estendeu até agosto.

E quais são esses prêmios?

Há dois de grande prestígio: Bola de Ouro, da revista France Football, e The Best, da Fifa.

E quem é o merecedor dos troféus?

Neymar, com a medalha de prata no peito, passa pela “Orelhuda”, como é chamada a taça da Champions League, que o brasileiro não conseguiu erguer (Manu Fernandez – 23.ago.2020/Reuters)

Quem viu o jogo não deve ter chegado a uma conclusão, pois nem Neymar nem Lewandowski brilharam.

O primeiro desperdiçou uma chance de ouro logo no início (o ótimo Neuer defendeu) e o segundo tentou no fim do primeiro tempo (parou na trave). E só.

O único gol da partida foi do ponteiro francês Coman, escalado surpreendentemente como titular no lugar de Perisic para ser o melhor do confronto.

Descartada a final da Champions como decisiva para determinar o melhor do ano, Lewandowski, pelo histórico até aqui, é quem entraria nas votações como o favorito a ser laureado pela primeira vez, já que os papões Cristiano Ronaldo (Juventus) e Messi (Barcelona), com temporadas muito boas mas aquém de outras, tornam-se azarões.

Messi, aliás, nem deveria ter ganhado os prêmios em 2019. O merecedor era o zagueiro Van Dijk, holandês, estupendo com o Liverpool.

Então é só Lewandowski aguardar os eventos festivos para pegar os belos troféus –a Bola de Ouro é belíssima!– e abrir espaço na estante para passar a admirá-lo no dia a dia, correto?

Não.

A Bola de Ouro está fora de cogitação, pois a France Football cancelou a eleição, feita por jornalistas, devido à Covid-19.

Ah, mas tem a da Fifa, a entidade máxima do futebol, cujo colégio eleitoral é formado pelos técnicos e capitães das seleções nacionais, por jornalistas de cada país e pelo público, em votação pela internet.

Não. Não há essa certeza.

O centroavante polonês Robert Lewandowski, 15 gols na Liga dos Campeões, beija o troféu do campeonato, conquistado pelo Bayern (Matthew Child – 23.ago.2020/AFP)

Fiz contato com a Fifa para questionar data e local da cerimônia de 2020, e eis a resposta, dada três dias atrás, por meio de um porta-voz:

“O que podemos dizer hoje é que em maio decidimos cancelar o prêmio The Best, planejado para 21 de setembro em Milão, por razões óbvias [a pandemia]. (…) Estamos verificando a possibilidade de fazer algo em outro formato, mas ainda não temos uma decisão final nesse sentido”.

Ou seja, pode ter, pode não ter.

Se não tiver, mãos vazias para o melhor do mundo. Nada de troféu individual.

Se tiver, sabe-se lá quando, o tal “outro formato” significa uma ocorrência a distância, sem público, sem a participação de jogadores e de ex-jogadores, sem o tradicional glamour de um evento de gala.

Se fosse Neymar o eleito, afeito que é à pompa, a se vestir na moda, a cliques em momentos triunfantes (nada de errado nisso, frise-se), provavelmente sentiria falta de estar em um luxuoso teatro em Londres ou Milão, com cerca de 2.000 pessoas aplaudindo-o.

Sendo Lewandowski, o eficaz artilheiro polonês, tanto faz.

Discreto que é, ser nomeado “the best” (o melhor) diante da tela de um computador, sozinho ou ao lado da esposa Anna, dá na mesma que em um auditório célebre repleto de celebridades.

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Neymar tem nele os holofotes, mas o iluminado pode ser Coutinho https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/2020/08/22/neymar-tem-nele-os-holofotes-mas-o-iluminado-pode-ser-coutinho/ https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/2020/08/22/neymar-tem-nele-os-holofotes-mas-o-iluminado-pode-ser-coutinho/#respond Sat, 22 Aug 2020 03:45:07 +0000 https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/files/2020/08/Camisa-Neymar-320x213.png https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/?p=19947 Só se fala de Neymar. Todos só têm olhos para Neymar. É Neymar quem está na crista da onda.

A mídia esportiva se deleita com o ressurgido protagonismo, inesperado para muitos, do mais popular craque brasileiro da atualidade.

Às vésperas da decisão da Liga dos Campeões da Europa, dez entre dez comentaristas esportivos, e o grande público junto com eles, estão ansiosamente à espera do desempenho do camisa 10 do Paris Saint-Germain no jogo deste domingo (23) contra o alemão Bayern, às 16 horas (de Brasília), com transmissão na TNT e no Facebook.

Terá Neymar a capacidade de liderar o PSG a seu segundo título internacional de relevo, o primeiro desde a conquista da Recopa europeia, no já distante 1996?

Afinal, foi para conduzir o bilionário clube parisiense ao topo da Europa que ele foi contratado do Barcelona por € 222 milhões, em 2017, até hoje a mais cara transação do futebol.

Nas quartas de final, contra a Atalanta (2 a 1), e na semifinal, contra o Leipzig (3 a 0), Neymar perdeu gols que ficaram esquecidos, já que jogou muito bem as duas partidas e deu uma assistência em cada uma delas –a diante do time alemão, belíssima.

Foi o suficiente para ser efusivamente incensado pelos jornalistas planeta afora, não sem merecimento, é bom frisar.

Tendo todos os holofotes sobre ele, especialmente os vindos do Brasil, como reagirá Neymar diante da potência de Munique, favorita para erguer a taça?

As luzes focadas em sua silhueta não são novidade em sua carreira, tendo a torcida presente ou não (e desta vez não haverá, devido à pandemia de coronavírus que impede a ida de torcedores ao estádio), então é improvável que Neymar sinta-se pressionado, apesar de a pressão ser iminente.

Pela frente, um Bayern que está invicto há 26 partidas, sendo 25 delas vitórias, e que triunfou nas 20 mais recentes. Desde 19 de janeiro, o dia do início da invencibilidade, marcou 84 gols (média de 3,2 por jogo) e levou 19 (0,7).

Um Bayern que já sentiu o gosto de ganhar o mais nobre interclubes do velho continente cinco vezes, menos somente que o Real Madrid (13), o Milan (7) e o Liverpool (6).

Um Bayern que tem o artilheiro da Champions, o centroavante polonês Lewandowski, 15 gols em nove partidas –ele não deixou de balançar as redes em um jogo sequer.

Um Bayern que tem a sensação Gnabry, o inflamado Thomas Müller, o paredão Neuer, a revelação Davies, e Kimmich, e Alaba, e Perisic, e Thiago Alcántara, todos excelentes.

Aguardemos Neymar. Que, como já escrito, usa o número 10, o mais cobiçado pelos boleiros, algarismo com o qual brilhou Pelé, o melhor de todos os futebolistas, e Maradona, e Puskás, e Platini, e Zidane, e Messi.

Quase ignorado, aliás, está o camisa 10 do outro lado, o do Bayern.

Que também é brasileiro. Que também custou muito dinheiro em sua mais recente negociação. Que também deve, no seu âmago, sonhar em ser o herói da decisão em Lisboa, em ser iluminado no estádio da Luz.

Philippe Coutinho e Neymar brincam em treino da seleção brasileira em Sochi, na Rússia, onde a delegação do Brasil se concentrou na Copa do Mundo de 2018 (Eduardo Knapp – 24.jun.2018/Folhapress)

Titular da seleção brasileira, como Neymar, na Copa do Mundo de 2018, hoje com 28 anos, como Neymar, Philippe Coutinho é reserva no Bayern, a quem o Barcelona o emprestou.

Barcelona que pagou € 120 milhões ao Liverpool em 2018 para se frustrar com seu desempenho oscilante.

No fim de abril, quatro meses atrás, Coutinho, que prosseguia inconstante no Bayern, passou por uma cirurgia no tornozelo do pé bom, o direito.

Se não fosse a pandemia de Covid-19, que atrasou o andamento da temporada 2019/2020, ele não participaria da reta final da Champions.

Está participando.

Diante do Barcelona, no histórico 8 a 2 nas quartas de final, no estádio da Luz, entrou faltando 15 minutos. Fez dois gols, os que finalizaram o enterro do time espanhol.

Contra o Lyon, na semifinal, em outra arena lisboeta (José Alvalade), entrou faltando 15 minutos. Fez um gol, anulado, pois o companheiro Goretzka resvalou na bola no cruzamento e o deixou impedido.

Se o treinador Hans-Dieter Flick repetir o que tem feito, Coutinho terá pelo menos 15 minutos de ação contra o PSG.

Não se sabe agora se quando ele entrar a final estará indefinida, nem o que terá acontecido até aquele momento.

Mas o futebol muitas vezes desvia muito rapidamente os holofotes de um personagem para outro.

Eles estão em Neymar, e continuarão nele no início e no decorrer da decisão no estádio da Luz. Podem subitamente passar a focalizar Coutinho, improvável raptor do estrelato do compatriota. E dar a vitória ao Bayern, sendo eleito o melhor em campo.

Observado por Alphonso Davies, Philippe Coutinho controla a bola em treino do Bayern de Munique em Lisboa, onde o time decidirá a Champions League contra o PSG de Neymar (Miguel A. Lopes – 18.ago.2020/AFP)

O ressurgimento de Neymar passaria a ser o de Coutinho.

Impossível uma melhor volta por cima para o meia-atacante, prestes a retornar a um Barcelona que pode ficar sem Messi e, assim,  estar desesperado por um craque para reerguê-lo.

É um enredo imaginário, uma suposição, talvez um devaneio que jamais aconteça. Mas que seria um final surpreendente e fascinante para o desfecho da temporada, seria.

*

Em tempo: Philippe Coutinho é o solitário representante brasileiro no Bayern na decisão da Champions League. O PSG, além de Neymar, tem o zagueiro Thiago Silva, capitão da equipe, e o zagueiro-volante Marquinhos, que fez gol tanto nas quartas de final como na semifinal.

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