O Mundo é uma Bola https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br Thu, 13 Jan 2022 14:51:57 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Técnico faz Messi passar por incômodo que não vivia desde 2010 https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/2021/09/21/tecnico-faz-messi-passar-por-incomodo-que-nao-vivia-desde-2010/ https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/2021/09/21/tecnico-faz-messi-passar-por-incomodo-que-nao-vivia-desde-2010/#respond Tue, 21 Sep 2021 07:15:31 +0000 https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/files/2021/09/Messi-e-Pochettino-320x213.png https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/?p=22290 Apenas na terceira partida vestindo a camisa do Paris Saint-Germain, Messi viveu um momento de desgosto pelo qual não passava desde 31 de março de 2010, pelo Barcelona.

Aquela foi a única vez que, depois de ter sido eleito melhor do mundo (ou seja, ter o status de astro), o supercraque argentino, em jogo de competição, amargou uma substituição por opção do treinador sem que a partida estivesse com seu time à frente no placar.

Entenda-se por opção do treinador a alteração feita por razão técnica ou tática, e não a motivada por contusão.

Diante do Arsenal, em Londres, na partida de ida das quartas de final da Liga dos Campeões da Europa, o espanhol Pep Guardiola sacou Messi depois que Fàbregas empatou (2 a 2), de pênalti, para o time da casa, aos 40 minutos do segundo tempo. Entrou Gabriel Milito.

Relato da época deu conta de que o camisa 10 tinha até a substituição uma participação discreta –os  gols do Barcelona foram do sueco Ibrahimovic.

No domingo (19), em Paris, pelo Campeonato Francês, Messi não estava exuberante, porém no primeiro tempo teve chance de marcar três vezes –em uma delas, bateu uma falta na trave.

Aos 31 minutos da segunda etapa, com o placar PSG 1 x 1 Lyon, por ordem do treinador Mauricio Pochettino, compatriota de Messi, o lateral direito Hakimi se dirigiu à lateral do gramado do Parque dos Príncipes.

A placa com o número 2 do marroquino subiu, e ao lado dele aparecia o número 30, o atual de Messi, já que o 10 da equipe parisiense permaneceu com Neymar.

Incrédulo, Messi deixou o campo, e as câmeras deixaram evidente seu desgosto ao passar por Pochettino. Semblante fechado, recusou-se a cumprimentar o comandante.

Pudera. O seis vezes melhor do mundo (a primeira vez em 2009) não parecia estar cansado e mostrava-se ativo, a fim de jogo, em busca de marcar seu primeiro gol pelo novo time.

Dois minutos antes da substituição, tentou um chute a gol, de fora da área, que ofereceu perigo ao goleiro Anthony Lopes.

O que passou na cabeça de Pochettino para tirar Messi? Di María, outro argentino, seria uma escolha mais ortodoxa.

Que ele tem o poder para fazer a troca, isso é inquestionável. Sai quem ele quer, a hora que ele quer.

Porém todos sabem que Messi tem a capacidade de decidir um jogo a qualquer instante, e em questão de segundos, seja em uma bola parada, seja com a bola rolando, seja fazendo o gol, seja dando um passe decisivo.

Não à toa ele muitas vezes é chamado de ET (extraterrestre), pela sua genialidade e incomparabilidade. Um humano, dizem, não consegue fazer o que Messi faz.

A sorte de Pochettino é que, nos acréscimos, o centroavante Icardi, que entrou pouco depois, anotou de cabeça, nos acréscimos, o gol da vitória do PSG.

Depois da partida, o técnico tentou explicar sua decisão ao declarar que quis poupar o craque, evitar uma possível lesão.

Pouco convincente, já que Messi não teve nenhum problema físico recente e se mostrava em boa forma –no dia 9, pelas Eliminatórias, fizera todos os gols da Argentina no 3 a 0 na Bolívia.

Há quem diga que, minutos antes de dar lugar a Hakimi, o atacante levou as mãos à região do joelho esquerdo, o que poderia indicar dor ou desconforto.

Se havia um ou outro, Messi não revelou. Ao sair do campo, declarou que estava se sentindo bem.

Messi, o camisa 30 do PSG, em momento de lamentação contra o Lyon; argentino ainda não fez gol pelo clube de Paris (Franck Fife – 19.set.2021/AFP)

A conclusão lógica à luz dos fatos vistos e relatados é a seguinte.

Se Pochettino não se ateve à parte técnica ou à parte tática e só desejava poupar Messi, antes de substituí-lo, que fizesse uma consulta para saber como o jogador se sentia; que lhe perguntasse “quer sair ou quer continuar?”.

Seria simples, eficaz e anticonflito.

Não ocorreu, então o certo é que o mal-estar entre Messi e Pochettino foi criado.

É necessário observar os próximos confrontos do PSG a fim de identificar como estará a relação entre eles, se será ajustada ou permanecerá mal resolvida.

Leia também: Chegada de Messi torna o PSG, já favorito no papel, favoritaço

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Fã constrói ‘estádio’ na montanha e o batiza de Leo Messi https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/2021/08/28/fa-constroi-estadio-na-montanha-e-o-batiza-de-leo-messi/ https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/2021/08/28/fa-constroi-estadio-na-montanha-e-o-batiza-de-leo-messi/#respond Sat, 28 Aug 2021 18:01:00 +0000 https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/files/2021/08/Estadio-1-320x213.png https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/?p=22103 Já que o Barcelona não faz, um fã fez.

Lionel Messi, o melhor jogador da história do time espanhol, merecia que o clube rebatizasse o nome do estádio em homenagem a ele. O Camp Nou deveria passar a se chamar Leo Messi.

Não houve movimento nessa direção e, além disso, a imagem do atacante, maior artilheiro do Barça, foi retirada do painel que ilustra a parte externa do Camp Nou depois do desligamento do argentino.

Messi se transferiu para o Paris Saint-Germain no começo do mês depois de o clube catalão ter mostrado desinteresse em renovar seu contrato.

Não imagino maior ingratidão, em se tratando de quem se trata. Messi, por sinal, deve fazer sua estreia pela equipe de Paris nesse domingo (29), quando o PSG visitará o Reims.

Já que o Barcelona optou por não eternizar Messi em sua arena, um fã do seis vezes melhor jogador do mundo agiu nesse sentido.

Na cidade de Mendoza, distante 1.100 km de Buenos Aires e 750 km de Rosario (onde nasceu Messi), Francisco Javier Guardiola –sem parentesco com o treinador do Manchester City– inaugurou o Estádio Leo Messi.

Que está longe de ser um estádio em seu significado estrito e conhecido.

É um campo de terra (não há sinal de um tufo de grama).

Suas dimensões são reduzidas (uns 15 metros de comprimento por 10 metros de largura), assim como as traves, que não se encontram alinhadas uma em relação à outra.

Não existem linhas demarcatórias (na metade do campo, na área, na linha lateral, na linha de fundo etc.) –houve uma tentativa, fracassada, perto de um dos gols.

Fica em uma área de planalto, com morros ao redor. Não tem iluminação artificial.

Nada de arquibancadas. Nada de placar. Nada de glamour.

É um evidente disparate, aliás, empregar a palavra estádio para se referir ao desarmônico, mesmo que simpático, espaço, que lembra um campo de futebol de várzea.

Todavia lá está a placa identificadora, para quem quiser ver, não deixando margem para questionamentos, com a inscrição em azul, em um fundo branco (as cores da bandeira da Argentina): “Estádio Leo Messi”.

A placa que identifica o ‘estádio’ em homenagem a Messi, com as letras pintadas por Francisco Guardiola (macaguardiola1 no Instagram)

Quem divulgou a existência dele, via rede social, foi a filha de Francisco, Maca, que postou uma mensagem para o ídolo: “Meu velho fez um estádio no meio das montanhas e pôs o nome de Estadio Leo Messi. Preciso que o veja, é o sonho de meu velho”.

“É um pequeno tributo a alguém que nos deu tanta alegria. Ele é parte de nossa história, não somente no futebol mas na arte”, disse o idealizador do “estádio” ao periódico Olé. “Era um segredo, mas minha filha o difundiu pelo mundo.”

É improvável que o hoje camisa 30 do PSG um dia jogue lá, mas, pelo gesto ardoroso desse fã, poderia, além de “curtir” a foto na página de Maca, fazer uma visita ao local, nas próximas férias na Argentina.

Coisa de dez minutos. Uma volta pelo campinho, umas embaixadinhas, uma fotografia com Francisco –que seria colocada ao lado da placa que identifica o estádio.

Seria uma atitude simples, porém eminente, de Messi, em agradecimento a quem tanto preza por ele e que ensina ao gigante Barcelona como tratar dignamente personagem de tal magnitude.

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Chegada de Messi torna o PSG, já favorito no papel, favoritaço https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/2021/08/10/chegada-de-messi-torna-o-psg-ja-favorito-no-papel-favoritaco/ https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/2021/08/10/chegada-de-messi-torna-o-psg-ja-favorito-no-papel-favoritaco/#respond Tue, 10 Aug 2021 18:11:29 +0000 https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/files/2021/08/Messi-Paris-320x213.png https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/?p=21979 Messi afirmou em entrevista de despedida, entre lágrimas, que seu desejo era ficar no Barcelona, seu time desde o começo da adolescência.

O atacante argentino disse ter oferecido uma redução salarial de 50% (de € 70 milhões anuais para € 35 milhões, ou R$ 214 milhões), mas que a direção do clube espanhol nem assim quis que ele permanecesse.

Essa é a versão do seis vezes melhor jogador do mundo, que pelo que se tem conhecimento sempre foi sincero nas declarações. Não houve contestação, até agora, do Barcelona.

No ano passado, quando o camisa 10 quis sair e o Barça não deixou, já que ainda tinha vínculo contratual, poderia ter tentado a via judicial, porém, segundo ele, como processar o time do coração?

Agora, dono de seu destino, pois sem contrato desde o fim de junho, o Barcelona, que tanto quis que ele permanecesse, ofereceu-lhe sem muita gentileza a porta da saída.

Para permitir que um supercraque do quilate de Messi, e mais que isso, o maior ídolo que o clube já teve, se vá, a situação financeira deve estar muito delicada mesmo.

Messi então optou pelo Paris Saint-Germain, onde reencontrará Neymar, com quem atuou no Barcelona de 2013 a 2017. Ficou famoso o trio MSN (Messi-Suárez-Neymar) –o uruguaio saiu em 2020 e está no Atlético de Madrid, onde conquistou o Campeonato Espanhol.

E irá se falar muito, no PSG, de um novo trio de ataque, que deve ser batizado de MMN (Messi-Mbappé-Neymar) ou de MNM (Messi-Neymar-Mbappé).

Se isso fizer sentido.

Pois, conforme o técnico Mauricio Pochettino, compatriota de Messi, decidir, o PSG pode ir a campo com quatro homens de frente, já que Neymar tem atuado como um atacante armador, mais recuado, pelo meio.

Jogariam Di María, autor do gol da Argentina na final da Copa América contra o Brasil, ou Sarabia, e Mbappé pelas pontas (alternando-se entre direita e esquerda), Messi pelo meio, de centroavante, e Neymar também pelo meio, mas um pouco mais atrás.

Pode haver inversão de posicionamento entre Messi e Neymar, também funcionaria.

Com Di María, o PSG pode formar um quarteto ofensivo: ele, Neymar, Messi e Mbappé (Fred Tanneau – 23.mai/2021/AFP)

Com a presença de Messi, o PSG inicia a temporada com um time, no papel, não apenas favorito na Champions League mas, recorrendo ao adjetivo primeiramente usado pelo jornalista e ex-colega de Folha Arnaldo Ribeiro, favoritaço.

Antes da chegada do camisa 10, que deverá não mais usar a 10, já que a 10 está com Neymar –eu sugeriria a camisa 100, de, sutilizando a homofonia, “cem” igual ou “cem” comparação–, o PSG reforçou um grupo já muito qualificado (Navas, Marquinhos, Verratti, Paredes, Draxler, Icardi, além dos citados Mbappé, Sarabia e Di María).

Houve contratações para o gol (Donnarumma, ex-Milan, campeão da Eurocopa com a Itália), para a defesa (Sergio Ramos, ex-Real Madrid, ícone do futebol espanhol, e Hakimi, ex-Inter de Milão, marroquino, um dos melhores laterais da atualidade), para o meio-campo (o holandês Wijnaldum, ex-Liverpool, bom na marcação, na armação, na finalização).

O PSG pode ser assim escalado, em um 4-2-1-3: Donnarumma; Hakimi, Marquinhos, Sergio Ramos e Bernat; Verratti e Wijnaldum; Neymar; Di María, Messi e Mbappé. Ou assim, em um 3-4-3: Donnarumma; Marquinhos, Sergio Ramos e Kimpembe; Hakimi, Verratti, Wijnaldum e Draxler; Mbappé, Messi e Neymar.

Nem o Manchester City, atual campeão inglês e vice-campeão europeu, consegue oferecer formações tão poderosas.

Se um dia o Real Madrid teve os “galácticos” (com Ronaldo Fenômeno, Zidane, Beckham, Roberto Carlos, Owen, Figo, Robinho), não é exagero apelidar o atual PSG de “les galactiques”.

Ser favoritaço, porém, não dá certeza de nada. Que o digam o Brasil na Copa do Mundo de 2014 e os galácticos do Real Madrid.

Na teoria, o PSG tem, considerando as capacidades individuais, tudo para dar certo. Mas dificilmente se vence só com o individualismo. É preciso que o coletivo dê liga, que funcione.

Caso o trio MMN, ou MNM, se entenda, sem vaidades ou personalismos –e aqui o maior risco é Neymar pôr tudo a perder–, será meio caminho, ou até quase todo ele, andado para o sucesso.

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Messi deixa Barcelona com 672 gols e 35 títulos, dois recordes mundiais https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/2021/08/06/messi-deixa-barcelona-com-672-gols-e-35-titulos-dois-recordes-mundiais/ https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/2021/08/06/messi-deixa-barcelona-com-672-gols-e-35-titulos-dois-recordes-mundiais/#respond Fri, 06 Aug 2021 14:30:26 +0000 https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/files/2021/08/Messi-5-320x213.png https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/?p=21936 De saída do Barcelona, Lionel Messi, 34, viveu mais tempo de sua vida, com folga, em Barcelona (e no Barcelona) do que na Argentina.

São mais de 20 anos desde que ele, nascido em 1987 em Rosario (a cerca de 300 km de Buenos Aires), desembarcou na Espanha para defender as cores azul e grená do clube. Tinha 13 anos.

Era o ano de 2000, e ele burilou seu talento nas categoria de base do Barça até 16 de outubro de 2004, quando fez sua estreia pelo time principal, que venceu o Espanyol por 1 a 0. Tinha 17 anos.

Nesse jogo, no Estádio Olímpico de Montjuic, Messi substituiu, aos 37 minutos do segundo tempo, o luso-brasileiro Deco, autor do gol do time visitante, que teve Ronaldinho Gaúcho e Beletti como titulares.

A primeira vez que o craque argentino marcou um gol pelo Barcelona foi no dia 1º de maio de 2005, fechando o placar no triunfo de 2 a 0, no Camp Nou, diante do Albacete. Tinha, ainda, 17 anos.

Ele entrou no lugar do camaronês Eto’o, que fizera o primeiro gol, aos 42 minutos da segunda etapa e, com um minuto em campo, deixou sua marca. Recebeu passe açucarado de Ronaldinho na grande área e encobriu, em chute de pé esquerdo –o bom–, o goleiro Valbuena.

O mais famoso camisa 10 da atualidade vestia naquele momento a camisa 30, pois a 10 à época pertencia ao gaúcho.

Esse gol, pelo Campeonato Espanhol, foi o primeiro dos 672 que Messi anotou como profissional pela equipe da Catalunha. Adicionou a esse número 288 assistências. Tudo isso em 778 jogos.

Ou seja, somando gols e passes que resultaram em gol (960), a Pulga –apelido de Messi– participou de mais de um gol por partida pelo Barça. Sendo exato, 1,23 gol por jogo.

  • Campeonato Espanhol – 474 gols
  • Champions League – 120 gols
  • Copa do Rei – 56 gols
  • Supercopa da Espanha – 14
  • Mundial de Clubes – 5 gols
  • Supercopa da Europa – 3 gols

Os dados do total de gols, de jogos e de assistências são oficiais –estão tanto no site do Barcelona como no site de Messi– e não incluem partidas amistosas nem em torneios de verão, como a International Champions Cup e o Troféu Joan Gamper.

O argentino é o jogador que mais marcou na história defendendo um mesmo clube.

Em dezembro, ultrapassou Pelé, 643 gols com a camisa do Santos em 659 jogos válidos por competição e agora o segundo da lista que tem o alemão Gerd Müller (564 gols em 605 partidas pelo Bayern de Munique) em terceiro lugar.

E o último gol de Messi pelo Barcelona, quando foi? no dia 16 de maio deste ano, contra o Celta, no mesmo gramado em que marcou o primeiro gol, o do Camp Nou.

Só que o Barça perdeu. Messi abriu o placar no primeiro tempo, escorando de cabeça –raridade em sua carreira–, na grande área, um cruzamento de Busquets e mandando a bola no canto direito do goleiro Iván Villar.

No segundo tempo, entretanto, Santi Mina balançou as redes duas vezes e virou para o time de Vigo.

Esse foi também o último jogo de Messi pelo Barcelona, já que não há previsão de uma partida de despedida. Tinha 33 anos.

Com seus gols, suas assistências, sua genialidade e sua liderança silenciosa, Messi conquistou 35 títulos com o Barcelona em competições relevantes, ou dois por ano desde sua estreia.

  • Quatro Champions League
  • Três Mundiais de Clubes
  • Dez Campeonatos Espanhóis
  • Sete Copas do Rei
  • Três Supercopas da Europa
  • Oito Supercopas da Espanha

Não localizei um futebolista de renome que tenha conquistado tantos títulos, em torneios considerados de destaque, vestindo o uniforme de uma mesma agremiação. Pelé, por exemplo, ganhou 25 com o Santos.

Messi também foi eleito seis vezes o melhor jogador do mundo, foi sete vezes artilheiro do Campeonato Espanhol (com incríveis 50 gols na temporada 2011/12), seis vezes artilheiro da Champions League e ganhou seis vezes a Chuteira de Ouro, de artilheiro europeu da temporada.

O craque deixa o Barcelona primordialmente porque o clube precisa se equilibrar financeiramente. Porém desde o ano passado ele já tinha essa vontade, insatisfeito que estava com o desempenho da equipe, especialmente internacionalmente.

E para onde ele vai agora?

O Paris Saint-Germain, onde está Neymar, tem sido apontado como o favorito para contratá-lo, seguido do Manchester City, comandado por Pep Guardiola, ex-treinador de Messi no Barcelona.

Esses dois clubes oferecem um desafio igual para Messi. Ambos jamais ganharam a Champions League.

A decisão do atacante deve ser tomada rapidamente, já que os principais campeonatos nacionais da Europa estão para começar –o Francês já dá a partida nesta sexta-feira (6).

Messi deve conversar com sua esposa, Antonella, antes de decidir para onde ir, se é que já não o fez.

Havia relutância em deixar a Espanha, já que os filhos (são três: Thiago, Ciro e Mateo) estão muito bem ambientados a Barcelona.

Se não existe neste momento certeza do destino de Messi, uma outra certeza existe, inequívoca e definitiva: o Barcelona acaba de perder o melhor jogador de sua história de 121 anos.

Para tristeza de seus fãs.

Torcedores do Barcelona sentam-se, tristes, nas cercanias do Camp Nou depois que o clube anunciou que Messi deixará a equipe (Pau Barrena – 5.ago.2021/AFP)

Leia também: Quem é melhor: Messi x Cristiano Ronaldo

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Passado de fiascos pressiona Messi em final contra o Brasil https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/2021/07/10/passado-de-fiascos-pressiona-messi-em-final-contra-o-brasil/ https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/2021/07/10/passado-de-fiascos-pressiona-messi-em-final-contra-o-brasil/#respond Sat, 10 Jul 2021 05:33:52 +0000 https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/files/2021/07/Messi-retrato-320x213.png https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/?p=21760 Messi, o espetacular Lionel Messi, começou a defender a seleção principal da Argentina em 2005, há quase 16 anos. Tinha à época 18 anos.

Desde então, amargou decepção atrás de decepção nos torneios mais relevantes disputados, Copas do Mundo e Copas América. Zero título em nove tentativas.

Com o status de principal craque do time desde a Copa de 2010, ele acumulou em todo esse tempo –antes e depois do Mundial sul-africano– o fardo de jamais conseguir ser decisivo nas partidas em que a Argentina sucumbiu nessas competições.

Seja no jogo final, seja em partidas eliminatórias nas quais os argentinos caíram, Messi não anotou um único gol nessas nove ocasiões, no tempo normal ou na prorrogação, tendo sido titular em oito delas.

Até acertou duas de três cobranças de pênaltis nos duelos definidos dessa maneira, porém, se eles chegaram até as penalidades máximas, foi porque o seis vezes melhor do mundo não resolveu antes.

Messi treina no Rio para a decisão da Copa América contra o Brasil (Carl de Souza – 9.jul.2021/AFP)

O martírio do atual capitão da Argentina começou na Copa da Alemanha, em 2006. Na eliminação para a seleção anfitriã, contudo, nenhuma responsabilidade lhe pode ser atribuída, já que foi reserva e viu do banco a queda na disputa de pênaltis.

Uma exceção. Depois disso, Messi sempre jogou, e sempre ficou sem se encontrar com um de seus melhores amigos no futebol: o gol.

Messi jejuou nas seguintes eliminações da Argentina:

Messi terá nova chance de tentar mudar esse histórico tremendamente incômodo de insucessos, que o fez até anunciar, em 2016, que não mais atuaria pela seleção –depois recuou–, neste sábado, às 21h, no Rio, na final da Copa América, contra o Brasil.

O camisa 10 tem tido um de seus melhores anos, com 33 gols em 37 partidas, na soma de Barcelona (28 tentos) e seleção (5), repetindo a quantia de gols dos primeiros 37 jogos que disputou em 2016, 2017 e 2019. Em 2015, foram 36 gols. Em 2013, 40. Em 2012, inacreditáveis 51.

De quebra, faz uma Copa América de encher os olhos. Nas seis partidas que a Argentina jogou (contra Chile, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Equador e Colômbia), fez quatro gols e deu cinco assistências (passes que resultam em gol).

Ou seja, mostrou-se decisivo em 9 dos 11 gols que o time treinado pelo xará Lionel (Scaloni) fez na competição em solo brasileiro. (Para registro, marcou também na disputa de pênaltis diante da Colômbia, na semifinal.)

Messi tem ainda, entretanto, o seu maior fantasma a exorcizar. Precisa ser efetivo, ser contundente, ser determinante, enfim, ser decisivo no momento decisivo.

Conseguirá?

Noventa minutos mais acréscimos no Maracanã darão a resposta.

Leia também: Messi responde a Maradona com três gols em 19 minutos

Leia também: Messi por Messi

Em tempo: Este texto não inclui o ouro olímpico conquistado por Messi na Olimpíada de Pequim, em 2008, pois aquela seleção da Argentina não era a principal. De toda forma, no jogo do título na China, vitória de 1 a 0 sobre a Nigéria, Messi não marcou. O gol foi de Di María.

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Messi por Messi https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/2021/06/14/messi-por-messi/ https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/2021/06/14/messi-por-messi/#respond Mon, 14 Jun 2021 05:22:14 +0000 https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/files/2021/06/Messi-e-a-bola-320x213.png https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/?p=21573 Aos 33 anos, Lionel Messi inicia nesta segunda (14), uma vez mais, com a estreia da Argentina na Copa América –contra o Chile, às 18h, no Engenhão–, o desafio de encerrar o incômodo jejum de jamais ter conquistado um título pela seleção principal de seu país.

Isso foi escrito como mera introdução de meu personagem neste texto, já que o foco não é a participação de Messi na Copa América, e sim uma entrevista que ele concedeu no mês passado ao jornal argentino Olé.

Uma entrevista saborosa, com o título “Messi na intimidade com Olé: sua argentinidade, confissões e muito mais”, que pode ser lida na íntegra aqui (em espanhol), e da qual extraí os trechos que mais me chamaram a atenção.

Lembranças e revelações que possivelmente muito pouca gente tem conhecimento, como o gosto pelo raquetebol, o desgosto pelos estudos, a coleção incompleta de camisas e como ele gosta de ser chamado. (E, sim, falou um pouco da Copa América.)

Com a palavra, o camisa 10 do Barcelona e da Argentina, uma das lendas vivas do futebol.

A máscara incômoda

Eu estava nos juvenis, com 14 ou 15 anos. Em um jogo contra o Espanyol, me acertaram com o cotovelo e “quebraram” minha bochecha [fratura do osso malar]. No fim de semana seguinte, jogaríamos a Taça da Catalunha. Para essa faixa etária é um torneio muito importante. A mesma coisa tinha acontecido com Puyol [zagueiro do time principal do Barcelona], e ele jogou com uma máscara, que foi enviada para mim. Treinei [com ela] algumas vezes, comecei a jogar, mas era impossível, era muito grande, se movia para todos os lados. Livrei-me dela. Acho que fiz dois gols. Meu pai gritava com o treinador para que não me deixasse jogar sem máscara, e acabaram me tirando [do jogo]. Naquele momento não percebi o perigo, o que podia acontecer. Queria jogar, e ela me incomodava, eu abaixava a cabeça e não via a bola.

Desgosto pelos estudos

A verdade é que eu não gostava de estudar [quando criança, em Rosario, sua cidade natal] e era difícil para mim. Fiz o ensino médio na Espanha. Não prestava atenção [nas aulas], era difícil, mas eu me saía bem.

O prazer da vida familiar

Tenho a sorte de passar praticamente o dia todo com eles [Thiago, 8, Mateo, 5, e Ciro, 3, seus filhos com Antonella], de poder levá-los à escola, buscá-los, levá-los ao futebol e a outras atividades. Acordá-los, tomar café da manhã com eles, embora às vezes você queira matá-los [risos]. Fazê-los dormir. Estar no dia a dia. Adoro isso, o tempo que passo com eles, com minha esposa, com meus irmãos.

Futebol na TV

Vejo, vejo muito. Gosto de acompanhar diferentes ligas. Assisto mais como espectador do que como observador [das táticas]. Não fico analisando, e sim desfruto do jogo.

Raquetebol

Gosto de raquetebol e de ver tênis. Gosto de jogar raquetebol. Jogo muito com Pepe [Costa, amigo e conselheiro]. Pepe joga bem. Eu corro, ele esbanja qualidade. Não jogamos muito porque há partidas [de futebol] a cada três dias.

Arrependimento

Me arrependo de não ter pedido camisas de jogadores [para ter uma coleção mais ampla] quando estava começando [a carreira]. Como a de Ronaldo [Fenômeno], a de Roberto Carlos, jogadores a quem enfrentei e dos quais gostaria de ter essas camisas.

A Copa América

O grupo todo está ansioso, empolgado para jogar esta Copa. Faz muito tempo que não nos juntamos, da última vez [para jogos das Eliminatórias, em março] não pudemos por causa do vírus, e isso dá uma vontade maior de nos encontrarmos. É uma Copa especial, diferente, pelo fato de que não haverá torcida. Mas, pessoalmente, tenho muita vontade de participar mais uma vez.

Leo ou Lio?

Na verdade é Lio, mas ficou Leo. Para mim é Leo. Minha mãe vai me matar, mas foi Leo que pegou.

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Messi e Cristiano Ronaldo caem juntos pela 1ª vez na Champions https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/2021/03/10/messi-e-cristiano-ronaldo-caem-juntos-pela-1a-vez-na-champions/ https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/2021/03/10/messi-e-cristiano-ronaldo-caem-juntos-pela-1a-vez-na-champions/#respond Wed, 10 Mar 2021 23:45:17 +0000 https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/files/2021/03/Messi-4-320x213.png https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/?p=21157 Deve ser o sinal dos tempos. Tempos que mostram que a era dos melhores do mundo durante tempos que pareciam intermináveis está perto de terminar.

Pela primeira vez desde que ambos começaram a disputar simultaneamente a Liga dos Campeões da Europa (Champions League), em 2004/2005, tanto Messi como Cristiano Ronaldo foram eliminados logo na primeira fase dos mata-matas, as oitavas de final.

Quem caiu primeiro foi o CR7. Na terça (9), mesmo atuando em Turim, a Juventus não conseguiu construir o placar para eliminar o Porto, time do país em que nasceu o craque maior da equipe italiana.

A Juve ganhou por 3 a 2, porém a derrota por 2 a 1 na partida de ida fez a diferença, e o Porto avançou por ter feito mais gols fora de casa.

Nas duas partidas, Cristiano Ronaldo não fez o que mais sabe fazer: gol.

Cristiano Ronaldo em momento de dor no duelo com o Porto, em Turim, que eliminou a Juventus da Liga dos Campeões da Europa (Federico Tardito – 9.mar.2021/Xinhua)

Nesta quarta (10), quem deu adeus ao mais badalado interclubes da Europa foi o Barcelona de Messi.

E nem houve surpresa. Favorito na teoria diante do Paris Saint-Germain, o time espanhol jogou esse favoritismo fora ao levar uma goleada de 4 a 1 no primeiro jogo, de virada, três semanas atrás, no Camp Nou.

Isso mesmo o PSG tendo atuado sem seu jogador mais badalado, Neymar, contundido.

O brasileiro não se recuperou a tempo de jogar em Paris, mas não se pode afirmar que tenha feito grande falta, já que a agremiação francesa se classificou com o empate por 1 a 1, impondo ao adversário um baque considerável.

O Barcelona, desde que Messi começou sua carreira profissional no clube, na metade da década retrasada, jamais deixou de passar da fase de grupos da Champions.

E com ele em campo só uma vez, em 2007, quando o camisa 10 nem vestia a camisa 10 ainda (ela era de Ronaldinho Gaúcho), foi eliminado nas oitavas de final –para o Liverpool de Gerrard.

Em 2005, o Barcelona também deu adeus à competição nas oitavas, porém Messi não estava entre os titulares, nem entre os reservas, nas partidas diante do Chelsea de Lampard, Terry e companhia.

O craque argentino, seis vezes o melhor do mundo (2009 a 2012, 2015 e 2019), conquistou com o Barcelona quatro títulos da Champions (2006, 2009, 2011 e 2015), mas, aos 33 anos, desgastado com a direção do clube e não mais rodeado de pé de obra de extrema qualidade, parece sem forças para resolver individualmente, como fazia antes.

Diante do PSG, marcou de pênalti na derrota na Espanha, e, no duelo na França, fez um lindo gol, em chute de fora da área no ângulo, só que desperdiçou um pênalti no fim do primeiro tempo que poderia ter colocado seu time à frente no placar. Resumindo: teve performance insuficiente para empurrar o Barça uma fase adiante.

Cristiano Ronaldo ainda mostra excelente forma física e técnica aos 36 anos, porém já lhe falta a estrela de outrora, já lhe falta o poder de decisão de outrora, já lhe falta, na Juventus, o que com Manchester United (em 2008) e com Real Madrid (em 2014, 2016, 2017 e 2018) não faltou: o troféu da Liga dos Campeões.

Com o Sporting, o craque português, cinco vezes o melhor do mundo (2008, 2013, 2014, 2016 e 2017), parou na terceira rodada uma vez (2003); com o Manchester United, caiu na fase de grupos uma vez (2006) e nas oitavas de final duas vezes (2004 e 2005); com o Real Madrid, naufragou nas oitavas uma vez (2010); com a Juventus, houve dobradinha na saída nas oitavas (2020 e 2021).

Tempos incomuns estes, de derrotas dolorosas para Messi e Cristiano Ronaldo. Tempos que talvez signifiquem que o tempo deles como os reis do futebol do século 21 tenha expirado.

E que o tempo de reinar agora seja de jovens como Mbappé (PSG), de 22 anos, quatro gols nos confrontos deste ano contra o Barcelona, e Haaland (Borussia Dortmund), de 20 anos, atual artilheiro da Liga dos Campeões, príncipes do futebol que seguem reluzentes e resolutos na Champions.

Num 2015 já distante, Messi segura o troféu da Champions League, ladeado por Suárez e Neymar, quando o Barcelona derrotou na final a Juventus, em Berlim (Patrik Stollarz – 6.jun.2015/AFP)

Em tempo: Quero muito que o tempo me prove errado e que haja tempo para que Messi e Cristiano Ronaldo, dois dos melhores da história do esporte, voltem ao olimpo do futebol europeu, tendo de novo em suas mãos a “orelhuda”, como é conhecido o troféu da Liga dos Campeões.

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Melhor do mundo, Lewandowski tem seu início de ano mais goleador https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/2021/03/09/melhor-do-mundo-lewandowski-tem-seu-inicio-de-ano-mais-goleador/ https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/2021/03/09/melhor-do-mundo-lewandowski-tem-seu-inicio-de-ano-mais-goleador/#respond Tue, 09 Mar 2021 13:10:08 +0000 https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/files/2021/03/Lewandowski-1-320x213.png https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/?p=21139 Mesmo tendo sido eleito o melhor do mundo na mais recente eleição da Fifa, Robert Lewandowski continua sem a mesma badalação de outros atacantes artilheiros, como Messi, Cristiano Ronaldo, Salah, Mbappé, Luis Suárez, Haaland, Harry Kane, Benzema.

O polonês, entretanto, deu no fim de semana mais uma mostra de que é o melhor homem de frente da atualidade, em termos de gols.

Com seu time perdendo por 2 a 0 para o Borussia Dortmund no Campeonato Alemão (dois gols de Haaland), o camisa 9 do Bayern comandou a reação da equipe de Munique, líder da competição, marcando duas vezes para empatar o jogo e uma outra para sacramentar a vitória (4 a 2).

Esses três gols fizeram Lewandowski atingir 17 em 2021, em 15 partidas disputadas.

É o início de ano mais goleador da carreira do polaco desde que ele começou a jogar em campeonatos da primeira divisão, em 2008, com 19 anos. Hoje está com 32.

Naquele ano, pelo Lech Poznan, de seu país natal, Lewandowski marcou nove gols nos 15 primeiros jogos que disputou.

Antes do recorde atingido agora, a melhor marca que ele registrara foi em 2020, com 16 gols nas primeiras 15 partidas no ano.

Eis, na carreira, a quantidade de tentos assinalados pelo goleador polonês, ano a ano, nos 15 jogos iniciais.

  • 2008 (Lech Poznan e seleção da Polônia): 9 gols
  • 2009 (Lech Poznan e seleção da Polônia): 6 gols
  • 2010 (Lech Poznan e seleção da Polônia): 11 gols
  • 2011 (Borussia Dormund e seleção da Polônia): 2 gols
  • 2012 (Borussia Dormund): 9 gols
  • 2013 (Borussia Dormund e seleção da Polônia): 13 gols
  • 2014 (Borussia Dormund): 9 gols
  • 2015 (Bayern de Munique e seleção da Polônia): 8 gols
  • 2016 (Bayern de Munique e seleção da Polônia): 13 gols
  • 2017 (Bayern de Munique e seleção da Polônia): 14 gols
  • 2018 (Bayern de Munique e seleção da Polônia): 15 gols
  • 2019 (Bayern de Munique e seleção da Polônia): 10 gols
  • 2020 (Bayern de Munique): 16 gols
  • 2021 (Bayern de Munique): 17 gols

A artilharia de Lewandowski poderia ser maior (18 gols), caso ele não tivesse desperdiçado um pênalti –algo raríssimo de ocorrer; seu aproveitamento é de 91%– no dia 5 de fevereiro, contra o Hertha Berlin.

Neste 2021, nos primeiros 15 jogos, os dois principais artilheiros em atividade no futebol de primeira linha ficaram atrás do polonês. O argentino Messi marcou 14 gols pelo Barcelona, e o português Cristiano Ronaldo, dez pela Juventus.

Dos outros atacantes citados neste texto, à exceção de Salah, nenhum completou ainda 15 partidas por seus respectivos clubes no ano, mas é altamente improvável que consigam a marca de 17 gols de Lewandowski –quem mais se aproxima é Haaland, 12 gols em 14 jogos pelo Borussia Dortmund.

Já o egípcio do Liverpool fechou as 15 partidas neste domingo (8), na derrota por 1 a 0 para o Fulham, acumulando nelas oito gols.

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Expulsão é raridade na carreira de Messi; e na de outros craques? https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/2021/01/18/expulsao-e-raridade-na-carreira-de-messi-e-na-de-outros-craques/ https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/2021/01/18/expulsao-e-raridade-na-carreira-de-messi-e-na-de-outros-craques/#respond Mon, 18 Jan 2021 18:30:14 +0000 https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/files/2021/01/Messi-3-320x213.png https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/?p=20865 Algo raríssimo de ser visto, Lionel Messi recebeu o cartão vermelho na derrota por 3 a 2 do Barcelona para o Athletic Bilbao na final da Supercopa da Espanha.

No duelo em Sevilha, o árbitro Jesús Gil expulsou o atacante no final da prorrogação, depois de uma agressão, sem bola, a Asier Villalibre –jogou o oponente no chão, impetuosamente, usando as mãos.

Em uma carreira de 16 anos, foi apenas a terceira vez que o argentino de 33 anos, quase sempre de temperamento sereno, foi expulso de campo –as duas anteriores, em 2005 e em 2019, com a camisa da seleção de seu país.

Pelo Barcelona, o inédito cartão vermelho veio depois de 752 partidas incólume.

A disciplina que se vê em Messi, e que torna surpreendente a ocorrência de um evento como o deste domingo (17), é algo comum em craques que, como ele, têm grande fama?

Sim e não.

O português Cristiano Ronaldo, de 35 anos, coleciona 11 cartões vermelhos, o primeiro em 2004, pelo Manchester United, o último em 2018, pela Juventus, seu atual clube.

Neymar, que está com 28 anos, soma nove expulsões, a primeira pelo Santos, em 2010, a mais recente pelo Paris Saint-Germain, quatro meses atrás.

Já o polonês Robert Lewandowski, 32, atual melhor do mundo na eleição anual da Fifa, que defende o Bayern de Munique, atual campeão europeu, recebeu um único vermelho na carreira iniciada em 2006. Foi em 2013, em uma derrota do Borussia Dortmund, então seu time, por 4 a 1 para o Hamburgo.

Outro que só em uma ocasião a arbitragem considerou que merecia ser excluído da partida é o melhor do mundo em 2018, o croata Luka Modric, 35, com o cartão rubro recebido em partida do Real Madrid diante do Celta, em 2019.

O mesmo ocorreu com um dos grandes futebolistas da atualidade, o egípcio Mohamed Salah, 28, do Liverpool, expulso quando atuava pela Roma, em 2015, contra a Fiorentina.

Valem ser mencionados os jogadores que jamais receberam o cartão vermelho.

Dos que ainda estão em atividade, os mais conhecidos são o espanhol Andrés Iniesta, 36 –autor do gol que fez da Espanha a vencedora da Copa do Mundo de 2010, ídolo do Barcelona, hoje no futebol japonês (Vissel Kobe)–, e o artilheiro francês Karim Benzema, 33, astro do Real Madrid.

O espanhol Iniesta, ex-colega de Messi no Barcelona e hoje no Vissel Kobe, do Japão, jamais recebeu um cartão vermelho na carreira (Nikku – 4.dez.2020/Xinhua)

Encerraram a carreira sem “ir mais cedo para o chuveiro” o alemão Philipp Lahm, capitão da seleção alemã campeã mundial na Copa do Brasil, em 2014, o francês Michel Platini, semifinalista nas Copas de 1982 e 1986 e que presidiu a  a Uefa (2007-2015), o  galês Ryan Giggs, ícone do Manchester United e atual treinador do País de Gales, e o espanhol Raúl, segundo maior goleador da história do Real Madrid, atrás de Cristiano Ronaldo.

Um caso peculiar, possivelmente único, é o de Gary Lineker, um dos grandes atacantes do futebol inglês.

Hoje comentarista, em 17 anos de carreira (1978-1994), dividida em cinco times, ele não só não recebeu cartão vermelho como não acumulou um único cartão amarelo.

Como? Assim: não reclamava com a arbitragem, não discutia com adversários, quase não cometia faltas, e as que cometia não eram violentas nem apelativas.

Há também o outro lado, os dos “reis” das expulsões. Um tempo atrás, publiquei um texto a respeito, no qual informei que o palmeirense Felipe Melo é um dos campeões mundiais de expulsões.

O recordista é o colombiano Gerardo Bedoya, que jogou profissionalmente de 1995 a 2015.

Volante, ele recebeu, conforme levantamento da BBC, 45 cartões vermelhos –há sites que mencionam uma expulsão a mais. Seu apelido era “A Fera”.

Entre os futebolistas em atividade, Sergio Ramos, capitão do Real Madrid e líder da seleção espanhola, é o indisciplinado “master”.

Em quase 900 jogos, o zagueiro de 34 anos colecionou 26 expulsões, a primeira em 2005, no seu segundo ano como profissional.

*

Em tempo: Pelé, o melhor de todos no futebol, em 13 ocasiões recebeu o cartão vermelho, sempre pelo Santos.

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Quem é melhor? Messi x Cristiano Ronaldo https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/2020/12/08/quem-e-melhor-messi-x-cristiano-ronaldo/ https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/2020/12/08/quem-e-melhor-messi-x-cristiano-ronaldo/#respond Tue, 08 Dec 2020 03:01:12 +0000 https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/files/2020/12/Messi-e-Ronaldo-1-320x213.png https://omundoeumabola.blogfolha.uol.com.br/?p=20520 Eles são os melhores deste século até agora. Dividem os holofotes e as preferências sempre que se debate sobre excelência futebolística.

Lionel Messi e Cristiano Ronaldo estão anos-luz à frente de seus contemporâneos, isso é inegável.

A grande questão é: qual deles é melhor?

Várias vezes fiquei tentado a fazer comparações para poder chegar a uma conclusão. Várias vezes desisti, certo de que seria influenciado pelo meu gosto.

Gosto mais de Messi do que de Cristiano Ronaldo.

Aprecio e admiro o estilo de jogo do argentino de 33 anos, mais lúdico, mais driblador, mais solidário, porém não menos eficiente que o do português de 35, um “ciborgue” com capacidade física incomparável e explosão de velocidade invejável, mas que é extremamente individualista (fominha!) e, se não fizer gol(s) e não for o centro das atenções, não sai de campo tão feliz mesmo que o time vença.

Nesta terça (8), a Pulga e o CR7 devem duelar pela Champions League, que encerra nesta semana a fase de grupos. Escrevo “devem” porque, como tanto o Barcelona quanto a Juventus estão classificados, um e/ou outro podem ser poupados. Há, contudo, a expectativa de que sejam escalados.

Será o primeiro embate entre os dois desde o primeiro semestre de 2018. Como atuam em países diferentes, o confronto se torna raro, incerto, e fico até receoso de que possa ser o último.

Assim, mesmo me abstendo até aqui de fazer uma comparação fria que possa determinar qual dos dois é melhor (e, definindo-se um vencedor, haveria contestação dos fãs do outro), é possível apresentar dados numéricos que possibilitem ao leitor tirar suas conclusões.

Os sites utilizados para mostrar as estatísticas são o messivsronaldo.app e o messivsronaldo.net.

Gols na carreira (excluindo amistosos por clubes)

  • Messi: 712 (em 886 jogos). Média: 0,80. Um gol a cada 101 minutos
  • Cristiano Ronaldo: 750 (em 1.029 jogos). Média: 0,73. Um gol a cada 111 minutos

Gols de fora da área

  • Messi: 69
  • Cristiano Ronaldo: 55

Gols de cabeça

  • Messi: 24
  • Cristiano Ronaldo: 129

Gols de pênalti

  • Messi: 96 (em 122 cobranças). Acerto: 79%
  • Cristiano Ronaldo: 129 (em 154 cobranças). Acerto: 84%

Gols de falta

  • Messi: 53
  • Cristiano Ronaldo: 56

Gols na Champions League

  • Messi: 118 (em 146 jogos). Média: 0,81. Um gol a cada 102 minutos
  • Cristiano Ronaldo: 133 (em 177 jogos). Média: 0,75. Um gol a cada 115 minutos

Gols pela seleção

  • Messi: 71 (em 142 jogos). Média: 0,50
  • Cristiano Ronaldo: 102 gols (em 170 jogos). Média: 0,60

Assistências na carreira (excluindo amistosos por clubes)

  • Messi: 300 (em 886 jogos). Média: 0,34.
  • Cristiano Ronaldo: 221 (em 1.029 jogos). Média: 0,21

Títulos relevantes (Mundial de Clubes, Eurocopa, Olimpíada, Champions League, Supercopa da Europa, campeonatos, copas e supercopas nacionais)

  • Messi: 35
  • Cristiano Ronaldo: 32

Prêmio Bola de Ouro (melhor do mundo)

  • Messi: 6
  • Cristiano Ronaldo: 5

Prêmio Chuteira de Ouro (artilheiro da temporada europeia)

  • Messi : 6
  • Cristiano Ronaldo: 4

Expostos esses números, antes de se tentar chegar a um termo, é relevante mencionar que no confronto direto Messi leva vantagem sobre Cristiano Ronaldo.

Até agora, eles duelaram 35 vezes, sendo Messi por Barcelona ou Argentina e o CR7 por Manchester United, Real Madrid ou Portugal. O argentino ganhou 16 vezes, e o português, nove, com dez empates. Em número de gols nessas partidas, Messi acumulou 22, e Cristiano Ronaldo, 19.

Caso eles entrem em campo nesta terça, será o primeiro embate com Cristiano Ronaldo usando o uniforme da Juventus. No jogo de ida da fase de grupos, em Turim, no dia 28 de outubro, o camisa 7 não atuou por estar com Covid, e o Barça fez 2 a 0 –Messi marcou o segundo gol, de pênalti.

O encontro mais recente entre ambos ocorreu no já distante 6 de maio de 2018, pelo Campeonato Espanhol, um 2 a 2 no Camp Nou no qual cada um registrou um gol.

Cristiano Ronaldo e Messi no aquecimento antes de Barcelona x Real Madrid, em 2018, na mais recente vez em que duelaram (Albert Gea – 6.mai.2018/Reuters)

Voltando ao embate numérico, Messi, apesar de ter menos gols na contagem geral, mostra-se mais artilheiro, já que sua média por partida é superior.

Cristiano Ronaldo, entretanto, é mais goleador pela seleção portuguesa (tanto no total de gols como na média de gols) do que o camisa 10 pela argentina.

Nos gols de cabeça, vantagem esmagadora para Cristiano Ronaldo –com seu 1,87 m (Messi tem 1,70 m), ele é um dos melhores cabeceadores da história. Também é mais efetivo nas cobranças de pênalti.

Nas assistências (passes que resultam em gol), Messi é bastante superior, superando o oponente também nos gols de longa distância (chutes de fora da área).

Nos títulos e nos prêmios, Messi possui ligeiro predomínio, só que Cristiano Ronaldo conseguiu taças por Portugal (Eurocopa em 2016 e Liga das Nações em 2019), enquanto Messi está zerado pela seleção principal de seu país –faturou o ouro olímpico em 2008.

Ou seja, um equilíbrio muito grande.

A vontade de comparar dois grandes jogadores existe, é natural (eu já o fiz algumas poucas vezes com outros atletas), e meu escolhido é Messi, mas quem optar por Cristiano terá argumentos para defendê-lo.

Predileção exposta, muito melhor que ela é poder matar a vontade de vê-los em ação, ainda em altíssimo nível.

Como não se satisfazer em desfrutar da genialidade desses dois supercraques do futebol?

Como não agradecer a esses dois deuses da bola pelo privilégio de poder vê-los fazer miséria, fazer o diabo, fazer o extraordinário, jogo após jogo, campeonato após campeonato, por mais de uma década?

Obrigado, Messi. Obrigado, Cristiano Ronaldo.

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