Retrospectiva 2019 – Posts recomendados para ler ou reler
Já faz alguns anos que publico neste espaço, perto da virada do dia 31 para o dia 1º, uma síntese do ano futebolístico internacional.
Desta vez, fui convidado a escrever para a revista sãopaulo – Cenários, e lá resumi o que de mais relevante ocorreu em 2019, citando o Liverpool campeão europeu; o Flamengo campeão sul-americano; os técnicos do ano Jorge Jesus e Jürgen Klopp, o artilheiro Gabigol, o goleiro Alisson, a seleção de Tite campeã da Copa América, e Messi, eleito o melhor do mundo pela sexta vez (recorde).
Depois disso, Liverpool e Flamengo duelaram na decisão do Mundial de Clubes da Fifa, no Qatar, e, em um jogo muito bom e disputado, o time inglês superou por 1 a 0 o carioca.
Antes, além do já exposto, houve entre outros highlights o assunto policial envolvendo Neymar, acusado por uma modelo brasileira de tê-la estuprado em Paris. O caso foi arquivado.
O mesmo Neymar, com a atuação em 2019 limitada devido a lesões, forçou sua saída do Paris Saint-Germain, mas o clube francês não permitiu. O brasileiro passou a ser odiado por parte da torcida do PSG, mas a revolta se reduziu paulatinamente devido ao bom desempenho do camisa 10.

Cristiano Ronaldo, a máquina de fazer gols, chegou aos 700 na carreira. Ainda em ótima forma, artilheiro na Juventus, a dúvida que fica é: conseguirá atingir o milésimo? Sua idade hoje: 34 anos, dez meses e 26 dias.
Tottenham e Ajax foram surpresas positivas na Liga dos Campeões da Europa, e o excelente holandês Van Dijk, do Liverpool, conseguiu algo raríssimo para um zagueiro: ser eleito o melhor jogador da Europa – seria justíssimo se faturasse também os troféus de melhor do mundo.
No Mundial feminino, as norte-americanas, lideradas pela feminista Megan Rapinoe, superaram na decisão as holandesas e ganharam o título pela quarta vez. O Brasil caiu nas oitavas e, logo depois, a CBF contratou a renomada treinadora sueca Pia Sundhage. Sucesso para ela e para as meninas.
Na seleção masculina, Tite que se cuide. Maus resultados em amistosos pós-Copa América tornaram seu trabalho questionado. O Brasil precisa largar bem nas eliminatórias, ou há risco alto de ele ficar pelo caminho.

E o famigerado VAR? O árbitro assistente de vídeo prossegue firme e forte nos principais campeonatos do mundo, entre muitos acertos, muita polêmica e não raro uma demora interminável para que o lance em questão seja confirmado ou modificado.
Até parei de escrever com constância, tamanho o desgosto, sobre a ferramenta que fez o futebol virar futecbol.
“Isso não é mais futebol!”, cantam, em tom de revolta, os torcedores ingleses durante as partidas da Premier League, a primeira divisão do país. Crítico ao sistema, Pep Guardiola concorda. “Toda semana é uma tremenda bagunça”, declarou o treinador do Manchester City, o atual bicampeão nacional.
Com o VAR, é assim: não comemore, a fim de evitar frustração. Espere.
Gol só é gol agora depois de muitos segundos, 20, 30, 40, às vezes mais de um minuto. Tem que aguardar o VAR revisar o lance em várias câmeras, conferir se por um milímetro(!) não teve impedimento na jogada.
Triste. Acabaram sumariamente com a emoção do momento que é o ápice do futebol.
Enfim, esses são alguns dos destaques do ano que se encerra nesta terça (31).
Como sempre faço, deixo sugestões de leitura (ou releitura), uma por mês, para o leitor mais fanático e que gosta de conhecer ou relembrar casos e/ou histórias interessantes.

De Arrascaeta ou Tevez: qual o recordista em uma negociação no Brasil? – Flamengo contratou o uruguaio por R$ 63,7 milhões no começo do ano.
Time australiano espera por jogador preso na Tailândia – O que deveria ter sido uma lua de mel de sonho transformou-se em um terrível pesadelo para Hakeem al-Araibi.
Até este mês Maradona tinha cinco filhos; agora podem ser dez – O Pibe de Oro e a capacidade de multiplicar a já extensa prole por dois.
Santos cai e estica jejum de treinadores estrangeiros no Paulista – Equipe de Sampaoli para na semifinal, e continua a ser em 1975 a última vez que um técnico gringo se sagrou campeão em SP.
O fair play é bonito, mas não deve ser banalizado – Gesto que deveria ser gentileza ocasional caminhou para o trivial, como mostrou partida decisiva na divisão de acesso na Inglaterra.
Clóvis Rossi, o (meu) Pelé dos jornalistas – Em homenagem a um dos maiores profissionais da imprensa brasileira, fanático por futebol, morto em junho.
Jogador argentino volta ao futebol depois de ser motorista de Uber – Trejo chegou a defender o Independiente antes de cair no ostracismo e ter de ganhar a vida com o app.
Árbitro faz sinal de VAR para dar pênalti na Bolívia, país que não usa o VAR – Mais um capítulo pitoresco na curta e já marcante história da videoarbitragem.
Zagueiro comete três pênaltis, é expulso, e time perde de virada em Portugal – Eis um dia para ser esquecido pelo beque uruguaio Sebastián Coates.
Brasil lidera um ranking de seleções, e não é o da Fifa – Ranking criado pelo físico húngaro Arpad Emrick Elo existe desde o século 19.
A tarde em que Pelé fez seu mais belo gol e criou o soco no ar – Foi há 60 anos, em um domingo chuvoso na Rua Javari, o estádio do Juventus da Mooca.
Boxing Day marcou o primeiro jogo de futebol entre clubes da história – No dia 26 de dezembro, jogar e ver futebol é tradição na Inglaterra desde o século 19.

Em tempo: Um ótimo 2020! Que terá Olimpíada (em Tóquio), Copa América (na Argentina e na Colômbia), início das eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo do Qatar, Eurocopa inchada (24 seleções) e descentralizada (12 cidades de 12 países diferentes), final da Libertadores no Maracanã! (E, lógico, mais polêmicas com o VAR…)