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Retrospectiva 2016 – Posts preferidos para ler ou reler

Luís Curro

Pensando em 2016, quais os fatos mais marcantes do futebol internacional que vêm imediatamente à cabeça?

O primeiro deles é o trágico acidente com o avião que levava o time da Chapecoense para o jogo de ida da final da Copa Sul-Americana, no fim de novembro. Morreram 71 pessoas e houve seis sobreviventes.

Infelizmente, esse é o acontecimento ligado ao esporte que mais será lembrado, hoje e no futuro, quando as pessoas se recordarem do ano que se encerra hoje.

Se um desastre, a queda de uma aeronave, levou para o outro lado vários futebolistas quase anônimos, pulmão e coração vitimaram, respectivamente, duas lendas do mundo da bola: o holandês Johan Cruyff (câncer) e o brasileiro Carlos Alberto Torres (infarto).

Os 366 dias de 2016, felizmente, não trouxeram somente notícias tristes.

Entre as que merecem ser citadas para a posteridade estão conquistas inéditas: o ouro olímpico da seleção sub-23 reforçada por Neymar (em agosto); o título do modesto Leicester, do técnico Claudio Ranieri, no Campeonato Inglês (em maio); e a vitória de Portugal, liderado por Cristiano Ronaldo, na Eurocopa da França (em julho).

Cristiano Ronaldo, aliás, teve um ano glorioso.

Além do surpreendente triunfo com a seleção lusa (que superou os franceses na decisão mesmo sem o supercraque, que se lesionou no joelho em lance com Payet no início da partida e teve de ser substituído), ele conquistou com o Real Madrid a Liga dos Campeões da Europa e o Mundial de Clubes da Fifa.

Às glórias coletivas somaram-se as individuais para o CR7, um reconhecido individualista: a quarta Bola de Ouro, oferecida pela revista “France Football” ao melhor jogador do ano (em dezembro), e o troféu entregue pela Uefa (entidade que rege o futebol na Europa) ao mais destacado futebolista do velho continente na temporada (em agosto).

As polêmicas em torno da arbitragem com auxílio de vídeo, ideia que a Fifa almeja implantar para tornar o futebol mais justo, também ganharam espaço em 2016 – ficou claro que o sistema precisa ser aprimorado para não gerar críticas e desentendimentos.

E não se pode esquecer da seleção brasileira, sofrível e claudicante com Dunga (até junho), confiável e empolgante com Tite (a partir de setembro), que a deixou muito perto de se classificar para a Copa da Rússia-2018 já nos primeiros jogos de 2017.

A exemplo do ano passado, encerro este com sugestões de leituras (ou releituras) de “O Mundo é uma Bola” aos leitores, de janeiro a dezembro.

Dezesseis palpites para 2016 – Este blogueiro, das 16 tentativas, acertou menos da metade, o que faz valer a velha máxima: “O futebol é uma caixinha de surpresas”. (A bem da verdade, uma desculpa esfarrapada para analistas e comentaristas justificarem os desacertos.)

“Corpo fechado” fortalece o Leicester na busca por título inédito – Os rapazes de Claudio Ranieri tinham, além de uma gana insaciável, de contra-ataques mortais e de uma defesa paredão, um trunfo a mais: a imunidade a lesões.

Don’t speak English? Chelsea is not for you – Campeão da Copa América-2015 com o Chile, Jorge Sampaoli sonhava comandar os Blues, que até o queriam, porém o argentino se deparou com um impedimento: não falar inglês.

Queniano faz árbitro sangrar com aperto de mão e é suspenso por 5 jogos – McDonald Mariga, o “Big Mac”, é um perigo não só para os adversários do Latina (da segunda divisão da Itália), mas também para a arbitragem. Insatisfeito com a atuação de Ivano Pezzuto, foi “cumprimentá-lo” ao término do jogo e exagerou na dose.

Treinador português do Cruzeiro abre discussão sobre o “fair play” – É comum a cena: um jogador de um time cai no chão e o do outro time, estando de posse da bola, apressa-se em chutá-la para fora, a fim de que o rival possa ser atendido. Paulo Bento proibiu esse tipo de “fair play” – para ele, só e unicamente quem deve parar o jogo é o juiz.

Um apelo a Tite: se Dunga cair, aceite a seleção – A eliminação ante o Peru na primeira fase da Copa América dos EUA mostrava o quão grave era a situação da seleção brasileira. Dunga não permaneceria. O problema era que Tite, a esperada solução, já tinha dito que “com esses caras que estão no comando (da CBF), eu não vou”.

Dois anos do 7 a 1: onde andam os personagens do maior vexame do futebol brasileiro – Talvez fosse melhor nem saber o paradeiro deles. Vale lembrar: Dante e Bernard foram titulares naquela fatídica tarde de julho de 2014 no Mineirão. A curiosidade falou mais alto e o levantamento foi feito.

Prêmio iguala Cristiano Ronaldo não só a Messi, mas a craques de outras épocas – As conquistas da Champions League e da Eurocopa renderam ao CR7 o prêmio da Uefa de melhor jogador da temporada. Com três troféus, não há mais ninguém acima dele: está no mesmo degrau do pódio em que já estavam Messi, Cruyff, Van Basten e Platini.

Astro da Roma explica o não ao Milan: “Minha mãe era a chefe. Ela ainda é” – Francesco Totti ama Roma, e Roma ama Francesco Totti. Graças a Dona Fiorella.

Em no máximo 5 anos, Neymar deve passar Pelé e se tornar o maior artilheiro do Brasil – Goste você de Neymar ou não, é o que inevitavelmente acontecerá: ele superará Pelé… em número de gols pela seleção brasileira.

Finalista da Sul-Americana, Chapecoense é chamada de “o maior Verdão do Brasil” – Mesmo antes do trágico acidente aéreo, o Brasil já venerava o simpático e destemido time catarinense.

A “falha de comunicação” de um árbitro que envergonhou o futebol – Seu nome é Janny Sikazwe. Ele é de Zâmbia. Apitou Kashima Antlers x Real Madrid, a final do Mundial de Clubes. E fez o suficiente para que eu não queira mais ouvir o nome dele.

Em tempo: Um ótimo 2017 para você! Que no mundo da bola possamos ter dezenas (centenas!) de momentos mágicos que só o futebol proporciona, momentos que superem com sobras as tristezas e desgostos que também fazem parte do jogo – e da vida. 

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