Em no máximo 5 anos, Neymar deve passar Pelé e ser o maior artilheiro do Brasil

Por Luís Curro

Dentro de no máximo cinco anos Neymar ultrapassará Pelé e se tornará o maior artilheiro da história da seleção brasileira.

A projeção é de “O Mundo é uma Bola”, com base na matemática.

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Contra a Bolívia, nesta quinta (7), em Natal, pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2018, Neymar fez um gol, o primeiro da goleada por 5 a 0 que manteve o Brasil na vice-liderança do torneio, atrás apenas do Uruguai.

Foi seu 49º gol pela seleção principal, em 73 partidas. Ele ultrapassou Zico, com quem estava empatado, e agora tem à frente Romário (55 gols em 70 jogos), Ronaldo Fenômeno (62 gols em 98 jogos) e Pelé (77 gols em 91 jogos).

Neymar, que deve fechar o ano com 75 apresentações pela seleção (está suspenso contra a Venezuela mas deve enfrentar, em novembro, Argentina e Peru), está a 29 gols de chegar a 78, um a mais que Pelé.

Como o atacante do Barcelona tem uma média de 0,671 gol por partida pelo Brasil, se ele mantiver exatamente esse ritmo, precisará de mais 44 jogos para balançar as redes 29 vezes.

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Nos últimos cinco anos a seleção atuou, em média, quase 15 vezes por ano. Neymar, desde que começou a jogar pela equipe principal, em 2010, esteve em campo por ela (somente pela principal), também em média, dez vezes por ano.

Pode-se supor que o atual camisa 10 do Brasil (a camisa que Pelé vestiu e consagrou) atue por ano pela seleção, daqui em diante, em uma estimativa conservadora, nove vezes.

Em 2017, por exemplo, a Fifa reservou em seu calendário cinco datas para jogos oficiais ou amistosos entre países. Em cada Data Fifa, cada seleção costuma atuar duas vezes. Mesmo que Neymar fique fora de uma partida, terá entrado em campo em nove jogos.

Com a Copa do Mundo em 2018 (não há por que acreditar que o Brasil não estará lá) e a Copa América em 2019, esse número tende a ser um pouco superior.

Assim, em algum momento no segundo semestre de 2020 ou no primeiro semestre de 2021, Neymar passará Pelé em gols pela seleção.

Logicamente, é uma estimativa. O futebol não é uma ciência exata, e há uma série de fatores que podem acelerar ou retardar (ou até impossibilitar) esse feito.

Neymar pode deixar de defender a seleção por opção (por que não, afinal Messi quase desistiu de defender a Argentina) ou por estar machucado (contusões leves ou graves são imprevisíveis; o próprio Neymar foi vítima de uma joelhada nas costas que o afastou da semifinal da Copa de 2014).

Ele pode também ter uma (improvável) vertiginosa queda de rendimento e passar por uma (improvável) seca de gols. E ainda pode se tornar mais artilheiro do que já é (em amistosos diante de oponentes frágeis tem chance de fazer três ou quatro gols).

Tudo isso deve ser levado em conta.

Todavia, se tudo correr dentro do previsto, o prazo máximo para o recorde é este: cinco anos.

Será quando Pelé deixará de ser o principal artilheiro do Brasil em jogos contra outros países, pela seleção principal.

Esse posto será de Neymar, que um dia, ainda uma promessa, em Santos, em 2009, carregou, como um plebeu, o Rei do Futebol no colo.

Certamente não imaginava o quão longe poderia chegar: tornar-se o maior artilheiro da seleção, aos 29 anos.

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Só não será, jamais, maior que Pelé. Aos 29 anos, o Atleta do Século 20 (autor de quase 1.300 gols na carreira, façanha que Neymar não atingirá), já tinha três Copas do Mundo no currículo.

Neymar, com a mesma idade, terá ganhado no máximo uma Copa.

Em tempo: É relevante expor as médias de gols dos principais artilheiros do Brasil, na comparação com Neymar. O único supercraque da atualidade no futebol brasileiro tem no momento 0,67 gol por partida pela seleção principal. Está bem atrás de Pelé (0,85) e de Romário (0,79), mas à frente de Ronaldo (0,63). Zico, a quem Neymar acaba de superar em número absoluto de gols, registrou 0,68.