Time de futebol feminino terá estádio próprio nos EUA
As mulheres têm ganhado, dia a dia, mais espaço e reconhecimento no futebol em algumas partes do mundo.
Campeonatos passaram a ser mais valorizados, tanto pelos cartolas como por mídia e público, os salários começaram a ser melhores, assim como as condições estruturais para a prática do esporte.
A Copa do Mundo feminina já é um evento famoso, que desperta interesse elevado em quem gosta de futebol –outras competições ainda precisam de mais popularidade, que talvez possa ser alcançada via marketing.
Um dos avanços mais significativos para o futebol jogado por elas, que mostra o quanto ele é valorizado em determinada praça, ocorreu nesta semana, nos EUA.
Franquia com apenas dez meses de existência, o Kansas City NWSL, integrante da National Women’s Soccer League (a divisão de elite do futebol feminino nos EUA), anunciou que erguerá uma arena destinada exclusivamente às atividades da equipe.
De acordo com os proprietários do time, os empresários Angie Long, Chris Long e Brittany Matthews, os recursos para a construção do estádio, cujo nome ainda será revelado, virão da iniciativa privada.
O custo estimado do projeto é de US$ 70 milhões (R$ 395 milhões). A arena ficará na região de Berkley Riverfront, próxima ao rio Missouri.
“Como um fã de esportes e pai, estou muito orgulhoso de que Kansas City fará história ao ter uma instalação de nível mundial dedicada às mulheres esportistas e que o projeto será uma peça central de nossa bela reconstrução à beira do rio”, disse Quinton Lucas, prefeito de Kansas City.
“Acreditamos que esse investimento e compromisso significativos moldarão um futuro mais forte para toda a nossa região e nossos atletas”, declarou Chris Long, que é casado com Angie.

Pelo que se tem conhecimento, a confecção de uma arena para utilização exclusiva de uma equipe de mulheres é inédita, o que faz de Kansas City uma candidata fortíssima a se tornar a capital do futebol feminino nos EUA.
No Brasil, Manaus e Araraquara já detiveram esse status.
Em 2017, reportagem do El País trouxe o título “Manaus, a capital do futebol feminino no Brasil.
O texto relatou que o Iranduba, clube sediado na região metropolitana da capital amazonense, levou 25.371 torcedores a uma partida contra o Santos, pelas semifinais do Campeonato Brasileiro, na Arena da Amazônia, então recorde de público na história da competição.
Em 2019, foi a vez do município do interior paulista se tornar o centro das atenções.
A Ferroviária faturou o Brasileiro, sendo o primeiro clube duas vezes campeão do principal torneio nacional, e ainda teve performances destacadas das suas jovens futebolistas.
“Além do sucesso do time profissional, o time araraquarense também revela talentos com suas categorias de base, além de aproveitar meninas surgidas nas Escolinhas de Esportes do município”, escreveu o jornal local O Imparcial.
O Kansas City NWSL joga como mandante, atualmente, no Legends Field, que é também a casa do time masculino de beisebol Kansas City Monarchs.
Desse modo, a arena precisa ser adaptada constantemente às dimensões e características de cada um dos esportes.
Além do estádio, que deve ficar pronto em 2024, o Kansas City NWSL contará com um novo centro de treinamento, a ser construído a um custo de US$ 15 milhões (R$ 85 milhões) na cidade de Riverside, a cerca de 10 km de distância.
O time, na expectativa de montar uma grande estrutura, tem a mesma expectativa no que concerne ao desempenho esportivo, ruim até agora.
Em sua temporada de estreia, ocupa a décima e última colocação no campeonato da NWSL, com três vitórias, sete empates e 13 derrotas, e não tem chance de se classificar para a fase decisiva.
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