Exclusão de time por coronavírus marca reinício do futebol nos EUA
A volta do futebol nos EUA, nesta quarta (8), sofreu uma perda devido, como era possível esperar, à pandemia de coronavírus.
Planejado com os 26 times da Major League Soccer, a principal liga de futebol dos Estados Unidos, o MLS Is Back Tournament, que marca a retomada das atividades futebolísticas profissionais (entre os homens) desde a interrupção em março, teve a baixa do FC Dallas.
O motivo: dez jogadores e um membro da comissão técnica testaram positivo para Covid-19.
O MLS Is Back Tournament será realizado até o dia 11 de agosto, no complexo esportivo da ESPN, que fica no Walt Disney World Resort, em Orlando, na Flórida. Os jogos da fase inicial serão válidos pelo campeonato da MLS, tendo os pontos computados na tabela de classificação.
Os membros do FC Dallas tiveram diagnóstico de coronavírus em testes feitos depois da chegada da delegação ao Orlando, na semana passada. Imediatamente todos da delegação foram colocados em quarentena, nos respectivos quartos em que se hospedaram.
Há dois brasileiros no elenco: o zagueiro gaúcho Bressan, de 27 anos, ex-Grêmio, e o volante Thiago Santos, de 30 anos, ex-Palmeiras.
De acordo com o presidente do time, Dan Hunt, a maioria dos infectados está assintomática, mas alguns apresentaram dores de cabeça e febre baixa.
À luz desse quadro, o comando da MLS decidiu retirar o FC Dallas da competição, com a concordância da direção da equipe, fundada em 1995 e ainda sem um título na liga.

Inicialmente, a Flórida, estado no Sudeste dos EUA, parecia ser a região apropriada para o reinício das atividades esportivas. Porém recentemente o coronavírus avançou significativamente por lá, e o nível de preocupação sanitária aumentou.
Contribuiu para o aumento no número de casos de infectados a adesão inconsistente da população a práticas de prevenção, como o uso corriqueiro de máscaras e a prática do distanciamento social.
Com o elevado risco de contágio, nem todos os jogadores estão de acordo com o recomeço do futebol.
Um deles é o inglês Bradley Wright-Phillips, de 35 anos, artilheiro da MLS em 2014 e em 2016, quando atuava pelo New York Red Bulls.
“Nos trouxeram [557 jogadores] para um lugar que é como se fosse uma bolha, onde você tem que ficar no seu quarto, longe da sua família por um longo período de tempo”, disse o atacante, hoje no Los Angeles FC, ao podcast The Sports Bubble. “O dinheiro fala mais alto, meu amigo.”
O torneio MLS Is Back é uma tentativa de retomar o esporte nos EUA. O futebol é um dos primeiros a ser reiniciado. A NBA agendou uma competição, também na Flórida, para o final deste mês.
O campeonato da MLS, que conta com 23 times dos EUA e três do Canadá, foi paralisado na segunda semana de março, depois de apenas duas rodadas realizadas.
Os EUA são, com folga, o país com o maior número de casos de Covid (mais de 3,1 milhão, sendo 223,7 mil na Flórida) e de mortes decorrentes da doença (pouco mais de 134 mil).
No Brasil, que está em segundo lugar no ranking, até esta terça (7) havia 1.674.655 pessoas contaminadas e 66.868 óbitos, conforme levantamento do consórcio de imprensa que monitora os números.
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