Fã constrói ‘estádio’ na montanha e o batiza de Leo Messi
Já que o Barcelona não faz, um fã fez.
Lionel Messi, o melhor jogador da história do time espanhol, merecia que o clube rebatizasse o nome do estádio em homenagem a ele. O Camp Nou deveria passar a se chamar Leo Messi.
Não houve movimento nessa direção e, além disso, a imagem do atacante, maior artilheiro do Barça, foi retirada do painel que ilustra a parte externa do Camp Nou depois do desligamento do argentino.
Messi se transferiu para o Paris Saint-Germain no começo do mês depois de o clube catalão ter mostrado desinteresse em renovar seu contrato.
Não imagino maior ingratidão, em se tratando de quem se trata. Messi, por sinal, deve fazer sua estreia pela equipe de Paris nesse domingo (29), quando o PSG visitará o Reims.
Já que o Barcelona optou por não eternizar Messi em sua arena, um fã do seis vezes melhor jogador do mundo agiu nesse sentido.
Na cidade de Mendoza, distante 1.100 km de Buenos Aires e 750 km de Rosario (onde nasceu Messi), Francisco Javier Guardiola –sem parentesco com o treinador do Manchester City– inaugurou o Estádio Leo Messi.
Que está longe de ser um estádio em seu significado estrito e conhecido.
É um campo de terra (não há sinal de um tufo de grama).
Suas dimensões são reduzidas (uns 15 metros de comprimento por 10 metros de largura), assim como as traves, que não se encontram alinhadas uma em relação à outra.
Não existem linhas demarcatórias (na metade do campo, na área, na linha lateral, na linha de fundo etc.) –houve uma tentativa, fracassada, perto de um dos gols.
Fica em uma área de planalto, com morros ao redor. Não tem iluminação artificial.
Nada de arquibancadas. Nada de placar. Nada de glamour.
É um evidente disparate, aliás, empregar a palavra estádio para se referir ao desarmônico, mesmo que simpático, espaço, que lembra um campo de futebol de várzea.
Todavia lá está a placa identificadora, para quem quiser ver, não deixando margem para questionamentos, com a inscrição em azul, em um fundo branco (as cores da bandeira da Argentina): “Estádio Leo Messi”.

Quem divulgou a existência dele, via rede social, foi a filha de Francisco, Maca, que postou uma mensagem para o ídolo: “Meu velho fez um estádio no meio das montanhas e pôs o nome de Estadio Leo Messi. Preciso que o veja, é o sonho de meu velho”.
“É um pequeno tributo a alguém que nos deu tanta alegria. Ele é parte de nossa história, não somente no futebol mas na arte”, disse o idealizador do “estádio” ao periódico Olé. “Era um segredo, mas minha filha o difundiu pelo mundo.”
É improvável que o hoje camisa 30 do PSG um dia jogue lá, mas, pelo gesto ardoroso desse fã, poderia, além de “curtir” a foto na página de Maca, fazer uma visita ao local, nas próximas férias na Argentina.
Coisa de dez minutos. Uma volta pelo campinho, umas embaixadinhas, uma fotografia com Francisco –que seria colocada ao lado da placa que identifica o estádio.
Seria uma atitude simples, porém eminente, de Messi, em agradecimento a quem tanto preza por ele e que ensina ao gigante Barcelona como tratar dignamente personagem de tal magnitude.