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Vitória na Champions faz técnico do Chelsea pirar na comemoração

O futebol, como a vida, dá muitas voltas. E às vezes uma dessas voltas pode ocorrer bem rapidamente, configurando-se em uma reviravolta.

Thomas Tuchel é um exemplo disso.

O treinador alemão, nove meses atrás, conhecia o amargor de ser derrotado na decisão da Champions League.

O seu Paris Saint-Germain, com Neymar à frente, falhou na decisão diante do Bayern, em Lisboa, e ficou com o vice-campeonato.

Muitos afirmam que o segundo colocado é o primeiro dos últimos, um evidente exagero, por mais que a sensação da derrota em uma final seja péssima.

Tuchel sentiu o baque. Tentou prosseguir no comando do PSG, porém a diretoria optou por trocá-lo no final do ano passado por Mauricio Pochettino.

O alemão não ficou, contudo, muito tempo desempregado.

No fim de janeiro, desembarcou em Londres para substituir no Chelsea Frank Lampard, um dos maiores ídolos da história do clube, mas que não conseguia fazer o time ser convincente. A instabilidade era constante.

Tuchel, em pouco tempo, estabilizou a equipe. Como? Não deve ser só isso, porém, taticamente, o Chelsea passou a atuar com três zagueiros, e não mais dois. Funcionou rápido, e bem demais.

O resultado saltou aos olhos. Catorze jogos de invencibilidade, com dez vitórias e quatro empates, e somente dois gols sofridos.

Depois, vieram mais 16 partidas, incluindo a deste sábado (29), e a defesa, com exceção de uma pane diante do West Brom (derrota por 5 a 2), manteve-se sólida, não sendo vazada em sete delas e levando mais que um gol em apenas uma (2 a 1 para o Aston Villa).

Foi amparado nessa solidez que Tuchel regressou a Portugal, desta vez na cidade do Porto, para, em nova decisão da Champions League, e de novo como azarão, ver seus atletas impedirem o fortíssimo ataque do Manchester City de marcar.

Nos 52 jogos anteriores, todos na temporada 2020/21, o superofensivo Man City de Pep Guardiola só passara em branco em quatro.

O feito do Chelsea, que ganhou por 1 a 0, gol do jovem talento Havertz, alemão como o chefe, fez Tuchel, geralmente comedido, comemorar de forma efusiva e intensa.

No vestiário do estádio do Dragão, na celebração dos Blues (Azuis), ele “incorporou” um piloto de F1 ao estourar um champanhe no pódio depois de ganhar uma corrida.

Isso feito, avançou em disparada para juntar-se ao bolo de jogadores, espirrando a bebida doce neles e ao mesmo tempo rodopiando e saltitando, ensandecido de alegria, para delírio, em especial, de Anjorin (número 55), James (24) e Mount (19).

Descomportado, ensandecido, Tuchel até tirou os tênis, entregando-os aos jogadores, que os ergueram como troféus –o não menos animado Giroud até deu com um deles, de leve, na cabeça do técnico.

Tuchel teve aos 47 anos seu momento de maior júbilo na carreira iniciada em meados dos anos 2000.

E, por 22 segundos, deu uma pirada. Extravasou em cada um deles, sem medo, sem freio, sem vergonha.

Uma cena deliciosa, lúdica, que fica para a história dos campeões de 2021 da Champions League.

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