Vantagem de times argentinos sobre brasileiros em finais é grande
Na final da Libertadores, time por time, vejo o do Flamengo como superior ao do River Plate (no elenco, na técnica, na tática e no momento por que passa) e palpito que a equipe carioca triunfará neste sábado (23) no estádio Monumental de Lima, no Peru, na primeira decisão da competição em jogo único.
A estatística, contudo, joga contra o Flamengo e será uma adversária ferrenha dos rubro-negros.
Historicamente, em finais de campeonatos, os clubes argentinos dão uma sova nos brasileiros: 19 a 11.
Houve duelos entre times dos países em decisões de cinco competições: Libertadores (14 vezes), Supercopa Sul-Americana (6), Copa Sul-Americana (5), Copa Conmebol (4) e Copa Mercosul (1).
E os argentinos não ficam atrás dos brasileiros em nenhuma delas – Supercopa (1988-1997), Copa Conmebol (1992-1999) e Copa Mercosul (1998-2001) já estão extintas.
- Libertadores: 9 a 5
- Copa Sul-Americana: 3 a 2
- Supercopa Sul-Americana: 4 a 2
- Copa Conmebol: 2 a 2
- Copa Mercosul: 1 a 0
Na Libertadores, só suplantaram os argentinos o Santos (1963, Boca Juniors), o Cruzeiro (1976, River Plate), o São Paulo (1992, Newell’s Old Boys), o Corinthians (2012, Boca Juniors) e o Grêmio (2017, Lanús).
Falta pouco para ela rolar no Monumental de @Lima2019! Amanhã é sábado, é o grande dia da final da #Libertadores! #Flamengo e #River vão disputá-la pela #GloriaEterna! pic.twitter.com/ufoRtA3YBF
— CONMEBOL Libertadores (@LibertadoresBR) 22 de novembro de 2019
Fica evidente que encarar os hermanos na decisão do principal interclubes continental é um péssimo negócio, especialmente quando é feita a comparação com as 15 finais entre um brasileiro e um time de outro país que não seja a Argentina.
Nessas decisões, foram 11 vitórias brasucas. Só não ganharam o Palmeiras (1961, Peñarol, do Uruguai), o Internacional (1980, Nacional, do Uruguai), o São Caetano (2002, Olimpia, do Paraguai) e o Fluminense (2008, LDU, do Equador).
O Flamengo chegou a uma única final de Libertadores, em 1981, e seu oponente não foi uma equipe argentina. Diante dos chilenos do Cobreloa, Zico e companhia ergueram a taça após três partidas (vitória no Rio, derrota em Santiago e vitória em Montevidéu).
Por outras competições, o time da Gávea enfrentou argentinos na final em três ocasiões, e amargou o vice-campeonato em todas. Duas vezes para o Independiente (Supercopa-1995 e Copa Sul-Americana-2017) e uma para o San Lorenzo (Copa Mercosul-2001).

Em tempo: Se em decisões entre clubes o Brasil tem desvantagem para a Argentina, nas finais entre seleções o quadro se inverte. São 14 triunfos dos brasileiros e cinco dos argentinos com os selecionados principais. Eis os placares: 11 a 4 no Superclássico (antiga Copa Roca), 2 a 1 na Copa América e 1 a 0 na Copa das Confederações.