Final olímpica será vista como chance de revanche para o Brasil
Quis o destino que o futebol do Brasil reencontrasse a Alemanha, depois do fatídico 7 a 1 na semifinal da Copa do Mundo de 2014, em uma partida decisiva.
A seleção de Neymar e companhia, depois de atropelar Honduras na semifinal da Olimpíada do Rio (6 a 0), jogará a final no Maracanã, às 17h30 deste sábado (20), contra os alemães, que passaram pelos nigerianos (2 a 0).
É mais uma chance de tornar realidade o sonho do ouro olímpico, o único título relevante que o futebol brasileiro não tem. São três pratas (Los Angeles-1984, Seul-1988 e Londres-2012) e dois bronzes (Atlanta-1996 e Pequim-2008).
A Alemanha, em Jogos Olímpicos, tem um ouro e dois bronzes. Obteve o topo do pódio em 1976, em Montréal, dividida – a metade oriental triunfou. Os bronzes vieram em Tóquio-1964 e em Seul-1988 – na Coreia do Sul, o time que ganhou foi o da metade ocidental.
A final olímpica no Rio, por ser o primeiro Brasil x Alemanha após a pior derrota da história da seleção canarinho, ganha então ares de revanche para os brasileiros. É impossível olhar esse duelo sem esse ingrediente.
Mesmo a situação sendo completamente distinta (Copa do Mundo é Copa do Mundo, Olimpíada é Olimpíada, e na Rio-2016 não são os times principais que jogam, mas os sub-23 com alguns reforços), a palavra “vingança” estará na cabeça e na boca da maioria dos brasileiros.
Uma vitória dará esse gostinho, sem dúvida. Se for por larga margem de gols, o gostinho virará um “gostão”.
Mas é preciso deixar bem claro: uma vingança mesmo, de verdade, contra a Alemanha será concretizada somente com uma vitória, e por goleada, em um mata-mata de Copa do Mundo.
Por ora, o que há na agenda é a final olímpica. Que tem tudo para ser emocionante. Uma possível vitória deverá ser comemorada efusivamente não por ser contra a Alemanha, mas por significar uma conquista inédita e histórica.
Em tempo: Na primeira versão do texto, houve o esquecimento do ouro da Alemanha Oriental em Montréal-1976. Agradeço aos atentos leitores que fizeram o alerta. A correção foi feita.