Neymar sente o cheiro de medo em você, afirma beque da seleção alemã
É possível um atacante perceber quando um zagueiro está com medo de duelar com ele?
Para o zagueiro alemão Jérôme Boateng, de 27 anos, campeão do mundo no Brasil, em 2014, a depender de quem é o atacante, não há dúvida de que sim.
Mais que isso, o supercraque tem faro para isso.

“(Cristiano) Ronaldo, Messi, Suárez, Neymar, eles podem sentir no ar se você está com medo de enfrentá-los. E então eles destroem você”, afirmou Boateng em depoimento ao “The Player’s Tribune”, site em que atletas de diversos esportes apresentam suas experiências, dão ideias e emitem opiniões.
“Você não pode ser preguiçoso nem ser pego de surpresa, pois eles vão te superar e fazer o gol. Eles são bons demais para que você se permita o mínimo erro”, prosseguiu ele.
Para Boateng, de 1, 92 m e 90 kg, considerado um dos melhores do mundo em sua posição, o segredo para ganhar o duelo com o astro do Real Madrid ou com um dos expoentes do trio MSN, do Barcelona, é, mais que velocidade e técnica, ter confiança. “Você tem que se impor.”
Na teoria, parece fácil.
Mas o próprio Boateng foi, no ano passado, vítima de um dos dribles mais desconcertantes já dados por Messi. Na semifinal da Champions League, o argentino o humilhou no Camp Nou, em Barcelona, com um drible que o fez desabar na área.

Sobre Neymar, Messi, Suárez e Cristiano Ronaldo sentirem o medo dos adversários através do olfato, conforme confabula Boateng, eu já ouvi dizer que cachorros percebem quando alguém está apavorado.
Não sei se é verdade. Li que uma especialista disse que não é o cheiro, mas a atitude da pessoa que torna o cão hostil.
Em seres humanos, o máximo que descobri foi um estudo da universidade americana Stony Brook, publicado há alguns anos pela revista britânica “New Scientist”, segundo o qual, sim, é possível sentir “cheiro de medo”.
Nessa pesquisa, pessoas cheiraram, aleatoriamente e sem saber a razão do experimento, o odor de lenços que continham suor de outras pessoas, colhido em situação de risco, e o de lenços com suor “comum”. E o cérebro delas teve maior atividade quando sentiram o cheiro do “suor de medo”.
Independentemente disso, a quadra de craques citada bem sabe não ser preciso recorrer às fossas nasais para saber o que pensa o rival a marcar cada um deles.
Medo pode ser eufemismo.
Em tempo: Boateng teve uma lesão séria, a ruptura de um músculo na virilha, que o mantém afastado dos gramados desde o final de janeiro. Seu retorno para esta temporada é incerto.