Finalíssima, o novo duelo do futebol: do que se trata, quando é, quem joga
Um novo duelo no futebol, que promete ser bastante atrativo, passará a existir a partir de 2022.
Uefa e Conmebol, as entidades que comandam o esporte na Europa e na América do Sul respectivamente, chegaram a um acordo para organizar uma espécie de Copa Intercontinental, só que não entre clubes, mas de seleções.
Chamada popularmente no Brasil de Mundial interclubes, a Copa Intercontinental confrontou de 1960 a 2004 o campeão europeu e o campeão sul-americano.
O Santos de Pelé (em 1962 e 1963), o São Paulo de Telê Santana (em 1992 e 1993), o Flamengo de Zico (em 1981) e o Grêmio de Renato Gaúcho (em 1983) foram os brasileiros campeões dela.
Em junho do ano que vem, se enfrentarão os atuais vencedores da Eurocopa (Itália) e da Copa América (Argentina), em partida única.
O nome do confronto, ainda a ser confirmado, é “Finalíssima”. Um nome de impacto e fácil de fixar.
O local mais provável é Nápoles, no sul da Itália, notadamente pela identificação do craque argentino Diego Maradona (1960-2020) com a cidade. “El Diez” defendeu o Napoli de 1984 a 1991. A partida seria um tributo ao campeão mundial em 1986.
A criação da Finalíssima faz parte de um movimento pelo qual os entes esportivos envolvidos pretendem estreitar seus laços.
“A organização desse encontro faz parte da expansão da cooperação entre Uefa e Conmebol, incluindo o futebol feminino, o futsal, as categorias de base, o intercâmbio de árbitros, bem como programas de treinamentos técnicos”, descreveu a Uefa em comunicado.
Um escritório será instalado em Londres, a capital inglesa, para a coordenação de projetos de comum interesse de ambas.
O texto da Uefa informa que a Finalíssima terá pelo menos três edições.
Além da prevista para 2022, as outras ocorrerão possivelmente em anos subsequentes à realização das Eurocopas e Copas América.
O próximo Europeu de seleções será em junho de 2024, na Alemanha. Nesse mesmo ano e mês, o Equador deverá abrigar o Sul-Americano.
Será o primeiro jogo oficial entre italianos e argentinos desde a semifinal da Copa do Mundo de 1990.
Naquele 3 de julho no estádio San Paolo, em Nápoles, Maradona e companhia, depois de empate por 1 a 1, triunfaram por 4 a 3 nos pênaltis, sendo o goleiro Goycochea o herói patagão.
#VemCopa | 1990: Goycochea defende o pênalti final de Serena, e a #Argentina elimina a anfitriã #Itália para chegar à final. #Copa2018 pic.twitter.com/PDoebiOggK
— Futebol Marketing (@FutebolMkt) June 5, 2018
O hiato de mais de três décadas sem duelos por competição veio depois de um período em que Itália e Argentina duelaram seguidamente em Copas do Mundo: cinco edições seguidas.
Na Alemanha Ocidental, em 1974, 1 a 1. Na Argentina, em 1978, Itália 1 a 0. Na Espanha, em 1982, Itália 2 a 1. No México, em 1986, 1 a 1. E em 1990, na Itália, 1 a 1 e a decisão nas penalidades máximas.