Massacre sofrido por Messi supera o maior imposto a Pelé
A acachapante derrota por 8 a 2 do Barcelona para o Bayern de Munique nesta sexta (14), em Lisboa, que eliminou a equipe espanhola da Liga dos Campeões da Europa, significou a mais elástica que Messi teve em sua carreira.
De tão violento, o massacre imposto ao craque argentino superou o pior sofrido por Pelé, o melhor futebolista de todos os tempos (na minha opinião).
Devem ser bem poucos os que sabem, ou que se lembram, que o Rei do Futebol saiu uma vez de campo com um 8 a 3, para o adversário, nas costas.
A partida em que Pelé e companhia levaram essa goleada não foi, contudo, oficial. Nem pelo Santos, nem pelo Cosmos, nem pela seleção brasileira.
O 8 a 3 ocorreu em um jogo festivo, no dia 26 de março de 1975, em Bruxelas, a capital da Bélgica.
Pelé se despedira da equipe da Vila Belmiro em outubro de 1974 e faria sua estreia pelo time de Nova York em junho do ano seguinte.
Nesse ínterim, ele participou de um amistoso contra o Anderlecht, que celebrava a despedida do clube do atacante Paul van Himst, uma das lendas do futebol belga.
Pelé, que não balançou as redes nessa partida, era o principal astro do All Stars, que contava também com o holandês Cruyff, com o moçambicano-português Eusébio, com o ítalo-brasileiro Mazzola e com o brasileiro Paulo Cézar Caju.
Quando estava 1 a 0 para o Anderlecht, aos 10 minutos do primeiro tempo, houve um pênalti para a seleção de astros, mas Pelé falhou, mesmo fazendo sua famosa paradinha. O goleiro Ruiter defendeu –ele pegaria mais um pênalti, batido por Eusébio.
Mazzola fez dois gols para os visitantes, Paulo Cézar, que entrou no decorrer da partida, um, mas esses três tentos não chegaram à metade dos assinalados pelo rolo compressor belga liderado por Van Himst.

Defendendo o Santos, o mais famoso de todos os camisas 10 chegou a perder de 6 a 2, para o São Paulo (em 1957), para o chileno Colo-Colo (em 1959) e para o Cruzeiro (em 1966).
Messi, cuja pior derrota antes desse 8 a 2 nas quartas de final da Champions League tinha sido o 6 a 1 da Bolívia na Argentina em 2009, fica agora bem atrás dos piores reveses de Diego Maradona, com quem disputa o posto de melhor da história da Argentina, e de Cristiano Ronaldo, seu rival pelo título de melhor do planeta nos últimos 13 anos.
Maradona amargou um 5 a 0 quando atuava pelo Sevilla, ante o Real Madrid, em 1993, e o CR7 deixou o campo com o mesmo placar em 2010, atuando pelo Real Madrid contra o Barcelona de Messi, que deu duas assistências nessa partida.
*
Em tempo 1: Neymar, que continua vivo com o Paris Saint-Germain na Liga dos Campeões, tem como pior revés um 4 a 0, pelo Barcelona, diante do seu atual clube, em 2017, ida das oitavas de final da Champions, mata-mata ao qual o Barça, com Messi, sobreviveu ao ganhar o jogo de volta por 6 a 1.
Em tempo 2: O 8 a 2 não foi a derrota por maior diferença de gols do Barcelona em seus 120 anos de vida. Em 1940, a equipe levou de 11 a 1 do Sevilla, de virada, no Campeonato Espanhol.