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Em apenas 5 meses, Jesus chega ao auge em carreira de quase 30 anos

O português Jorge Jesus comandou seu primeiro treino no Flamengo no dia 20 de junho.

Chegou para ocupar a vaga de Abel Braga, que se desentendeu com a diretoria e pediu demissão mesmo depois de ter ganhado o Estadual do Rio.

Se Jesus fez bem para o Flamengo – são 26 jogos de invencibilidade, desde o dia 10 de agosto –, o time retribuiu dando ao treinador de 65 anos sua mais importante conquista: a Libertadores de 2019. E em uma virada histórica, 2 a 1 sobre o River Plate em Lima (Peru).

Meio-campista medíocre, nascido em Amadora, na Grande Lisboa, Jesus iniciou a carreira de técnico em 1990, perambulando sempre por equipes pequenas e médias de Portugal.

Demorou quase 20 temporadas para chegar a um grande clube, o Benfica, em 2009.

E lá enfim fez seu nome, amealhando até 2015, quando se transferiu para o rival lisboeta Sporting, três Campeonatos Portugueses, uma Taça de Portugal e cinco Taças da Liga Portuguesa.

Ainda chegou a duas finais da Liga Europa (2013 e 2014), o segundo torneio em importância no velho continente, caindo em ambas (Chelsea e Sevilla).

No Sporting, que foi seu primeiro clube como jogador profissional (nos anos 1970), não teve o mesmo êxito, faturando somente a Taça da Liga, a terceira competição em importância no país.

Antes de desembarcar na Gávea, Jesus teve uma passagem pelo Al Hilal, da Arábia Saudita, onde ganhou a Supercopa do país do Oriente Médio.

Assim, o título da Libertadores é, com folga, o auge na carreira do português, que na Champions League avançou no máximo até as quartas de final.

Jesus torna-se o segundo técnico europeu a vencer o mais relevante e tradicional interclubes das Américas. O primeiro foi o iugoslavo Mirko Jozic, 28 anos atrás.

Passa também a figurar em uma seleta galeria, que cabe nos dedos de uma mão, a dos treinadores estrangeiros a erguer o troféu da competição à frente de uma equipe que não seja de seu país natal.

Em 60 edições de Libertadores, apenas quatro homens, antes de Jesus, registraram a façanha: o uruguaio Luis Cubilla (em 1979 e em 1990, com o paraguaio Olimpia), Jozic (em 1991, com o chileno Colo-Colo) e os argentinos Nery Pumpido (em 2002, com o Olimpia) e Edgardo “Patón” Bauza (em 2008, com a equatoriana LDU).

Em tempo 1: O argentino Carlos Bianchi é o técnico mais vitorioso na Libertadores. São quatro títulos: um com o Vélez Sarsfield (1994) e três com o Boca Juniors (2000, 2001 e 2003).

Em tempo 2: Catorze treinadores brasileiros ganharam a Libertadores, quatro deles duas vezes; Lula (Santos, 1962 e 1963), Telê Santana (São Paulo, 1992 e 1993), Luiz Felipe Scolari (Grêmio, 1995, e Palmeiras, 1999), e Paulo Autuori (Cruzeiro, 1997, e São Paulo, 2005). Também triunfaram Zezé Moreira (Cruzeiro-1976), Carpegiani (Flamengo-1981), Valdir Espinosa (Grêmio-1983), Antônio Lopes (Vasco-1998), Abel Braga (Internacional-2006), Celso Roth (Internacional-2010), Muricy Ramalho (Santos-2011), Tite (Corinthians-2012), Cuca (Atlético-MG-2013) e Renato Gaúcho (Grêmio-2017). 

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