Norueguesa se torna a maior goleadora da Champions feminina

Com uma média superior a um gol por partida, a norueguesa Ada Hegerberg tornou-se nesta quarta (30) a maior artilheira da história da versão feminina da Liga dos Campeões da Europa.

A jogadora de 24 anos marcou dois gols na goleada por 7 a 0 do Lyon sobre o Fortuna Hjorring, da Dinamarca, no jogo de volta das oitavas de final – a equipe francesa é a atual tetracampeã da competição.

Ada acumula agora 53 gols em 50 partidas, média de 1,06 por jogo, e deixou para trás a alemã Anja Mittag, dez anos mais velha que ela, que soma 51 e atualmente defende o Leipzig.

Outra alemã, Conny Pohlers, já aposentada, marcou 48 gols. A brasileira Marta, de 33 anos, e a francesa Eugénie Le Sommer (de 30 anos e companheira de Ada no Lyon), ambas com 46 gols, completam o top 5.

A tremenda competência de Ada para estufar as redes pode ser medida em uma comparação com Cristiano Ronaldo e com Messi, os dois principais goleadores da Champions League masculina.

O português anotou 127 gols em 165 partidas (0,77 por jogo), e o argentino, 113 gols em 138 partidas (0,82 por jogo). Ou seja, na média, a norueguesa supera os dois supercraques – e também “imortais” como Puskás (0,85) e Di Stéfano (0,84).

Quem mais se aproxima da excepcional média de um gol por jogo na Liga dos Campeões disputada pelos homens é o alemão Gerd Müller (0,97), hoje um septuagenário.

Em 2018, Ada Hegerberg foi a vencedora da primeira Bola de Ouro feminina, entregue à melhor jogadora do mundo pela revista France Football.

No evento de gala, houve uma saia justa, quando o mestre de cerimônias, o DJ Martin Solveig, perguntou a Ada se ela não gostaria de dar uns passos de twerk, uma dança com requebradas do quadril.

Ela retrucou imediatamente, lacônica: “Não”. O ato do francês, que depois se desculpou, foi considerado sexista.

Além de excelente jogadora, a camisa 14 do Lyon é também uma defensora ferrenha da igualdade de gênero.

Faz mais de dois anos que ela se recusa a atuar pela seleção da Noruega por considerar que há disparidade considerável no tratamento oferecido para os homens e para as mulheres pela federação de futebol do país nórdico.

Esse posicionamento fez com que ela ficasse de fora da Copa do Mundo deste ano, na França, vencida pelos EUA e na qual a Noruega caiu nas quartas de final.