Elkeson mira Copa pela China; veja brasileiros que jogaram o Mundial por outro país

O atacante Elkeson é um dos grandes nomes do futebol da China.

Ex-Vitória e ex-Botafogo, o jogador de 30 anos (maranhense de Coelho Neto), que está no país asiático desde 2013, tornou-se neste mês o maior goleador da história da Super Liga (o Campeonato Chinês), com 103 gols.

Ele defende o Guangzhou Evergrande, um dos principais times chineses – venceu de 2011 a 2017, sendo o recordista de títulos –, para o qual retornou em julho, com a atual temporada em andamento.

Elkeson atuou no Guangzhou de 2013 a 2015 e depois pelo Shangai SIPG, de 2016 até este ano, ajudando-o a ganhar a Super Liga de 2018.

Seu desempenho consistente e o aguçado faro de gol – na Super Liga, foi o artilheiro em 2013 e 2014, esteve entre os principais goleadores em 2016 e 2017 e já marcou 15 gols em 22 jogos em 2019 – lhe renderam nesta semana a convocação para defender a China.

Caso o provável aconteça e Elkeson entre em campo nas eliminatórias asiáticas para o Mundial de 2022, que começam para a China no dia 10 de setembro, ele se tornará o primeiro atleta sem ascendência chinesa a atuar pela seleção do país, comandada pelo italiano Marcello Lippi – campeão com a Itália na Copa de 2006.

Elkeson, que nunca esteve nos planos de Dunga ou de Tite, os mais recentes técnicos da seleção brasileira, terá assim a oportunidade de tentar disputar uma Copa do Mundo – no caso, a daqui a três anos, no Qatar.

Se isso acontecer, ele engordará a lista dos jogadores nascidos no Brasil a ir a um Mundial por outra nação.

São 24 até hoje, expostos a seguir.

  • Anfilogino Guarisi (Filó) – nascido em São Paulo (SP), atacante (Itália em 1934)
  • Angelo Sormani – nascido em Jaú (SP), atacante (Itália em 1962)
  • José Altafini (Mazzola) – nascido em Piracicaba (SP), atacante (Itália em 1962)
  • Alexandre Guimarães – nascido em Maceió (AL), atacante (Costa Rica em 1990)
  • Clayton – nascido em São Luís (MA), zagueiro (Tunísia em 1998 e em 2002)
  • Luis Oliveira – nascido em São Luís (MA), atacante (Bélgica em 1998)
  • Wagner Lopes – nascido em Pedregulho (SP), atacante (Japão em 1998)
  • Alex Santos – nascido em Maringá (PR), meia (Japão em 2002 e em 2006)
  • Deco – nascido em São Bernardo (SP), meia (Portugal em 2006 e em 2010)
  • Francileudo dos Santos – nascido em Zé Doca (MA), atacante (Tunísia em 2006)
  • Marcos Senna – nascido em São Paulo (SP), volante (Espanha em 2006)
  • Sinha – nascido em Itajá (RN), meia (México em 2006)
  • Pepe – nascido em Maceió (AL), zagueiro (Portugal em 2010, 2014 e 2018)
  • Benny Feilhaber – nascido no Rio de Janeiro (RJ), meia (EUA em 2010)
  • Cacau – nascido em Santo André (SP), atacante (Alemanha em 2010)
  • Liedson – nascido em Cairu (BA), atacante (Portugal em 2010)
  • Túlio Tanaka – nascido em Palmeira d’Oeste (SP), zagueiro (Japão em 2010)
  • Diego Costa – nascido em Lagarto (SE), atacante (Espanha em 2014 e em 2018)
  • Eduardo da Silva – nascido no Rio de Janeiro (RJ), atacante (Croácia em 2014)
  • Sammir – nascido em Itabuna (BA), meia (Croácia em 2014)
  • Thiago Motta – nascido em São Bernardo (SP), volante (Itália em 2014)
  • Mário Fernandes – nascido em São Caetano (SP), lateral-direito (Rússia em 2018)
  • Rodrigo – nascido no Rio de Janeiro (RJ), atacante (Espanha em 2018)
  • Thiago Cionek – nascido em Curitiba (PR), zagueiro (Polônia em 2018)

Dez paulistas, três maranhenses, três fluminenses, dois alagoanos, dois paranaenses, dois baianos, um sergipano e um potiguar.

Quatro defenderam a Itália, três a Espanha, três o Japão, três Portugal, dois a Croácia, dois a Tunísia, um a Alemanha, um a Bélgica, um os EUA, um o México, um a Polônia, um a Rússia e um a Costa Rica.

Doze atacantes, cinco meias, quatro zagueiros, dois volantes e um lateral-direito.

Diego Costa (3), Deco, Liedson, Pepe, Sinha, Cacau e Mário Fernandes (1 cada um) fizeram gol.

O centroavante Diego Costa comemora gol contra Portugal na Copa de 2018, na Rússia; ele fez três gols pela Espanha nesse Mundial (Jewel Samad – 15.jun.2018/AFP)

Elkeson teve a possibilidade de se naturalizar chinês devido ao tempo de permanência (mínimo de cinco anos) no país.

Nesse processo, ele abre mão de ser cidadão brasileiro, já que a China não aceita dupla nacionalidade. Deverá inclusive mudar de nome, passando a se chamar, conforme publicou o diário Lance!, Ai Jisen.

Em tempo: A China participou de uma única Copa do Mundo, a de 2002, sediada por Coreia do Sul e Japão. Caiu na primeira fase, com três derrotas e sem fazer nenhum gol (2 a 0 para a Costa Rica, 4 a 0 para o Brasil e 3 a 0 para a Turquia).