Quando um inesperado lapso provoca um incômodo estrago

Escrevi neste espaço dezenas e dezenas de posts. Alguns mereceram comentários de concordância de leitores; outros, de discordância.

Críticas foram feitas, em diversas frentes, e a intenção ao escrever é mesmo essa: levar o leitor a analisar o assunto, a emitir opinião, a tirar conclusões.

Este texto tem a intenção de fazer um reparo, em relação ao anterior que publiquei, intitulado “Estigmatizada no Brasil, camisa 24 é vista (e vestida) sem frescura na Europa”.

Alertado que fui por leitores, é necessário dar a mão à palmatória. E depois ir adiante, de cabeça erguida e com humildade.

Por um lapso, para o qual não tenho explicação (se tivesse, não o teria cometido), não relacionei o número 24 ao jogo do bicho. Incrível, não?, mas aconteceu.

Nesse jogo, que não é legalizado, o 24 é o veado, mamífero da família dos cervídeos associado ao homossexualismo masculino.

Ora, sendo o jogo do bicho uma prática brasileira, obviamente que jogadores que não atuam no país não relacionam o 24 ao veado.

E, obviamente, não há por que – na Europa, nos EUA, nos demais países da América Latina, na África, na Ásia, na Oceania ou em qualquer lugar que não seja o Brasil – haver alguma aversão a vestir a camisa com esse número.

A comparação perdeu o sentido, e comentários do leitorado – alguns em tom de desqualificação, outros ofensivos, com uso de termos depreciativos, e por isso não publicados – ganharam sentido.

Uma aparente boa ideia se transformou numa falha ridícula e doída.

Ninguém gosta de errar, e eu sou muito rígido comigo em relação a erros.

Ruim, pois errar faz parte da natureza humana, e ninguém está imune aos equívocos, mesmo que se cerque de todos os cuidados.

E bom, porque amplia o alerta com o qual futuros erros serão evitados.

Ficam as desculpas pelo ato falho, que para muitos significarão pouco, mas que se fazem necessárias.

Vida que segue.

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