Campeão do Brasileiro tem, desde 2009, ao menos um estrangeiro no elenco

Conquistado merecidamente pelo Palmeiras, o Campeonato Brasileiro de 2018 terminou no domingo (2).

Comandado por Luiz Felipe Scolari, o Alviverde paulista teve, entre seus campeões, três jogadores nascidos fora do Brasil que jogaram ao menos uma partida, a saber:

  • Borja (Colômbia, atacante) – 16 jogos, 3 gols
  • Gustavo Gómez (Paraguai, zagueiro) – 14 jogos, 2 gols
  • Guerra (Venezuela, volante) – 9 jogos, 1 gol

Também fez parte do elenco palmeirense, mas não entrou em campo, o zagueiro argentino Nico Freire.

Tem sido praxe o campeão do Brasileiro ter a participação de pelo menos um estrangeiro na campanha do título.

Isso acontece há dez temporadas. O último ganhador do campeonato a não ter escalado um gringo em nenhum confronto foi o São Paulo, em 2008.

Naquele ano, o equatoriano Reasco (lateral direito), que fazia parte do grupo do Tricolor paulista, foi negociado com a LDU (Equador) no primeiro terço do Brasileiro, sem ter atuado um único minuto na competição.

Contabilizei 21 forasteiros que participaram da conquista do principal campeonato nacional de 2009 a 2017. Você se lembra dos nomes deles, de suas nacionalidades e de suas posições?

Alguns são conhecidos, até renomados, como Petkovic e Conca. De outros, como Equi González e Samudio, eu nem sequer lembrava que tinham jogado no Brasil, tão inexpressivos foram.

Famosos ou não, figurantes ou não, ei-los a seguir.

O sérvio Petkovic festeja com a torcida do Flamengo, no Maracanã, o título do Brasileiro de 2009 (Antonio Scorza – 6.dez.2009/AFP)
  • Flamengo-2009 – Petkovic (Sérvia, meia), Maldonado (Chile, volante), Fierro (Chile, lateral/volante), Maxi Biancucchi (Argentina, atacante)
  • Fluminense-2010 – Conca (Argentina, meia), Valencia (Colômbia, volante), Equi González (Argentina, meia)
  • Corinthians-2011 – Ramírez (Peru, meia)
  • Fluminense-2012 – Valencia (Colômbia, volante), Lanzini (Argentina, meia-atacante)
  • Cruzeiro-2013 – Martinuccio (atacante, Argentina)
  • Cruzeiro-2014 – Marcelo Moreno (Bolívia, atacante com nacionalidade brasileira), Samudio (Paraguai, lateral esquerdo)
  • Corinthians-2015 – Romero (Paraguai, atacante)
  • Palmeiras-2016 – Mina (Colômbia, zagueiro), Lucas Barrios (Argentina, atacante com nacionalidade paraguaia), Allione (Argentina, volante/meia), Cristaldo (Argentina, atacante)
  • Corinthians-2017 – Romero (Paraguai, atacante), Balbuena (Paraguai, zagueiro), Kazim (Inglaterra, atacante com nacionalidade turca)

Em tempo 1: Dos estrangeiros que defenderam o campeão Palmeiras, agradou-me Gustavo Gómez, que anotou gol importantíssimo na vitória por 2 a 0 sobre o São Paulo, em outubro, em partida que valia a liderança do Brasileiro. Borja oscilou demais, e Guerra atuou muito pouco.

Em tempo 2: Em outros clubes, houve gringos que fizeram um Brasileiro muito bom: os beques argentinos Victor Cuesta, do Inter, e Kannemann, do Grêmio, o atacante uruguaio Nico López, do Inter (com 11 gols, o estrangeiro que mais balançou as redes), o equatoriano Cazares, do Atlético-MG, e o atacante argentino Maxi Lopez, cujos gols (sete) foram vitais para que o Vasco escapasse do rebaixamento.

Tevez cabeceia a bola em jogo contra o Goiás; atacante argentino, hoje no Boca Juniors, foi campeão brasileiro com o Corinthians em 2005 (Bruno Domingos – 4.dez.2005/Reuters)

Em tempo 3: Voltando mais no tempo, existem outros forasteiros que se destacaram em conquistas de títulos do Brasileiro. Casos do chileno Elias Figueroa (Inter, 1975 e 1976), dos uruguaios Darío Pereyra (São Paulo, 1977 e 1986) e Hugo De León (Grêmio, 1981), do paraguaio Gamarra (Corinthians, 1998 e 1999), todos zagueiros; do lateral direito paraguaio Arce (Grêmio, 1996); do meia paraguaio Romerito (Fluminense, 1984); e do atacante argentino Tevez (Corinthians, 2005).