Conheça o histórico do Palmeiras contra argentinos na Libertadores

O Palmeiras tenta a partir desta noite chegar à sua quinta final de Libertadores.

Nas quatro decisões de que participou, ganhou uma (em 1999, do colombiano Deportivo Cali) e perdeu as demais (em 1961, do uruguaio Peñarol; em 1968, do argentino Estudiantes; e em 2000, de outro argentino, o Boca Juniors).

É justamente o Boca, algoz do time alviverde também nas semifinais de 2001, o adversário de hoje. O duelo de ida é na Bombonera, em Buenos Aires, às 21h45.

Apesar desses dois doídos fracassos diante do Boca, o Palmeiras não tem um histórico desfavorável ante um adversário que é sempre muito temido.

Aliás, o retrospecto geral da equipe hoje comandada por Luiz Felipe Scolari – o mesmo treinador do título em 1999 e do vice em 2000 – contra os argentinos na Libertadores é ligeiramente positivo.

Em 19 confrontos, o primeiro em 1961 e o último neste ano, o Palmeiras ganhou oito, empatou cinco e perdeu seis.

1961 (Quartas de final)

Rival: Independiente

Ida (fora): 2 a 0

Volta (casa): 1 a 0

1968 (Final)

Rival: Estudiantes

Ida (fora): 1 a 2

Volta (casa): 3 a 1

Jogo desempate, em campo neutro (Montevidéu): 0 a 2

1994 (Fase de grupos)

Rival: Boca Juniors

Turno (casa): 6 a 1

Returno (fora): 1 a 2

Rival: Vélez Sarsfield

Turno (fora): 0 a 1

Returno (casa): 4 a 1

1999 (Semifinal)

Rival: River Plate

Ida (fora): 0 a 1

Volta (casa): 3 a 0

2000 (Final)

Rival: Boca Juniors

Ida (fora): 2 a 2

Volta (casa): 0 a 0 (derrota por 4 a 2 nos pênaltis)

2001 (Semifinal)

Rival: Boca Juniors

Ida (fora): 2 a 2

Volta (casa): 2 a 2 (derrota por 3 a 2 nos pênaltis)

O palmeirense Kleber tenta se desvencilhar da marcação de Echeverria, do Tigre, em Buenos Aires, na edição de 2013 (Enrique Marcarian – 6.mar.2013/Reuters)

2013 (Fase de grupos)

Rival: Tigre

Turno (fora): 0 a 1

Returno (casa): 2 a 0

2018 (Fase de grupos)

Rival: Boca Juniors

Turno (casa): 1 a 1

Returno (fora): 2 a 0

Felipe Melo, do Palmeiras, pressiona Abila, do Boca, na Bombonera, em um dos dois confrontos entre os clubes na fase de grupos desta Libertadores (Juan Mabromata – 25.abr.2018/AFP)

Nos confrontos com o Boca, o Palmeiras, considerando tempo normal e prorrogação, só perdeu uma vez, na fase de grupos da edição de 1994, coo visitante e por apenas um gol de diferença (2 a 1).

Nas demais sete partidas, ganhou duas – uma com histórica goleada de 6 a 1, também em 1994, em jogo no qual os ídolos Evair (duas vezes), Edílson e Roberto Carlos marcaram – e empatou cinco.

O problema é que esses quatro empates, em mata-matas em 2000 (final) e 2001 (semifinal), culminaram em derrotas alviverdes em disputas de pênaltis.

Daí, com reveses em confrontos decisivos, a constatação de o clube ser freguês do Boca.

Hoje, no papel, o Palmeiras tem mais time que o adversário, além de estar em melhor fase – lidera o Campeonato Brasileiro, enquanto o Boca está em quinto no Argentino.

Dudu, Borja, Felipe Melo (que tem de controlar os nervos) e companhia precisam, porém, fazer valer dentro das quatro linhas essa teórica superioridade.

Seria extremamente frustrante para a torcida nova derrota em mata-mata para o Boca. Pior, só se o ex-corintiano Tevez, já veterano (34 anos) e geralmente opção de banco, for o carrasco.