Messi e companhia são acusados de serem maus perdedores

O Barcelona foi surpreendido pelo Leganés, então último colocado na tabela, e perdeu a invencibilidade no Campeonato Espanhol.

Visitantes, Messi, Philippe Coutinho, Suárez, Piqué e grande elenco perderam de virada por 2 a 1 nesta quarta (26).

Em uma espécie de apagão na defesa, o Barcelona levou dois gols no começo do segundo tempo, em um intervalo de apenas 68 segundos entre cada um.

Uma zebra, o futebol tem disso, e é salutar que tenha. Não ocorreu pela primeira vez, não terá ocorrido pela última.

O que não deve ter no esporte é a falta de aceitação, de modo escancarado e desrespeitoso, na derrota.

O goleiro do Leganés, Iván “Pichu” Cuéllar, afirmou que ao término do confronto, histórico para o pequeno clube, nenhum jogador do Barça cumprimentou os atletas do seu time.

Após qualquer partida é praxe haver troca de palavras, de abraços e de camisas, ou no mínimo apertos de mão, entre vencedores e vencidos, porém dessa vez isso não foi visto.

“Quando um time que está acostumado a ganhar perde, deveria cumprimentar os jogadores rivais, lhes dizer ‘parabéns’, mas o Barcelona não fez isso”, declarou Cuéllar à rádio Cadena Ser.

“É feio isso”, concluiu o jogador de 34 anos, indicando que houve soberba do lado dos barcelonistas.

Ninguém do Barcelona rebateu as declarações do camisa 1 do Leganés.

A frustração na derrota é algo natural, ninguém fica feliz ao perder. Porém o espírito esportivo deve sempre prevalecer – mais que um ato de reconhecimento do feito do adversário, é um ato de boa educação, que serve de exemplo para o público.

Messi ao deixar o gramado do estádio em Leganés, na Grande Madri (Oscar del Pozo – 26.set.2018/AFP)

Em tempo: Messi, surpreendentemente, mostrou pela segunda vez em três dias ser mau perdedor. Na segunda (24), faltou à premiação da Fifa na qual Modric, do Real Madrid, recebeu o prêmio de melhor do mundo. Na temporada 2017/2018, o argentino foi apenas o quinto na votação, atrás do croata, do português Cristiano Ronaldo (ex-Real Madrid, hoje Juventus), do egípcio Mo Salah (Liverpool) e do francês Mbappé (Paris Saint-Germain). Cristiano Ronaldo também não compareceu à na cerimônia de gala em Londres.