Retrospectiva 2017 – Posts recomendados para ler ou reler

Luís Curro

No jornalismo, quando dezembro chega perto do fim, fazer retrospectivas dos acontecimentos dos últimos 12 meses é tão tradição como o estourar de fogos à meia-noite do dia 31.

Como este espaço aborda futebol internacional, sinto-me na obrigação de levar ao leitor um resumo dos principais fatos. E o faço com prazer.

Para que em poucos minutos quem gosta do assunto possa refrescar a memória e ter subsídios para uma boa conversa de fim de 2017/início de 2018 com quem igualmente se interessa.

Neste ano, destaco Neymar, o Real Madrid (e com ele Cristiano Ronaldo), a videoarbitragem e as eliminatórias da Copa do Mundo.

Neymar se transformou pouco antes do começo da temporada 2017/2018 no grande nome do futebol, ao menos temporariamente. Não por seus feitos em campo, mas pela troca de time.

O Paris Saint-Germain pagou € 222 milhões (R$ 882 milhões pelo câmbio atual) ao Barcelona para contratar o craque brasileiro, que, no endinheirado clube francês, tornou-se protagonista, saindo da sombra de Messi.

Conseguirá ser eleito o melhor do mundo em 2018? Dependerá de até onde o PSG chegará na Liga dos Campeões da Europa e do desempenho da seleção brasileira na Copa do Mundo da Rússia.

Na Champions League, aliás, Neymar e o PSG terão o desafio de eliminar o todo-poderoso Real Madrid no mata-mata de oitavas de final.

Um senhor desafio, já que o Real fechou um 2018 espetacular, com a conquista de cinco troféus no ano: Espanhol, Champions League, Supercopa da Espanha, Supercopa da Europa e o Mundial de Clubes – este último diante do Grêmio, neste mês.

“Em títulos, este foi o melhor dos 115 anos da nossa história”, frisou Florentino Pérez, o presidente da equipe merengue.

E se há Real Madrid, há Cristiano Ronaldo, a superestrela do clube.

O português teve mais um ano memorável. Apesar de menos goleador, tão decisivo como outrora.

Fez dois gols na final da Champions (4 a 1 na italiana Juventus) e o único gol na decisão do Mundial de Clubes. Também balançou as redes uma vez no jogo de ida da final da Supercopa da Espanha, 3 a 1 no Barcelona – expulso nessa partida, não atuou na outra, vencida pelo Real por 2 a 0.

O CR7 faturou os principais prêmios individuais em 2017: o The Best, da Fifa, e a Bola de Ouro, da revista “France Football”. Após receber o segundo troféu, sentenciou: “Sou o melhor jogador da história”.

Não é. Pelé é.

Há discussão inclusive se Cristiano Ronaldo é o melhor da atualidade. Ele, o “homem máquina”, ou Messi, o “homem mágica”?

Bom que ambos estarão na Copa do Mundo, que começa no dia 14 de junho, e na qual a Argentina de Messi, na minha análise, figura no grupo da morte. Com eles, ganha o futebol.

Quem muito provavelmente também irá à Copa, e desta vez pela primeira vez (a exemplo de Islândia e Panamá), é a videoarbitragem (VAR). A decisão sai em março.

O sistema, que objetiva diminuir a injustiça no futebol ao permitir a revisão de determinados lances por intermédio do videoteipe, é revolucionário, porém ainda suscita muita polêmica.

Mesmo com ele, nem sempre a justiça será feita. E o tempo que se leva para a reavaliação de algumas jogadas (três, quatro minutos) é simplesmente insuportável.

De todo modo, a Copa é o evento esperado para o ano que chega. O Brasil de Tite e Neymar lutará pelo hexa. A rejuvenescida Alemanha, atual campeã, pelo penta. São os maiores favoritos.

Copa que não terá a Itália, tetracampeã como a Alemanha, pois a Azzurra naufragou nas eliminatórias – assim como a Holanda, três vezes vice-campeã e terceira colocada na Copa de 2014.

Essa é uma leitura básica de 2017 no cenário internacional.

Caso o leitor queira saber mais sobre os personagens citados (sim, o VAR já virou  personagem), ou sobre outros, deixo a seguir sugestões de leitura.

Quem já leu, convido a reler. Afinal, como cantam as torcidas nos estádios, “recordar é viver”.

Neymar fala em desafio ao ir para o PSG, mas desistiu do maior ao deixar de jogar com Messi – Brasileiro abdica de de tentar destronar, atuando pelo Barcelona, o amigo argentino.

Neymar e o sangue de barata – O camisa 10 do PSG não tem poder para controlar a cabeça dos árbitros. Assim, precisa controlar a própria.

Real Madrid permanece invicto em decisões internacionais no século 21 – Doze decisões, o mesmo número de conquistas. O último revés, no ano 2000, veio pelos pés de Palermo.

Pergunta sobre o Real Madrid desconcerta Vanderlei Luxemburgo – Conheci Luxa em uma entrevista dele sobre o centenário de Corinthians x Palmeiras. E ele não gostou da abordagem feita sobre outro tema: sua passagem pelo time espanhol.

Cristiano Ronaldo é cinco vezes o melhor do mundo – O primeiro troféu foi em 2008; o último, agora. Mas todos eles foram merecidos?

Videoarbitragem anula gol marcado e marca gol anulado – Más recordações para a França em amistoso com a Espanha.

Em três atos, videoarbitragem rouba a cena em amistoso do Brasil – Em Brasil 3 x 1 Japão, o VAR perde de 2 a 1, de virada.

Itália fora da Copa do Mundo – A Squadra Azzurra perdeu da Suécia na repescagem das eliminatórias e será a única nação campeã mundial a não ir à Rússia. Com a palavra, Buffon e companhia.

Goleiro alemão confunde a bola com a marca do pênalti e quase dá vexame – Robin Zentner, do Mainz, admitiu que “a bola estava em algum outro lugar”. Não, ele não irá à Copa – não estava cotado, e não estará depois dessa lambança.

Três anos do 7 a 1: oito da seleção de Felipão estão prestigiados com Tite – Quantos do grupo eternamente estigmatizado pela terrível humilhação diante da Alemanha em 2014 têm chance de se redimir em 2018?

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Em tempo: Ótimo 2018, leitor! Oxalá com muitas horas e horas de bom futebol!