Japão garante vaga na Copa da Rússia; Coreia do Sul corre risco, e China está quase fora

Por Luís Curro

Com gols de Asano e Ideguchi, o Japão derrotou a Austrália por 2 a 0 em Saitama, nesta quinta (31), e assegurou a classificação para a Copa do Mundo de 2018.

O Japão é o quarto país a se qualificar para o Mundial russo. Além dele, já têm vaga a Rússia (por ser a anfitriã), o Brasil e o Irã.

Será a sexta vez seguida que os “samurais azuis” participarão da Copa do Mundo. Estão presentes desde a competição na França, em 1998.

Na Ásia, a seleção que há mais tempo disputa consecutivamente o Mundial é a Coreia do Sul, presente desde o México-1986.

Os sul-coreanos, porém, estão ameaçados de não se classificar desta vez. O empate sem gols com o Irã, em Seul, mesmo atuando com um jogador a mais desde os 8 minutos do segundo tempo, tirou a Coreia da zona de conforto.

Com 14 pontos, ocupa a segunda posição no Grupo A, no qual o Irã já é o campeão. A seguir vêm Síria e Uzbequistão, ambos com 12 pontos, e a China, com 9.

Falta apenas uma rodada, e os confrontos finais serão na terça (5). Jogam Irã x Síria e Uzbequistão x Coreia do Sul.

Para a Coreia ficar fora da Copa, basta a combinação vitória uzbeque e vitória síria. O cenário é crível, já que o Uzbequistão é mandante e o Irã, já classificado, pode não jogar com força total, na escalação e na determinação.

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Classificam-se para a Copa russa dois em cada um dos dois grupos, com o terceiro colocado de cada chave tendo chance via repescagem.

Quem está quase fora é a China, que recentemente tem chamado a atenção pelas milionárias contratações de jogadores pelos clubes locais – os brasileiros Oscar e Hulk estão entre elas.

Mesmo tendo vencido o Uzbequistão (1 a 0, em Wuhan, com um gol de pênalti perto do fim do jogo), a única chance de os chineses continuarem vivos é superar, como visitantes, o eliminado Qatar e torcer por vitórias de Irã (contra a Síria) e Coreia (contra o Uzbequistão).

Se tudo isso ocorrer, China, Síria e Uzbequistão terminarão empatados em pontos, e o saldo de gols definirá quem vai para a repescagem. Hoje, a China tem o pior saldo (-3). O da Síria é 1, e o do Uzbequistão, -1.

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No outro grupo, o B, o Japão garantiu o primeiro lugar (tem 20 pontos).

Arábia Saudita e Austrália, ambas com 16 pontos, disputam a segunda vaga direta para a Copa.

Os Emirados Árabes, com 13 pontos, ainda têm chance matemática de ir à repescagem, mas seu saldo de gols (-2), na comparação com o de sauditas (6) e australianos (4), torna essa possibilidade praticamente inexistente.

Em tempo: Por que a Austrália, apesar de estar geograficamente situada na Oceania, disputa o qualificatório asiático para a Copa do Mundo? Porque fez lobby para mudar de confederação, a fim de ampliar suas chances de ir à Copa do Mundo, e obteve aval da Fifa. Desde 2006, a Austrália integra a Confederação Asiática de Futebol – até então estava na da Oceania, na qual era dominante e com grande frequência aplicava humilhantes goleadas nos rivais. Enquanto a Ásia oferece 4,5 vagas para o Mundial (quatro automáticas e uma possível, via respescagem), a Oceania tem direito a 0,5 vaga (o campeão de seu qualificatório enfrenta uma seleção da Conmebol, a confederação que reúne os países da América do Sul).