Holandês do Manchester United comete gafe ao recorrer ao ‘control c, control v’

Por Luís Curro

Há algum jogador famoso (ou mesmo não famoso) que não faça uso das redes sociais hoje em dia?

Não dá para afirmar que sejam todos (muito provável que não), mas uma grande parte faz (a ampla maioria, tenho essa impressão). Entre os que atuam nos grandes clubes do planeta, então, dá para cravar 100% com boa chance de acertar.

Com qual objetivo os atletas postam? Basicamente, para aparecer para a família, para os amigos, para os fãs (também chamados de seguidores).

O jogador fechou (ou renovou) contrato com um clube ou patrocinador? Vale post. Houve elogio da mídia pela performance em determinada partida? Vale post. Uma foto sensacional (ou nem tanto) na viagem de férias? Vale post. E assim por diante.

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Geralmente eles agem por gosto e em causa própria, mas algumas vezes, não – há interesse de terceiros.

Existem os casos em que o clube orienta o contratado a postar algo que considere relevante institucionalmente para a imagem do atleta e/ou da agremiação.

É isso mesmo. Nem tudo o que o esportista publica sai da cabeça dele. Pode ser ideia do departamento de marketing ou de mídia social do clube. Ou da equipe que faz assessoria para o futebolista em questão.

Só que, no caso de o próprio jogador ser o responsável pela postagem (acredito que alguns “entregam” suas contas para serem administradas por seus estafes), é preciso um cuidado mínimo, para evitar que uma mensagem positiva incorra em uma gafe.

Cuidado esse que Daley Blind não tomou.

Quem acompanha com alguma atenção o futebol europeu, e mais especificamente o inglês, sabe quem ele é: o zagueiro-volante-lateral-esquerdo do Manchester United.

Quem só vê futebol na época de Copa do Mundo, também deve se lembrar dele. Na disputa do terceiro lugar, há três anos, fez um dos gols da Holanda (o segundo) no 3 a 0 sobre uma seleção brasileira ainda abalada pelo 7 a 1 que levou da Alemanha.

Nesta quarta (26), o jogador de 27 anos recebeu uma mensagem de um representante do setor de mídias sociais do Man United, que dizia isto: “Olá, companheiro, você pode postar essa imagem nas suas redes sociais com o seguinte texto? ‘Pronto para o próximo jogo com a nova camisa número três! Vamos lá!!’”.

Obediente, Blind assim o fez, no Instagram, onde tem 2,1 milhões de seguidores.

Só que simplesmente deu um “control c, control v”, o célebre “copiar e colar”, na mensagem recebida. Ou seja, esqueceu-se de apagar toda a introdução. Ficou lá o “Olá, companheiro, você pode postar essa imagem nas suas redes sociais com o seguinte texto?”.

A postagem de Daley Blind, com a introdução que não deveria aparecer, antes do alerta que o fez modificá-la (Reprodução/Instagram)

De acordo com o tabloide inglês “The Sun”, Blind marcou um “tremendo gol contra”. Foi, de fato, uma senhora pisada na bola!

Alguém o avisou da gafe, e a postagem foi corrigida. Só que na internet bastam poucos segundos para que se faça uma cópia de qualquer coisa que tiver sido publicada. Pronto, estrago feito: o erro já havia sido compartilhado.

Ao Manchester United e ao seu fabricante de material esportivo resta olhar o lado bom da mancada de Blind.

A desatenção dele foi bastante divulgada, e o novo uniforme (cinza claro),  bem mais notado.

Horas depois, entretanto, a roupa nova não deu sorte para os Diabos Vermelhos.

Em partida válida pela International Champions Cup, torneio amistoso de pré-temporada, o time de Manchester perdeu por 1 a 0 do Barcelona, em Landover, Maryland (EUA).

Daley Blind, do Man United, marca Nelson Semedo, do Barcelona, no duelo em Landover (EUA) pela International Champions Cup (Larry French – 26.jul.2017/Associated Press)

Neymar, que ainda não se pronunciou sobre ficar na Espanha ou ir para a França (Paris Saint-Germain), fez o gol da equipe catalã.

Em tempo 1: A gafe de Daley Blind não é inédita. Ao relatar o ocorrido, o jornal britânico “Daily Mail” mencionou dois casos similares, protagonizados por dois atacantes gradalhões, o nigeriano Anichebe, do Sunderland, e o belga Benteke, do Crystal Palace. Ao recorrer ao “control c, control v”, ambos mantiveram introduções que não deviam estar lá.

Em tempo 2: Sobre os riscos das postagens inconsequentes nas redes sociais, convido o leitor e a leitora (e Daley Blind, caso este texto chegue até ele) a ler o texto da colega de Folha Giuliana Vallone: “A educação digital é necessária hoje para evitar arrependimentos amanhã”