Diego Costa revela que fez ‘de tudo’ para voltar ao Atlético de Madri

Por Luís Curro

Um dos grandes artilheiros no futebol europeu, Diego Costa revelou que queria, e muito, ter deixado o Chelsea ao término da temporada 2015/2016 e regressado ao Atlético de Madri.

A equipe da capital da Espanha negociou o brasileiro, que tem cidadania espanhola, com o time da capital da Inglaterra na metade de 2014 por cerca de € 40 milhões (R$ 133 milhões pelo câmbio atual).

“Fiz de tudo para voltar ao Atlético, mas não deu”, disse Diego Costa em entrevista à rádio SER, de Madri. “Eu lutei, mas o Atlético não quis me esperar.”

X

O atacante de 28 anos, que nesta temporada do Campeonato Inglês marcou 17 gols em 26 partidas e tem sido essencial para que o Chelsea lidere com folga a competição, declarou que já tinha avisado o recém-chegado Antonio Conte, italiano que assumiu a prancheta dos Blues em julho passado, que não contasse com ele.

Havia rumores fortíssimos de que o Atlético ofereceria € 60 milhões ao clube londrino para contar novamente com o artilheiro, que não escondia o desejo de voltar a vestir a camisa vermelha e branca, com a qual, em 2014, sagrou-se campeão espanhol e vice da Liga dos Campeões da Europa.

O Chelsea relutava em ceder Diego Costa, cujo contrato vai até junho de 2019, porém o jogador estava determinado a forçar a saída, especialmente depois de uma temporada frustrante, de desentendimentos com o treinador José Mourinho, gols não tão frequentes e apenas a décima posição no Inglês, que deixava o time fora de competições europeias em 2016/2017.

Só que o Atlético, apesar de toda a vontade de Diego Costa, não teve essa mesma vontade – e desistiu. Preferiu contratar do Sevilla, pela metade do preço (€ 32 milhões) que poderia lhe propiciar ter o brasileiro, o francês Kevin Gameiro, de 29 anos, no fim de julho do ano passado, para formar a dupla de ataque com Griezmann.

Essa decisão foi muito frustrante para Diego Costa, que ressaltou que ainda faltava um mês para que fossem feitas contratações na janela de transferências europeia.

Com a decepção, ele afirmou que hoje não se empenharia mais tanto em regressar ao clube que, é inegável, é dono de seu coração.

Sem êxito no regresso, restou a Diego Costa, conforme suas palavras, “enfiar o rabo entre as pernas” e dizer a Conte que ficaria. Uma situação constrangedora, tanto que o jogador lembrou que o treinador nem sequer olhava para ele.

Acabou permanecendo, e disse ter tido sorte porque começou a temporada fazendo gols, o que minimizou a saia justa com o italiano.

O treinador Antonio Conte abraça Diego Costa depois de vitória do Chelsea sobre o Southampton na Premier League (John Walton – 30.out.2016/Associated Press)

Porém, mesmo tendo atuado muito bem desde agosto, é perfeitamente plausível considerar que Diego Costa não permanecerá no Chelsea, cuja torcida o idolatra, até 2019.

“Não fecho as portas para ninguém, não descarto nada”, disse sobre seu futuro.

Nem jogar na China, se for atrativo para ele (o salário será superior ao que recebe na Inglaterra) e para os Blues (que podem embolsar um belo dinheiro e se livrar de um jogador cuja satisfação no clube se mostra oscilante).

O Tianjin Quanjian, treinado por outro italiano, Fabio Cannavaro (capitão da Squadra Azzurra campeã do mundo em 2006), mostrou interesse em contratar Diego Costa no início do ano, mas a negociação não prosperou.

Em tempo: Convocado pelo treinador Julen Lopetegui para a seleção espanhola, Diego Costa, que defende a Fúria desde 2014, deve estar em campo com a camisa vermelha nesta sexta (24), contra Israel, pelas eliminatórias da Copa da Rússia-2018, e na terça (28), em amistoso diante da França.