Com 50 patrocínios na camisa, time argentino quer entrar no livro dos recordes

Por Luís Curro

“Guinness Book”, o livro dos recordes. Certamente você já ouviu falar dele. Não?

Eis a definição da Wikipédia, a enciclopédia livre, para a obra: “O ‘Guinness World Records’ (antigo ‘Guinness Book of Records’) é uma edição publicada anualmente que contém uma coleção de recordes e superlativos reconhecidos internacionalmente, tanto em termos de performances humanas como de extremos da natureza”.

Quando eu era bem mais jovem, o “Guinness Book” tinha uma aura especial: estar nele era (ou parecia ser) algo excepcional, era necessário (ou parecia ser) fazer algo realmente espetacular para ser incluído no livro. Era digno de admiração (ou parecia ser).

Hoje percebo que a publicação elenca muita coisa que, ao menos para mim, é totalmente desimportante.

Na página do “Guinness” na internet (www.guinnessworldrecords.com), fui atrás de marcas relacionadas a esporte e encontrei, por exemplo: mais tempo fazendo embaixadinhas sobre uma “slackline” (espécie de corda bamba) e o mais longo taco de golfe que seja “funcional”.

Possivelmente sempre foi assim, uma coletânea de recordes curiosos e esdrúxulos (alguns, de tão pitorescos, até têm sua graça), apenas eu não sabia que era.

Pois bem, há um time de futebol argentino que pretende eternizar seu nome no “Guinness”, porém não por fazer o maior número de gols em uma partida ou obter a maior sequência de vitórias na história, que seriam recordes esportivos relevantes.

O Centenario de Neuquén, clube que atua na quinta divisão da Argentina, decidiu mostrar que “tem camisa” no ano em que completa 40 anos de vida.

Colocou nada menos que 50 patrocinadores nela, utilizando frente, verso e mangas. A maioria dos nomes estampados na camisa é de comerciantes locais.

Com camisa com 50 patrocínios, o Centenario de Neuquén quer adentrar o 'Livro dos Recordes' (Reprodução/DeporTV)
Com camisa com 50 patrocínios, o Centenario de Neuquén quer entrar no livro dos recordes (Reprodução/DeporTV)

“As empresas pagam o que podem, e tentamos lhes dar o melhor lugar disponível (no uniforme)”, disse ao diário “La Mañana”, de Neuquén, Gustavo Gómez, o presidente do Centenario. “Às vezes nem dão dinheiro. Uma cedeu um quadriciclo que usamos para vender rifas na cidade.”

Gómez afirma já ter contatado o “Guinness”, cujo escritório principal fica em Londres, para pleitear a inclusão no livro. “Disseram que precisam analisar se pode ser considerado um recorde”, disse ele, conforme texto publicado no site do canal TVMax. “Teremos que esperar quatro meses.”

Será uma espera até que curta para obter o que será, em caso de aprovação do “Guinness”, o maior feito da história de quatro décadas do clube.

Em tempo: A camisa do Centenario tem neste ano um incremento de quase 50% na quantidade de patrocinadores. Em 2016, o time já havia chamado a atenção por estampar 34 nomes em sua camisa.