Cristiano Ronaldo se consagra, também, nas redes sociais em 2016

Por Luís Curro

Cristiano Ronaldo viveu um 2016 dos sonhos.

O superastro do Real Madrid ganhou com seu clube a Liga dos Campeões da Europa, em maio, e o Mundial de Clubes da Fifa, neste mês. Títulos difíceis de obter, porém que não são surpreendentes devido ao poderio do time espanhol.

Em Yokohama, Cristiano Ronaldo beija o troféu de melhor jogador do Mundial de Clubes da Fifa (Ma Ping - 18.dez.2016/Xinhua)
Em Yokohama (Japão), Cristiano Ronaldo beija o troféu de melhor jogador do Mundial de Clubes da Fifa (Ma Ping – 18.dez.2016/Xinhua)

A surpresa ficou por conta da conquista da Eurocopa da França, em julho, já que Portugal não era um dos favoritos. Mas chegou lá, meio aos trancos e barrancos (quase foi eliminado na primeira fase e não brilhou nos mata-matas), e superou a anfitriã França na decisão – jogo no qual o CR7 saiu machucado e teve de torcer da lateral do Stade de France por seus companheiros.

Aos 31 anos, o astro português ainda faturou o prêmio da Uefa de melhor futebolista da Europa, em agosto, e a Bola de Ouro, da revista “France Football”, entregue na semana passada ao melhor jogador da temporada.

Tudo isso, Cristiano Ronaldo ganhou por seu desempenho (maximizado pela ajuda de seus companheiros, é lógico) dentro das quatro linhas.

Só que ele, ainda mais se tratando dele, tem um motivo a mais para celebrar em 2016: a consagração nas redes sociais.

De acordo com a ferramenta de análises de redes sociais CrowdTangle, o CR7 foi, entre todos os atletas profissionais, o responsável pelas três postagens de maior interação no Facebook e as cinco de maior interação no Instagram.

As interações, nesse cálculo, incluem as curtidas (“likes”), comentários e compartilhamentos no Facebook e as curtidas e comentários no Instagram. O post de maior sucesso dele no Facebook, beijando a taça da Eurocopa, recebeu mais de 6 milhões de “likes”.

Cristiano Ronaaldo beija a taça da Eurcopa conquistada em julho por Portugal (Reprodução/Facebook de Cristiano Ronaldo)
Cristiano Ronaaldo beija a taça da Eurocopa conquistada em julho por Portugal (Reprodução/Facebook de Cristiano Ronaldo)

Escrevi “ainda mais se tratando dele” porque todo mundo sabe que o CR7 tem como maior ídolo ele mesmo.

Egocêntrico, individualista, narcisista e fominha são alguns dos adjetivos atribuídos ao espetacular jogador – até de chato já foi chamado. Não são qualidades admiráveis no meu ponto de vista, mas há quem considere assim.

Cristiano Ronaldo é Cristiano Ronaldo, nome já eternizado na história do futebol, justamente por esse estilo peculiar de ser. Há quem o idolatre, há quem o menospreze, simples assim. Uns outros tantos se mantêm neutros (estou nesse rol).

Inegável é que ele é um fenômeno de popularidade nas redes sociais.

Em fevereiro, tornou-se o primeiro esportista profissional a ultrapassar os 200 milhões de seguidores, na soma de Facebook, Instagram e Twitter, de acordo com outra ferramenta de análise desse tipo de mídia, a Hookit.

Em setembro, a agência de comunicação Apple Tree informou que o português é o homem que mais tem fãs na redes, um total de 238 milhões à época, entre Facebook, Instagram e Twitter. À frente dele, somente a cantora norte-americana Taylor Swift (246 milhões), megaestrela da música pop.

Assim, nessa área, o CR7 supera com folga Lionel Messi, o outro supercraque da atualidade, que não preza pelo exibicionismo exacerbado – o argentino não tem conta no Facebook nem no Twitter.

No Instagram, Messi, que se manifestou nesse espaço 180 vezes, tem 61,8 mihões de seguidores, e Cristiano Ronaldo, 85,1 milhões – eram 1.631 as suas publicações até este domingo de Natal.

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Em tempo: No Twitter, o post de um jogador de futebol que mais gerou interações neste ano (486 mil) foi o publicado por Zlatan Ibrahimovic – outro que, como Cristiano Ronaldo, considera-se onipotente –, no qual ele confirmou sua transferência para o Manchester United depois de quatro temporadas no Paris Saint-Germain.