Brasil tem a noite perfeita no Mineirão

Por Luís Curro

Brasil 3 x 0 Argentina.

Com o estádio Mineirão, o palco do amargo 7 a 1 para a Alemanha na Copa do Mundo de 2014, ocupado por mais 53 mil torcedores.

Com Neymar jogando mais, muito mais que o supercraque Messi, seu colega de Barcelona e eleito cinco vezes o melhor do mundo.

Com o trio de ataque do Brasil (Neymar-Gabriel Jesus-Philippe Coutinho) inspirado: Coutinho, com passe de Neymar, fez o primeiro gol aos 24 minutos; e Neymar, com passe genial de Jesus, marcou o segundo gol, aos 45 minutos, também no 1º tempo.

Com tarja em homenagem a Carlos Aberto Torres, o Capitão Do Tri, morto em outubro, Neymar vibra no Mineirão (Cristiane Mattos - 10.nov.2016/Reuters)
Com tarja em homenagem a Carlos Aberto Torres, o Capitão Do Tri, morto duas semanas atrás, Neymar vibra no Mineirão (Cristiane Mattos – 10.nov.2016/Reuters)

Com o volante Paulinho, um dos presentes naquele vexame na semifinal do segundo Mundial no Brasil, marcando o terceiro gol, aos 13 minutos da segunda etapa, depois de aparecer na área como elemento-surpresa número um e receber a bola do meia Renato Augusto, que surgiu na área como elemento-surpresa número dois.

Com o goleiro Alisson, que em seu clube, a Roma, é reserva do polonês Szczesny, mostrando a segurança que muito lhe faltou na era Dunga e fazendo uma defesa belíssima em chute de Biglia, quando a partida estava empatada sem gols.

Com a defesa firme, bem postada, o volante Fernandinho (outro que atuou no 7 a 1) à frente dela marcando firme Messi, que pouco rendeu, assim como Di María, Higuaín e Agüero, todos astros em seus respectivos clubes (PSG, Juventus e Manchester City, respectivamente), todos anulados pela quadra Daniel Alves, Miranda, Marquinhos e Marcelo, com a ajuda valiosa dos demais companheiros, inclusive os atacantes.

Com Tite, 100% de vitórias em cinco jogos, mais uma vez fazendo o Brasil unir caraterísticas necessárias para triunfar: organização tática, excelência física, consciência coletiva, dedicação incessante – uma quadra que faz os jogadores terem confiança mais que suficiente para permitir que o lado técnico flua intensamente.

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E o que significou tudo isso?

Que o Brasil se manteve na liderança das eliminatórias sul-americanas para a Copa da Rússia-2018, com 24 pontos, e jogará na madrugada de quarta (16), às 0h15 de Brasília, em Lima, contra o Peru por uma vitória que o deixará muito próximo de se qualificar.

Que a arquirrival Argentina se manteve na sexta colocação, com 16 pontos, fora da zona de classificação para o próximo Mundial (os quatro primeiros ganham vaga, e o quinto tem chance em uma repescagem), com a crise nas alturas e o treinador “Patón” Bauza balançando, precisando desesperadamente derrotar a Colômbia na terça (15), em San Juan, para evitar o pânico.

Que foi uma noite perfeita para a seleção brasileira.