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“Os grandes querem nos matar”, afirma técnico da sensação Leicester

Luís Curro

Claudio Ranieri, o italiano que treina o Leicester, está preocupado antes do início do Campeonato Inglês, que dá a partida para a temporada 2016/2017 no sábado (13). E está também “faminto”.

Preocupado porque acredita que as principais forças do país farão de tudo para não serem surpreendidas novamente pelo pequeno clube, que no campeonato de 2015/2016 conquistou seu primeiro título da liga.

Ranieri, de 64 anos, vê o time no papel de caça. “Há seis grandes times que querem nos matar”, afirmou o técnico, referindo-se aos dois Manchester (City e United), ao Chelsea, ao Tottenham, ao Arsenal (todos estes de Londres) e ao Liverpool.

Por isso, ele tem conversado com seus jogadores para estimulá-los a criar uma mentalidade diferente. Na temporada passada, Ranieri manteve o discurso pés no chão do início ao fim. Prendeu-se ao papel de azarão do time para não pressionar os atletas, deixá-los leves, e isso funcionou muito bem.

Agora, não. Nas entrevistas, insiste que o time continua com o rótulo de azarão. Só que expõe claramente uma dose de desejo e de confiança não explicitada anteriormente.

O sabor da vitória o transformou, e ele vê a equipe preparada para bater de frente com, e derrubar, qualquer um. Pretende que a caça derrote os caçadores.

“Antes eu estava satisfeito”, disse Ranieri. “Mas agora estou faminto e quero comer alguma coisa.”

“Falei aos jogadores: ‘Esqueçam o que conquistamos’. Eu quero mais. Quero mais que o máximo da temporada passada. Quero o máximo de cada um.”

Há, além da Premier League, a Champions League pela frente. Mas a primeira “refeição” à vista é o Manchester United, de José Mourinho, rival deste domingo (7), no estádio de Wembley, na partida que opõe o campeão inglês (Leicester) e o campeão da Copa da Inglaterra (Manchester United, agora dirigido pelo português José Mourinho).

O duelo, conhecido como Community Shield, na prática é a Supercopa da Inglaterra.

Chegar ao topo é difícil. Manter-se lá, mais difícil ainda. Pela primeira vez em sua história, o Leicester vive esse desafio. E precisará mesmo ter muita “fome de bola” para cumpri-lo.

Em tempo: O Leicester conseguiu manter todos os titulares da temporada passada, incluindo os principais destaques ofensivos, o argelino Mahrez e o artilheiro Vardy. O único que saiu foi o volante francês Kanté, o motorzinho do time. Os principais reservas também permaneceram. 

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