Em mata-mata, Corinthians testa invencibilidade contra times do Uruguai na Libertadores

Por Luís Curro

Uma vez campeão da Libertadores , em 2012, o Corinthians encara no mata-mata de oitavas de final da edição de 2016 o Nacional do Uruguai, três vezes vencedor do torneio continental (1971, 1980 e 1988) e outras três vezes vice-campeão (1964, 1967 e 1969).

O primeiro duelo é nesta quarta (27), no estádio Gran Parque Central, em Montevidéu, a capital uruguaia, às 21h45 (com transmissão de Globo e Fox Sports). Uma arena fundada em 1900, com capacidade para 26,5 mil torcedores.

O segundo e decisivo confronto está marcado para daqui a uma semana (dia 4 de maio), no Itaquerão, o ainda novíssimo e moderno o estádio corintiano, inaugurado em 2014.

É comum afirmar que na Libertadores não há jogo fácil, especialmente quando se atua longe de casa, com a torcida em cima, gritando incessantemente, como se estivesse no cangote de cada jogador do clube visitante.

E, quando o adversário é argentino ou uruguaio, principalmente o Independiente (7 vezes campeão da Libertadores), o Boca Juniors (6), o River Plate (3), o Peñarol (5) ou o Nacional, os times brasileiros preveem dificuldade ainda maior, devido à tradição desses clubes, à força da camisa de cada um e por contarem com jogadores de nível geralmente bem superior ao dos de outras equipes.

Partida em fase eliminatória? Mais tensão. Mais nervosismo. Mais emoção. Mais drama.

O goleiro Cássio, do Corinthians, treina em Montevidéu para a partida contra o Nacional pela Libertadores ( Daniel Augusto Jr. - 26.abr.2016//Agência Corinthians)
O goleiro Cássio, do Corinthians, treina em Montevidéu para a partida contra o Nacional pela Libertadores da América (Daniel Augusto Jr. – 26.abr.2016//Agência Corinthians)

Só que, no caso do Corinthians, o oponente ser uruguaio não foi um problema ao longo da história.

O atual campeão brasileiro se deparou em dez ocasiões com clubes do Uruguai na Libertadores, e jamais perdeu. São sete vitórias e três empates, conforme informações do site ogol.com.br. Todos os jogos foram na fase de grupos, nunca em mata-matas.

Na lista de rivais, além do Nacional, contra quem o Corinthians coleciona dois empates, aparecem Bella Vista, Fénix, Racing e Danubio.

Eis os resultados, em ordem cronológica (entre parênteses, os autores dos gols corintianos):

  • 1991 – Bella Vista 1 x 1 Corinthians (Mirandinha), Nacional 1 x 1 Corinthians (Mirandinha), Corinthians 4 x 1 Bella Vista (Paulo Sérgio (3) e Giba), Corinthians 0 x 0 Nacional
  • 2003 – Fénix 1 x 2 Corinthians (Fábio Luciano e Jorge Wagner), Corinthians 6 x 1 Fénix (Gil (2), Liedson (2), Gil e Fábio Luciano)
  • 2010 – Corinthians 2 x 1 Racing (Elias (2)), Racing 0 x 2 Corinthians (Dentinho e Elias)
  • 2015 – Danubio 1 x 2 Corinthians (Guerrero e Felipe), Corinthians 4 x 0 Danubio (Guerrero (3) e Jadson)

Nas últimas seis partidas, somente vitórias (sendo duas goleadas), com 18 gols a favor e 4 contra. Ao todo, 24 gols feitos, 7 sofridos e três goleadas. Como visitante, o Corinthians nunca deixou de fazer pelo menos um gol nas equipes do Uruguai. E um gol foi o máximo que sofreu por jogo – em três deles, não foi vazado.

Tudo isso são fatos, acontecimentos do passado.

Para alguns, podem servir de incentivo, ou como superstição. Para outros, nada são além de balela, estatísticas que de forma alguma influenciam o momento atual.

Afinal, o presente se faz agora e, conforme os resultados de 2016 contra o Nacional, o Corinthians de Tite ampliará essa escrita diante dos uruguaios, o que possivelmente significará a classificação para as quartas de final, ou terá a sequência invicta interrompida, o que não necessariamente resultará em uma eliminação – que seria a segunda em duas semanas, já que houve a queda no Campeonato Paulista no sábado (23).

Em tempo: Nesta Libertadores, o Nacional derrotou duas vezes o Palmeiras, arquirrival corintiano, na fase de grupos. Ganhou por 2 a 1 no Allianz Parque e por 1 a 0 no Gran Parque Central. O time uruguaio tem um brasileiro no elenco, o atacante Léo Gamalho, ex-Avaí.