Goleada do São Paulo é a maior da Libertadores desde a do Santos em 2012

Por Luís Curro

Com a vitória sobre o Trujillanos, da Venezuela, nesta terça (5) no Morumbi, o São Paulo se manteve no páreo para obter uma das vagas para a próxima fase da Libertadores.

Em uma competição geralmente marcada por partidas muito pegadas e parelhas, e com o time tricolor apresentando ao longo deste ano um futebol fraco, o resultado foi surpreendente: 6 a 0, com quatro gols do argentino Calleri – Kelvin e João Schmidt fizeram um cada um.

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Os comandados do treinador Edgardo “Patón” Bauza, argentino como o artilheiro da partida, estabeleceram a maior goleada da competição continental desde 2012.

Naquele ano, no dia 10 de maio, o Santos de Muricy Ramalho marcou 8 a 0 no Bolívar, da Bolívia, no jogo de volta das oitavas de final. Ganso, hoje no São Paulo, fez dois gols, e Neymar, um.

Também em 2012, o Corinthians de Tite, que se sagraria campeão do torneio pela primeira vez, goleou por 6 a 0 o venezuelano Deportivo Táchira na partida final da fase de grupos, com gols de Danilo, Paulinho, Jorge Henrique, Emerson Sheik, Liedson e Douglas. A partida foi no Pacaembu.

Houve mais dois 6 a 0 nessa edição: o do argentino Lanús no paraguaio Olimpia e o do Universidad de Chile no Deportivo Quito, do Equador.

Nas Libertadores seguintes (2013 a 2015), os resultados mais elásticos foram sempre 5 a 0.

O São Paulo, então comandado por Ney Franco, deu em 2013 uma dessas goleadas. A vítima foi o Bolívar, na chamada Pré-Libertadores – Luis Fabiano, atualmente no futebol chinês, marcou duas vezes no jogo no Morumbi.

Em 2014, o 5 a 0 ocorreu na semifinal, e de novo quem se deu mal foi o Bolívar. O argentino San Lorenzo, treinado por Bauza, que depois conquistaria o título, atropelou o rival em Buenos Aires.

No ano passado, dois clubes argentinos protagonizaram esse placar: o Racing, diante do Deportivo Táchira, e o Boca Juniors, contra o Zamora (da Venezuela, como o Táchira).

Na história da Libertadores, o clube brasileiro que mais se aproximou da maior goleada sem sofrer gols foi o Santos de 2012, com o citado 8 a 0.

Pesquisa feita no site worldfootball.net registra River Plate 9 x 0 Universitario de La Paz (Bolívia), em 1970, e Boca Juniors 9 x 0 The Strongest (Bolívia), em 1971.

Também em 1970, o uruguaio Peñarol derrotou o Valencia (Venezuela) por 11 a 2, até hoje a partida de Libertadores com a maior quantidade de gols.

Em tempo 1: Em todas as goleadas mencionadas, à exceção da do Racing, os vencedores atuaram como mandantes.

Em tempo 2: Fica explícito que ter pela frente clubes bolivianos ou venezuelanos amplia a possibilidade de obter vitória por larga margem.