Ícone do futebol ucraniano pode reaparecer na Euro-2016

Por Luís Curro

Andriy Shevchenko é considerado o melhor jogador do futebol de seu país, a Ucrânia, uma ex-república soviética – a independência ocorreu em 1991.

O atacante destacou-se pelo Dynamo de Kiev, entre 1994 e 1999, e especialmente pelo Milan, de 1999 a 2006. Também defendeu o Chelsea antes de regressar ao Dynamo.

Na equipe italiana, pela qual anotou 127 gols em 208 partidas, sua maior conquista foi a Champions League, em 2003.

Depois de um 0 a 0 contra a Juventus no tempo normal e na prorrogação, na disputa de pênaltis Shevchenko converteu a cobrança que rendeu o titulo ao time rubro-negro, cujo goleiro era o brasileiro Dida.

Também pelo Milan, obteve sua maior façanha individual, ganhando em 2004 a Bola de Ouro, prêmio então concedido pela revista francesa “France Football” ao melhor jogador do ano na Europa.

Pela seleção ucraniana, Shevchenko disputou 111 partidas e balançou as redes 48 vezes (média de 0,43 gol por partida).

Dois desses gols aconteceram na Copa do Mundo de 2006, na Alemanha. Liderada pelo artilheiro, a Ucrânia, em sua primeira e única participação em Copa, avançou até as quartas de final, sendo eliminada pela Itália, campeã desse Mundial.

Shevchenko em partida da Euro-2012, que teve Ucrânia e Polônia como sedes (Rungroj Yongrit - 15.jun.2012/EFE)
Shevchenko em partida da Euro-2012, que teve Ucrânia e Polônia como sedes (Rungroj Yongrit – 15.jun.2012/EFE)

Aposentado desde 2012, Shevchenko, hoje com 39 anos, pode voltar a defender as cores de seu país na Eurocopa de 2016, na França.

Não, porém, como jogador, mas na função de treinador.

Alexandr Zavarov, um dos assistentes do técnico Mykhaylo Fomenko, declarou, de acordo com o canal de TV Football 1, da Ucrânia, que Shevchenko deve assumir papel similar ao que ele tem na seleção.

No fim de 2012, alguns meses depois de deixar os gramados, Shevchenko recebeu convite para dirigir a Ucrânia, mas recusou.

À época, pretendia seguir carreira na política e também não se considerava preparado para atuar como técnico.

Não conseguiu se eleger para o Parlamento ucraniano nas eleições daquele ano e decidiu então fazer o curso de treinador da Uefa (a federação europeia de futebol), o qual concluiu neste ano, estando, portanto, apto para o trabalho.

Caso Shevchenko seja confirmado na comissão técnica da seleção ucraniana, o modo como ele vai colaborar ficará mais claro.

Um dos desafios certamente será bolar um jeito de os atacantes serem mais produtivos, já que nas eliminatórias da Euro a defesa mostrou-se sólida, porém o ataque não conseguiu fazer gol em 4 dos 10 jogos da fase de grupos, o que contribuiu para a Ucrânia não obter a classificação direta – na repescagem, passou pela Eslovênia.