Em reconstrução, Shakhtar Donetsk caminha para o fim da era brasileira

Por Rafael Reis

Shakhtar

O clube mais brasileiro da Europa já não é mais tão brasileiro como antes.

Depois de quatro temporadas com mais de 11 jogadores do país pentacampeão mundial, o Shakhtar Donetsk já não tem mais como escalar um time inteiro só com brazucas.

São quatro baixas em relação ao ano anterior: o volante Fernando foi para a Sampdoria, o meia Douglas Costa acertou com o Bayern de Munique, o atacante Luiz Adriano se transferiu para o Milan e Ilsinho ainda está sem clube.

E a reposição brasileira foi baixa. Só chegou o atacante Eduardo da Silva, naturalizado croata, que já havia defendido o Shakhtar anteriormente e estava no Flamengo.

A legião brasileira no elenco dirigido por Mircea Lucescu ainda é grande: dez jogadores. Além de Eduardo, estão por lá os laterais Márcio Azevedo e Ismaily, os meias Fred e Alex Teixeira e os atacantes Bernard, Wellington Nem, Marlos, Taison e Dentinho.

Mas a tendência é de que a queda registrada nesta temporada continue.

A guerra que dividiu a Ucrânia e afastou o Shakhtar de Donetsk (tem jogado em Lviv) fez o clube deixar de ser um destino atrativo para os brasileiros.

O medo de estar próximo de conflito pesa bastante, e o dinheiro já não é tão farto quanto em um passado não muito distante.

Prova disso é que as últimas contratações feitas pelo Shakhtar no mercado brasileiro de jogadores que ainda não haviam atuado na Ucrânia já completaram dois anos (Bernard, Fred, Fernando e Nem).

O clube mais brasileiro da Europa já não é mais tão brasileiro como antes.