Um ano após tetra, aposentadorias e contusões fazem Alemanha deslizar

Por Rafael Reis

Alemanha

Quem viu a última edição do ranking da Fifa, anunciado na semana passada, já percebeu que a Alemanha perdeu a liderança para a Argentina.

Tudo bem que é essa lista cheia de critérios questionáveis. Mas a queda germânica do topo é, sim, relevante.

No aniversário de um ano da conquista do tetracampeonato mundial, a Alemanha tem derrapado para se manter como a seleção mais forte do mundo.

Desde a conquista no Brasil, a equipe dirigida por Joachim Löw disputou dez partidas. Foram cinco vitórias, dois empates e três derrotas. Pouco para quem 12 meses atrás festejava o título mais importante do planeta.

Além disso, o time nem lidera o seu grupo nas eliminatórias da Eurocopa-2016. Com 13 pontos, está um atrás da Polônia, primeira colocada do Grupo D.

Ressaca pós-título à parte, a Alemanha sofre para repor as peças que perdeu e com o excesso de problemas físicos.

Löw ainda não encontrou um substituto minimamente à altura para o capitão Lahm, 31, que se aposentou precocemente da seleção  na lateral direita. Rudy, do Hoffenheim, volante de origem, foi quem mais agradou. As outras opções, Rüdiger e Mustafi, também atuam improvisados no setor _são zagueiros.

Outro drama está no comando do ataque. Depois da aposentadoria do adeus de Klose, 37, a Alemanha ficou sem nenhum centroavante de alto nível no seu elenco.

Thomas Müller, Götze e a revelação Volland são atacantes, mas não camisas 9 tradicionais, com punch dentro da área. Não que a Alemanha precise de um jogador assim em campo sempre, mas para determinadas situações de jogo ele acaba sendo uma peça importante.

Para completar, as contusões têm sido um incômodo frequente para os germânicos.

Quatro titulares da seleção, Hummels, Schweinsteiger, Özil e Reus, que já havia perdido a a Copa por contusão, passaram boa parte da temporada no estaleiro.

Hummels e Reus tiveram inacreditáveis seis lesões cada nos últimos 12 meses. Schweinsteiger e Özil ficaram mais de três meses afastados em suas contusões mais graves _o primeiro foi desfalque entre agosto e novembro, o segundo, de outubro a janeiro.