Messi, 573 jogos, 452 gols e 1 expulsão

Por Rafael Reis

Messi

Messi é gênio. E não se cansa de nos lembrar disso. A atuação na vitória por 3 a 0 sobre o Bayern de Munique, quarta (6), na semifinal da Liga dos Campeões, é só mais uma de tantas exibições históricas que ele propiciou aos apaixonados por futebol.

Mas Messi também é gente. Tem mulher, filho, família. Fica feliz com os sucessos, nervoso com os fracassos e, eventualmente, perde a cabeça dentro de campo. Será mesmo?

O argentino é quase imune aos cartões. Ao longo de 11 anos de carreira e com 573 jogos como profissional nas costas, o argentino não recebeu nem 60 amarelos e foi expulso UMA ÚNICA vez.

Só que o vermelho recebido por Messi não foi qualquer vermelho. Afinal, o cara é craque. E até sua expulsão teve de ser diferente da dos reles mortais.

O hoje camisa 10 do Barcelona conseguiu ser expulso em seu primeiro jogo na seleção principal da Argentina. E com apenas 44 segundos em campo.

Convocado aos 18 anos pelo técnico José Pékerman para o amistoso contra a Hungria, no dia 17 de agosto de 2005, o atacante entrou no segundo tempo no lugar de Lisandro López (atualmente no Internacional).

Na segunda vez em que tocou na bola, tentou uma daquelas arrancadas que acabariam sendo uma das principais características de sua carreira. Puxado pelo adversário, revidou jogando sua mão no rosto do marcador.

A expulsão enfureceu Maradona, que acusou o árbitro da partida de ter planejado a expulsão do garoto porque sabia que era sua estreia.

Desde então, Messi nunca mais viu um cartão vermelho e virou sinônimo de cara comportado, bom moço.

No confronto direto permanente com Cristiano Ronaldo pelo posto de melhor do mundo, o argentino é o que tem a imagem de mocinho, enquanto o português, nove vezes expulsão na carreira, é visto como Dick Vigarista.

 


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