A elite da elite europeia

Por Rafael Reis

Elite

Barcelona, Bayern de Munique e Real Madrid. Pela terceira vez nas quatro últimas temporadas, os dois gigantes espanhóis e o maior time da Alemanha estão nas semifinais da Liga dos Campeões da Europa.

A intrusa da vez é a Juventus. Em 2012, foi o Chelsea. Um ano depois, o Borussia Dortmund.

É difícil imaginar, porém, que a equipe italiana conseguirá repetir o caminho dos londrinos e dos germânicos e alcançar a final (os ingleses até levaram o título). É que o fosso está cada vez mais maior.

O futebol europeu pode até ter uma dezena de times grandes, formada pelos Manchesters, PSGs e Atléticos da vida. Mas, hoje, é nítido que existe um trio que forma a elite da elite do continente.

Concentração de receitas cada vez maiores em cada vez menos mãos, o fetiche da camisa que seduz os atletas de primeiro escalão e os bons trabalhos de diretoria e comissões técnicas feitos transformaram Barcelona, Bayern e Real em times quase imbatíveis.

É claro que deslizes acontecem. O Barcelona, por exemplo, foi incapaz de chegar à semifinal europeia na temporada passada. E ainda viu o Atlético de Madri ser o intruso campeão da Espanha, justamente o país que tem dois dos integrantes desse trio de diamante.

Só que os deslizes são cada vez mais raros. Se já não é possível imaginar hoje a repetição de uma final como a de 11 anos atrás, entre os outsiders Porto e Monaco, já é improvável enxergar também uma decisão sem Barcelona, Bayern e Real Madrid.

A última final de Liga dos Campeões que não contou com nenhum dos três foi a de 2008, quando o Manchester United bateu nos pênaltis o Chelsea.

Com os três vivos na semifinal, ainda não será neste ano que a Europa verá uma decisão sem seu microgrupo elitista. E, pelo que todas as movimentações de mercado e progressão técnica dos jogadores indicam, duvido que será no próximo. Ou no próximo, no próximo, no próximo…


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