Crise faz clubes russos planejarem redução nos salários de jogadores

Por Alex Sabino

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A crise financeira na Rússia, causada pela baixa no preço do petróleo e a desvalorização do rublo têm reflexos no futebol russo. Os clubes encontram dificuldades para pagar os salários dos jogadores mais caros. Vários deles têm vencimentos indexados pelo dólar justamente como proteção para qualquer variação da moeda local.

Em reunião realizada na semana passada, os dirigentes dos 16 clubes da Primeira Divisão chegaram à conclusão que a única saída é reduzir a folha de pagamento. Eles vão pedir aos jogadores que aceitem reduções salariais.

A fórmula que desejam aplicar é reindexar os salários, mas usando uma taxa fixa, bem diferente (e menor) que a cambial. A informação consta em documentos divulgados pelos próprios cartolas. Isso significa que pelo menos 20% dos atletas profissionais da elite serão sondados quanto à possibilidade de receber menos dinheiro no começo de cada mês. O que não será uma das medidas mais populares da história do futebol europeu. Pelo menos entre a boleirada.

Neste ano, o rublo perdeu quase metade do seu valor em relação ao dólar e ao euro.

Nas últimas décadas, o futebol russo tem sido um dos mais atrativos para jogadores famosos em final de carreira ou revelações do futebol sul-americano.

Em 2004, ao fechar milionário contrato de patrocínio com a Sibneft, gigante de petróleo do país, o CSKA Moscou chegou a traçar plano para conquistar o título da Liga dos Campeões da Europa em poucos anos. A empresa pertencia ao magnata Roman Abramovich, dono do Chelsea, da Inglaterra. O máximo que a equipe russa conseguiu foi chegar às quartas de final em 2010.

Em 2012, o Zenit pagou 40 milhões de euros ao Porto, de Portugal, para contratar o atacante brasileiro Hulk. No mesmo ano, o Anzhi Makhachkala comprou o camaronês Eto’o por 27 milhões de euros e ainda lhe deu salários de 20 milhões de euros por ano.