Pizza à la africana

Por Rafael Reis

Eliminada na primeira rodada das eliminatórias da Copa Africana de Nações-2015 por ter escalado um jogador irregular, Guiné Equatorial foi perdoada pela CAF (Confederação Africana de Futebol) e ganhou uma vaga na fase final da próxima CAN.

Foi essa a solução encontrada pela confederação para fazer com que o torneio saia do papel no ano que vem.

Sem sede para a competição desde que Marrocos desistiu de organizá-la devido à epidemia de ebola no continente e depois de ouvir o “não” da África do Sul, a primeira cotada para herdar a organização, a CAF irá levar o torneio para Guiné Equatorial. A contrapartida é a vaga direta na fase final, presente comum ao país-sede.

Guiné Equatorial havia recebido a Copa Africana em 2012, quando dividiu a organização com Gabão.

O perdão dá uma sensação de pizza ao torneio. Mas a outra opção que a confederação tinha era ainda mais absurda: o Qatar, país da Ásia que terá o Mundial em 2022, também se colocou à disposição para fazer o campeonato africano.

Guiné Equatorial havia sido excluída da CAN por ter escalado o atacante Thierry Fidjeu, 31, que atua nas divisões inferiores do futebol francês, na vitória por 3 a 0 sobre a Mauritânia, pela primeira fase das eliminatórias.

De acordo com a CAF, Fidjeu estava sendo utilizado irregularmente há três anos pela seleção. O jogador nasceu em Camarões e nunca pediu à Fifa para alterar sua cidadania. Logo, só poderia jogar pela seleção africana.

No ano passado, a mesma seleção havia sido eliminada do qualificatório da Copa-2014 por caso semelhante. Na ocasião, a Fifa proibiu o país de utilizar o atacante Emilio Nsue, que já havia defendido a Espanha nas categorias de base.

 

Guiné