A pior final da história

Por Rafael Reis

Esqueça o carisma provocado pelo bonachão papa Francisco e pelo site não-oficial mais bizarro de um clube de futebol em todo o planeta.

San Lorenzo e Nacional (PAR) farão a pior final da história dos 55 anos de história da Taça Libertadores da América.

A começar pela tradição. Pela primeira vez desde 2008, a decisão reúne dois times estreantes na busca pelo título mais cobiçado do futebol sul-americano.

Mais que isso. Se o San Lorenzo é pelo menos um dos grandes do futebol argentino, o Nacional chegou a ficar 63 anos sem levantar uma mísera taça até ressurgir das cinzas em 2009.

Dentro de campo, as duas equipes estão longe de empolgar qualquer torcedor que não vista o vermelho (ou grená) e azul característicos dos dois clubes.

O Nacional teve a pior campanha na fase de grupos entre os 16 clubes que avançaram às oitavas de final e fechou suas seis primeiras partidas com saldo negativo.

Já o San Lorenzo só fez uma campanha melhor que o adversário paraguaio. Assim como o rival, somou míseros oito pontos na fase de grupo. E marcou ridículos seis gols. UM POR PARTIDA.

Foi só nos mata-matas que os dois clubes passaram a mostrar alguma coisa positiva. Mas ainda pouco, muito pouco, para quem tem pretensão de enfrentar o Real Madrid no fim de ano no Mundial de Clubes.

Os paraguaios passaram aos trancos e barrancos por Vélez Sarsfield, Arsenal de Sarandí e Defensor Sporting. Sempre por um gol de diferença.

E os argentinos só tiveram alguma facilidade na semifinal contra o Bolívar, saco de pancadas histórico da América do Sul que foi sobrevivendo nessa Libertadores de baixo nível. Cruzeiro e Grêmio caíram em confrontos duros –contra os gaúchos, a vitória nos pênaltis.

A final da Libertadores-2014 é tão histórica, negativamente falando, que não terá a participação de nenhum jogador que esteve na Copa do Mundo, encerrada há três semanas.

O jogador mais talentoso da decisão é o veterano argentino Leandro Romagnoli, 33, do San Lorenzo. Um Riquelme que não foi além do Sporting-POR na carreira. Ou seja, que deu errado. Assim como a Libertadores-2014.

 

Jogadores do San Lorenzo comemoram a classificação para a final
Jogadores do San Lorenzo comemoram a classificação para a final