Um bonde chamado Romero

Por Rafael Reis
Sergio Romero, o contestado goleiro titular da Argentina
Sergio Romero, o contestado goleiro titular da Argentina

_ Sabino, para você, qual foi o último grande goleiro argentino?

_ Acho que o Fillol.

A opção por um nome das Copas de 1974, 1978 e 1982 mostra como a posição é uma dor de cabeça constante para os hermanos. Uma tradição que  Sergio Romero não parece fazer questão nenhuma de enterrar.

O titular da meta bicampeã mundial voltou a mostrar nesta quarta por que o técnico Alejandro Sabella talvez seja o único argentino a confiar nele.

Romero ficou parado dentro da área esperando que um cruzamento parasse em suas mãos e não viu o pé de Yatabaré se antecipar a ele. A falha abriu caminho para a eliminação do multimilionário Monaco ante o Guingamp, na semifinal da Copa da França. Uma zebraça.

Ah, Romero só disputa as partidas da Copa porque é reserva do clube do Principado.

Sua história no Monaco, clube que o contratou por empréstimo da Sampdoria no início da temporada, é resumida em seis jogos: cinco por copas e apenas um no Francês.

Pouco tempo, mas o suficiente para o argentino aprontar das suas. Romero já  quase havia enterrado o time alvirrubro na estreia da Copa da França, quando não conseguiu segurar um chute que foi em cima dele na partida contra o semiamador Vannes.

As opções ao pouco confiável arqueiro do Monaco também não são de fazer os olhos brilharem. Andújar, do Catania-ITA, e Agustín Ortión, do Boca Juniors, serão os reservas já anunciados por Sabella.

Willy Caballero, do Málaga-ESP, e Marcelo Barovero, do River Plate, os nomes mais pedidos no país, meio que na linha “em terra de cego quem tem um olho é rei”, vão ver o Mundial de casa.