Arda

Por Rafael Reis

Zlatan Ibrahimovic. Gareth Bale. Theo Walcott. A lista de maiores ausências da Copa do Mundo não fica completa se não incluir um quase sempre esquecido Arda Turan, 27.

O meia turco não é o maior destaque do Atlético de Madri nesta temporada, posto indiscutível de Diego Costa, e nem o jogador mais promissor do clube espanhol, lugar merecido do goleiro Courtois.

Mas nenhum outro atleta do elenco colchonero representa tão bem as virtudes que levam o Atlético a fazer do duelo com o Barcelona, a partir desta terça-feira, o mais imprevisível dos confrontos das quartas de final da Liga dos Campeões da Europa.

Turan reúne a técnica e a habilidade típicas da camisa 10 que veste com aquele sangue nos olhos característico do seu treinador, o ex-volante carniceiro e argentino Diego Simeone.

Nas entrevistas que concede, o turco não esconde a paixão que nutre pelo Galatasaray, clube que defendeu por seis anos, e pelo futebol.

O jogador pode se considerar um sobrevivente no esporte.

Em 2008, passou mal em campo e foi parar em um hospital devido a uma arritmia cardíaca. Exames posteriores mostraram que foi apenas um susto e que o coração do jogador estava bem.

A saúde de Turan teve outro baque no ano seguinte. O turco contraiu o vírus H1N1, causador da gripe suína, a pandemia que assustou meio mundo na década passada.

O camisa 10 se recuperou novamente. Trocou o Galatasaray, onde era ídolo incontestável, mas carregava a fama de garoto mimado, para tentar vencer na Espanha, deixou a barba crescer e virou o coração do time sensação do momento.

Um clube onde Turan não deve ficar por muito tempo. Autor de oito gols e sete assistências na temporada, o meia está na mira do Manchester United, um time necessitado do seu futebol e também da sua fúria.

Arda Turan, o símbolo do Atlético de Madri que aprendeu a vencer