Bayern, o campeão de craques e sem craque

Por Rafael Reis

Lionel Messi é o cara do Barcelona. Cristiano Ronaldo, o dono do Real Madrid. O Paris Saint-Germain é Zlatan Ibrahimovic e mais dez. Eden Hazard começa a despontar como o maior destaque do Chelsea.

Mas quem seria o craque do Bayern de Munique, que nesta terça-feira derrotou o Hertha Berlin por 3 a 1 e se tornou o campeão alemão mais precoce de todos os tempos, com incríveis sete rodadas de antecipação?

Êta perguntinha difícil essa aí.

Franck Ribéry, eleito o melhor da Europa e o terceiro do mundo em 2013, começou no banco contra o Hertha e não fez falta nenhuma. Arjen Robben, válvula de escape até pouco tempo, também é a cada dia menos importante.

Quem sabe seja então Bastian Schweinsteiger? Bem, o volante passou mais da metade da temporada no banco de reservas. E o Bayern não sentiu o baque. Mario Mandzukic, o artilheiro da equipe? Será descartado no verão com a chegada de Robert Lewandowski.

A resposta pode estar na garotada? Talvez Thomas Müller, Mario Götze, Thiago Alcántara ou Toni Kroos. Todos foram brilhantes durante alguma parte da temporada. Mas nenhum é protagonista da conquista.

Nem Pep Guardiola, o técnico que moldou o Barcelona dos seus melhores dias, merece o rótulo de craque. Contratado nesta temporada, depois de o Bayern ganhar tudo que podia com Jupp Heynckes, ele só ajudou a dar mais brilho a um time já naturalmente brilhante.

O Bayern é favorito ao bi da Liga dos Campeões da Europa e o clube mais temido do mundo porque não tem um craque. É um time com mais craques do que qualquer outro do planeta.

Bayern Munich's players celebrate after Bundesliga soccer match Hertha Berlin  in Berlin.